“O café da manhã dos campeões.”

A frase que dá título ao post é uma definição de Richard Bandler, americano que é co-criador da Programação Neurolingüística (PNL), para aquilo que conhecemos como feedback. E é sobre alguns dos feedbacks que já recebi e dei tratarei neste e em alguns outros posts.

Confesso que já fui muito cabeça dura e acho que até mesmo um tanto quanto prepotente, mas graças aos percalços da vida, tive muitas pessoas em meu caminho que me ajudaram a “podar as arestas”. E olha que algumas vezes estas necessárias e importantes podas eram dolorosas. Infelizmente não consigo lembrar de todos os feedbacks que estas pessoas – amigos, familiares, colegas de trabalho, chefes, etc. – me deram durante a minha trajetória até hoje, mas é claro que existem alguns especiais e importantes. Vamos à primeira das experiências.

Acho que antes da faculdade, nunca havia sequer ouvido falar em feedback, mesmo tendo tido vários deles por toda a vida, como qualquer um de nós. E foi justamente na faculdade que eu recebi um dos mais importantes feedbacks até hoje. Não lembro com certeza qual era a matéria e eu estava fazendo uma apresentação em sala de aula. Um trabalho como qualquer outro e, já que falar em público nunca foi um grande problema para mim, eu estava muito à vontade, principalmente porque achava que dominava todo o conteúdo.

Em certo momento da apresentação, cometi um equívoco, defini algo incorretamente e não fui corrigido pelo professor. Uma amiga e colega de turma, Camila, resolveu me questionar e eu insisti e persisti no meu erro, sempre assistido como se estivesse correto pelo então professor. O fato é que a discussão entre Camila e eu foi a determinado ponto em que ela não se conteve mais e me disse aquilo que eu mais precisava ouvir naquela hora. Lembro como se fosse hoje, ela disse algo assim: “Léo, seu problema é que você não consegue admitir que está errado!”. Aquilo foi um baque tremendo para mim, em plena sala de aula, numa apresentação de trabalho e, só depois do episódio, é que me dei conta da importância do que ela havia me dito. Na hora eu lembro de ter encerrado o assunto, pedido desculpas e continuado a apresentação.

Aquele fato acabou se tornando um dos mais marcantes de todos os meus quatro anos de faculdade, pois me ensinou que devemos ter humildade para assumir nossos erros, pedir ajuda e buscar as respostas corretas para nossas perguntas, não importa a fonte, desde que seja a mais fiel possível. Naquele dia a fonte foi Camila, era ela quem sabia a resposta e eu não fui humilde em assumir isso e pedir a sua contribuição na minha apresentação. Com certeza se o tivesse feito, a aula teria sido muito mais enriquecedora para todos.

Só espero que o professor também tenha aprendido algo naquele dia, pois por sua posição ele deveria ter sido proativo e, quem sabe, ter aproveitado o momento para dar uma outra grande aula para todos nós.

Para saber mais sobre feedback leia os artigos O poder do feedback e Aprendizado contínuo em Marketing.