CVRD será rebatizada

A Companhia Vale do Rio Doce, maior empresa brasileira e 31ª maior do mundo, com valor de mercado estimado em US$ 167,3 bilhões, vai mudar de logomarca e nome a partir do mês de vem. A idéia é posicionar a empresa para que ela passe a ser mais reconhecida internacionalmente, como uma multinacional de fato.

A África, agência detentora da conta da CVRD, está quebrando a cabeça para fazer toda a campanha de lançamento da nova marca e nome sem nem ao menos saber quais serão. Há um grande sigilo em torno disso tudo e duas empresas especializadas em branding, uma brazuca e uma estadunidense, foram contratadas para dar conta do recado. A agência está trabalhando somente em cima dos conceitos passados pela empresa, que quer ser reconhecida como uma empresa internacional que tem identidade brasileira.

A nova marca pode ainda conter algo da sigla CVRD ou mesmo o termo “Rio Doce”. Tudo isso para que a empresa, dez anos após a privatização, rompa de uma vez com os estigmas estatais, ainda muito fortes na cultura corporativa.

A marca atual, com o losango e as barras, são comumentes associadas à ditadura e às patentes militares, o que também motiva a mudança.

A futura marca ainda terá que passar alguma idéia dos produtos produzidos com os produtos da mineradora. É que a CVRD não tem nenhum produto facilmente reconhecido por todos, já que trabalha com minérios diversos. Então eles querem associar diretamente o minério de ferro, mais reconhecido produto da empresa, com os produtos produzidos a partir deste, que são fogões, geladeiras, veículos e etc.

Agora, falando como mero espectador da empresa na mídia em geral, reconheço que nunca associei a marca atual da CVRD à patente alguma militar e, muito menos, ao regime ditatorial. O fato é que eu sou de uma geração que nasceu quando praticamente não mais havia ditadura, que ainda não conhecia os meios atuais de comunicação e que, por isso mesmo, não poderia associar a marca aos conceitos apresentados acima.

Claro que eles não são bobos e também não decidiram fazer isso à toa, pesquisas servem para demonstrar tendências de mercado e eles devem estar muito bem fundamentados em algumas das melhores delas para tomar esta difícil e cara decisão. Agora é esperar para ver o vai vir dessa renovação e, quando ela acontecer, prometo vir aqui dizer o que achei do resultado.

Via Grupo BBF.

Em que marca você confia?

A revista Seleções Reader’s Digest e Ibope Solution fizeram a sexta edição da pesquisa Marcas de Confiança. Este ano além das empresas eles resolveram pesquisar quem são as classes profissionais e sociais mais confiavéis também. Veja alguns dos dados do resultado abaixo:

Confiança em quem nos cerca:

1º Pais / 2º Deus / 3º Filhos / 4º Irmãos / Curiosidade: Animais de estimação ainda ficaram à frente da sogra, colegas de trabalho e vizinhos.

É fato inegável que confiamos mais em nossos pais, Deus e nos mais próximos, mas vá lá, animais ficar a frente até da sogra é um tanto demais.

Marca mais confiável:

1º Nestlé / 2º Petrobrás / 3º Correios / 4º Brastemp / 5º Banco do Brasil e Votorantim / 6º Natura / 7º Sadia, Unilever e Bradesco.

Neste sentido eu concordo com a pesquisa, acho que a Nestlé é uma marca muito confiável mesmo. Uns dois anos atrás eles me atenderam muito bem por uma reclamação e até mandaram um kit com chocolates e necessáire.

Marca mais responsável socialmente:

1º Bradesco / 2º Petrobrás e Rede Globo / 3º Natura e Banco do Brasil / 4º Nestlé, Instituto Ayrton Senna, Votorantim e TV Cultura / 5ºAzaléia e Vale do Rio Doce (CVRD).

Que o Bradesco tem um excelente programa social todo mundo sabe. A Fundação Bradesco é demais, aténde muita gente e faz um belo trabalho. Nada mais junto que este belo reconhecimento.

Qual empresa faz melhor trabalho socioambiental:

1º Petrobrás e Natura / 2º O Boticário e CVRD / 3º Ibama / 4º Votorantim e Greenpeace / 5º Bradesco, Rede Globo e Aracruz.

Aqui eu não concordo. Acho que o Banco Real deveria estar entre os 5 primeiros. Não que estes aí não mereçam suas posições, mas acho um tanto demais colocar a Rede Globo entre os cinco.

Marca mais confiável por segmento:

Absorvente Higiênico: Sempre Livre 38%
Adoçante: Zero Cal 54%
Analgésico: Tylenol 17%
Aparelho Celular: Nokia 37%
Aparelhos Eletrônicos: Sony 22%
Assistência médica: Unimed 45%
Automóvel: Volkswagen 31%
Banco: Banco do Brasil 32%
Bandeira Posto de Gasolina: BR Petrobras 48%
Café: Pilão 23%
Cama, Mesa e Banho: Teka 38%
Câmera Fotográfica: Sony 29%
Cartão de Crédito: Visa 58%
Cereal Matinal: Kellogg’s 41%
Chocolate: Nestlé 49%
Cosmético: Avon 36%
Companhia Aérea: TAM 42%
Companhia de Seguro: Bradesco e Porto Seguro 19% cada
Creme Dental: Colgate 60%
Cuidados com a Pele: Natura 27%
Detergente Líquido: Ypê 43%
Fast Food: Mc Donald’s 46%
Fralda Descartável: Pampers 40%
Geladeira: Brastemp 58%
Hipermercado / Supermercado: Carrefour 25%
Iogurte: Danone 35%
Margarina: Qualy 28%
Óleo Comestível: Liza 43%
Operadora de Telefonia Celular: Vivo 33%
Operadora de Telefonia Fixa: Oi (Telemar) 27%
Previdência Privada: Bradesco 31%
Provedor de Internet: UOL 32%
Sabão em Pó: OMO 80%
Sabonete: Lux 29%
Shampoo e Condicionador: Seda 36%
Sorvete: Kibon 80%
Suco Concentrado: Maguary 31%
Ração: Pedigree 31%
Refrigerante: Coca-Cola 53%
Tintura para Cabelos: L’ Oréal 28%
Tinta para Parede: Suvinil 61%
Utensílios Domésticos: Tramontina 40%
Vitamina: Centrum e Cebion 15% (cada uma)

Eles ainda avaliaram instituições, profissões e celebridades. Veja transcrição do texto do Portal HSM abaixo:

“Os Correios continuam à frente como os mais confiáveis, com 87% da aprovação popular, no item Instituições. Pelo sexto ano consecutivo, os bombeiros lideram com 96% o ranking de Profissões. Policiais (21%), agentes imobiliários (14%) e políticos (2%) aparecem nas últimas colocações. Na categoria Personalidades, venceram Marília Gabriela e Jô Soares (73%) como apresentadores, Lima Duarte e Tony Ramos (91%) como artistas, Luis Fernando Veríssimo (90%) como autor de livros, Milton Nascimento (83%) como cantor, Bernardinho (95%) como esportista, Antônio Ermírio de Moraes (82%) como executivo, Ana Paula Padrão (87%) como jornalista e Washington Olivetto (66%) como publicitário.”

Será que depois da greve os Correios continuariam nesta mesma posição?

Fonte: Portal HSM On-line