A vitória da fé no marketing esportivo

É incrível como grandes viradas podem trazer alegrias e desconfortos para equipes esportivas e suas respectivas marcas patrocinadoras. Ano passado, o Flamengo, que era patrocinado pela Petrobrás, perdeu o patrocínio, fechou contrato com uma concorrente da estatal, os Postos Ale, e foi campeão brasileiro. O que gerou uma exposição fenomenal para a marca Ale.

E o mais incrível é que a Petrobrás patrocinava o time há vários anos e o título veio justo quando o contrato foi encerrado. A Ale se deu bem na história e seu share de marca cresceu absurdamente. Até em locais onde a marca não está presente, ela é conhecida.

Ontem a história se repetiu. Um ano atrás, o então time de vôlei, Finasa/Osasco, anunciou o fim de suas atividades dois dias após perder a quarta final consecutiva da Superliga para o Unilever/Rio. O time havia acabado por conta do encerramento do contrato com o patrocinador, o banco de financiamentos, Finasa, marca que pertence ao Bradesco. Provavelmente, após quatro vice-campeonatos, o Bradesco temeu que a marca recebesse o estigma de perdedora.

O técnico do time, Luziomar de Moura, partiu atrás de um patrocinador e fechou com a Sollys, formando então o Sollys/Osasco. A equipe trocou o vermelho pelo laranja e, apenas um ano depois, sagrou-se campeã da Superliga em cima do arquirrival Unilever/Rio. Mais uma vez, com a transmissão ao vivo do jogo, as reprises nos VTs e as fotos estampadas em sites pela web promoveram a marca Sollys como eles jamais o haviam feito.

(Foto do G1)

O que fica destas duas histórias? O marketing é algo complexo e, muitas vezes, sua execução se dá por um período longo de tempo. Para o marketing esportivo a situação é quase sempre assim. É importante manter laços e vínculos, investir em equipes para que elas tornem-se vencedoras e assim exponham a marca ao mundo. Não estou dizendo a Petrobrás e o Finasa não o fizeram, mas o fato é que eles deixaram de acreditar no retorno que o clube proporciona, mesmo nas derrotas, em exposição de marca. Um clube como o Flamengo merece um planejamento e investimentos contínuos, pois é um clube que está sempre na mídia e possui uma torcida imensa. Já o Finasa era sinônimo do vôlei de Osasco, dava nome ao time, e tinha uma aceitação grande por parte da população, pelo fato da sede do Bradesco, a Cidade de Deus, ser em Osasco.

Fica, depois de tudo isso, a certeza de que o investimento no esporte para formar equipes vencedores proporciona um retorno para a marca maior do que muitas campanhas publicitárias seriam capazes de promover. Espero que estas duas viradas mostrem aos patrocinadores que é importante investir continuamente para obter grandes resultados.

Você resistiria ao BIS?

Recebi a dica desta campanha pelo twitter. Uma ação, realizada em Salvador e Recife, pelo menos até o momento, mostra pessoas que “esquecem” uma caixa de Bis quase inteirinha num lugar público. Lógico que câmeras e microfones estão devidamente instalados para fazer o flagra irresistível.

Veja os vídeos. A campanha é sensacional! Os dois primeiros são em Salvador e o terceiro no Recife.

Flagra Irresistível em Salvador no Salvador Shopping

Flagra Irresistível em Salvador no Acarajé da Dinha

Flagra Irresistível no Recife na UFPE Pista de Cooper

Via tweet da @annaterra.

O Email Marketing

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.
O problema foi a ideia criativa da “peça”.
O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)
Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.
A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.
Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.
A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”
Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?
Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.
Meu email:
Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.
A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.
Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.
Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.
O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.

O problema foi a ideia criativa da “peça”.

O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)

Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.

A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.

Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.

A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”

Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?

Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.

Meu email:

Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.

A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.

Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.

Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.

O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Outdoor feito com dinheiro de verdade

Ontem passou no Jornal Nacional uma matéria sobre a miséria do Zimbábue, que tem inflação de 98% ao dia, expectativa de vida de irrisórios 37 anos (no Brasil é de 72 anos) e que teve sua economia extinta pelo atual presidente e ditador Mugabe. Agora o país adotou o dólar americano, o euro e rand sul-africano, três moedas externas e fortes internacionalmente, para tentar não se sabe como, reduzir a inflação.

Coincidentemente, encontrei hoje na web imagens de uma campanha publicitária de um jornal zimbabuano, o The Zimbabwean. A campanha possui uma página no site do jornal, acesse por aqui, onde se vê várias fotos de peças publicitárias construídas com dinheiro, com as notas da moeda falida do país.

As peças exibem as seguintes frases:

“Fight the regime that has crippled a country”
Lute contra o regime que aleijou a nação

“It’s cheaper to print this on money than paper”
É mais barato usar dinheiro do que imprimir em papel

“Thanks to Mugabe this money is wallpaper”
Graças a Mugabe este dinheiro é papel de parede

Veja abaixo algumas das fotos das peças nas ruas e não deixe de acessar a página da campanha, aqui, para conferir o texto (em inglês) e as demais fotos.

thezimcampout

thezimcamp1

As notas foram usadas também como folders, sendo distribuídas em bares e nas ruas. A única alteração foi a inclusão de carimbo com as frases acima em cada uma das cédulas. Quem recebia ficava estupefado.

Vi neste blog e depois busquei mais informação no Google, claro! ;)

Um aquário no ponto de ônibus

Uma empresa de aquários, a AquarioMania, através da sua agência, a Bolero Comunicação, realizou esta ação de mídia exterior em um ponto de ônibus.

aquariomaniabusstop

A ação consistiu em construir e instalar um belo aquário no ponto de ônibus, logo atrás do banco onde as pessoas aguardam a condução. O aquário virou uma verdadeira atração, com pessoas até mesmo tirando fotos. O texto diz: “Mais vida pra qualquer ambiente”.

Agência: Bolero Comunicação
Diretor de Criação: André Mota
Direção de Arte: Lucas Costas, Jorge Kubrusly
Redação: Thiago Cruz
Produção: Rafael Cruz

Via I Believe in Adv