Viva momentos de união

É com muita satisfação que escrevo este post. É sempre assim quando eu venho falar de algo simples e que, com certeza, tem uma grande influência mercadológica por trás. Hoje vou apresentar para vocês, e muitos já podem ter visto e não reparado, os dois belos detalhes das embalagens sachê do açúcar União.

O primeiro destes dois detalhes é a foto na frente dos pequenos pacotes. Há varias fotos distintas e todas representam um momento de união, seja entre amigos, casais ou em família. Estas imagens, diferentemente do que muitos imaginam, não estão ali na embalagem apenas para torná-la mais bonita e atraente. Claro que estes atributos são importantes, mas o mais importante é o link que estas imagens fazem com nosso subconsciente e, subjetivamente, acabamos por ligar, mesmo que não queiramos acreditar que isso seja possível, estes momentos ao uso do açúcar União. Nada é por acaso, caro leitor, nada. Veja abaixo a imagem de quatro das muitas destas embalagens.


O segundo detalhe legal são as frases que cada um dos sachês trazem. Estes quatro aí de cima tinham em seus fundos as seguintes frases: Diga menos não; Ria mais de si mesmo; Invente menos problemas; Abrace mais amigos. São frases que podem até mesmo parecer bastante simpes, mas no contexto geral assumem uma forma poderosa como elemento de interação entre o consumidor e a empresa. Segue imagem.


Este tipo de ação é relativamente barata, afinal de contas a empresa já teria mesmo que imprimir as embalagens. A pergunta que alguém fez neste processo foi: Porque não usar na embalagem algo que aproximasse o consumidor da marca? E é uma idéia que pode ser aproveitada por empresas de todos os segmentos, sejam alimentos, materiais de construção ou entretenimento. Parabéns a União, que está dando uma pequena aula de marketing e embalagem com seus pequenos sachês. E tem mais, o título deste post é o slogan da marca.

PS.: O template foi alterado por que muitas pessoas reclamaram que estavam tendo problemas na visualização do título do primeiro post, pois ele ficava montado aos botões outrora existentes.

Vitelli vs Vale, quem levará a melhor?

Dou um doce a quem acertar. Não satisfeita apenas com a grande visibilidade que vem tendo nos últimos dias por conta da nova marca da Vale, a calçadista Vitelli resolveu, através do seu resentante legal, Vilage Marcas e Patentes, colocar a Vale, metaforicamente falando, no pau.

A empresa anunciou que vai acionar judicialmente a mineradora, afinal, segundo a empresa, sua marca possui pedido de registro junto ao INPI desde 2002. A alegação é de que a marca está registrada como mista, ou seja, foi registrada com a palavra “Vitelli” e o signo do V estilizado. Assim a Vale teria infringido a legislação que rege sobre a autoria da marca.

Trocando em miúdos. É uma bela forma de, pelo menos tentar, levar uma boa grana da Vale. E isso tudo correndo muito pouco risco, afinal sua alegação é realmente válida e no máximo o pedido indenizatório seria negado.

Putz, e pensar que US$ 50 milhões podem simplesmente ir para o ralo com isso tudo. Por bem menos que isso eu terceirizava a criação e faria uma marca legal. Em breve, eu acho, cenas dos próximos capítulos desta novela.

Leia mais aqui, aqui e aqui. Todos do CCSP.

Vale

vale-nova.jpgA Companhia Vale do Rio Doce, conforme anunciado aqui no blog, no post CVRD será rebatizada, mudou de nome e de identidade corporativa. O nome da empresa agora é somente Vale, como praticamente todos nós nos acostumamos a chamá-la, e este também foi um dos pontos mais citados na nova campanha. Veja a nova marca aqui ao lado.

vitelli-vale.jpgAgora vamos à polêmica. O fato é que a marca não tem nada de sensacional. É uma estilização da letra V com elementos que lembram terra e, por que não, mineração. Fuçando o Google com as palavras “nova marca vale”, acabei encontrando uma outra marca muito parecida com a nova da Vale. Veja ao lado e tire suas próprias conclusões.

Outros ainda questionam se a Vale não estaria agora com o posicionamento por demais parecido com o do Banco Real. Enfim vamos à pergunta de sempre então: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Vale salientar que o investimento na nova marca e na implantação da identidade custarão cerca de US$ 50 milhões nos próximos quatro anos.

Veja mais:
www.vitelli.com.br
www.vale.com
www.bancoreal.com.br

CVRD será rebatizada

A Companhia Vale do Rio Doce, maior empresa brasileira e 31ª maior do mundo, com valor de mercado estimado em US$ 167,3 bilhões, vai mudar de logomarca e nome a partir do mês de vem. A idéia é posicionar a empresa para que ela passe a ser mais reconhecida internacionalmente, como uma multinacional de fato.

A África, agência detentora da conta da CVRD, está quebrando a cabeça para fazer toda a campanha de lançamento da nova marca e nome sem nem ao menos saber quais serão. Há um grande sigilo em torno disso tudo e duas empresas especializadas em branding, uma brazuca e uma estadunidense, foram contratadas para dar conta do recado. A agência está trabalhando somente em cima dos conceitos passados pela empresa, que quer ser reconhecida como uma empresa internacional que tem identidade brasileira.

A nova marca pode ainda conter algo da sigla CVRD ou mesmo o termo “Rio Doce”. Tudo isso para que a empresa, dez anos após a privatização, rompa de uma vez com os estigmas estatais, ainda muito fortes na cultura corporativa.

A marca atual, com o losango e as barras, são comumentes associadas à ditadura e às patentes militares, o que também motiva a mudança.

A futura marca ainda terá que passar alguma idéia dos produtos produzidos com os produtos da mineradora. É que a CVRD não tem nenhum produto facilmente reconhecido por todos, já que trabalha com minérios diversos. Então eles querem associar diretamente o minério de ferro, mais reconhecido produto da empresa, com os produtos produzidos a partir deste, que são fogões, geladeiras, veículos e etc.

Agora, falando como mero espectador da empresa na mídia em geral, reconheço que nunca associei a marca atual da CVRD à patente alguma militar e, muito menos, ao regime ditatorial. O fato é que eu sou de uma geração que nasceu quando praticamente não mais havia ditadura, que ainda não conhecia os meios atuais de comunicação e que, por isso mesmo, não poderia associar a marca aos conceitos apresentados acima.

Claro que eles não são bobos e também não decidiram fazer isso à toa, pesquisas servem para demonstrar tendências de mercado e eles devem estar muito bem fundamentados em algumas das melhores delas para tomar esta difícil e cara decisão. Agora é esperar para ver o vai vir dessa renovação e, quando ela acontecer, prometo vir aqui dizer o que achei do resultado.

Via Grupo BBF.

E nem assim posso odiar isso…

Pois é. Hoje fui comprar o pão e leite do café e acabei metendo a mão num biscoito Passatempo, da Nestlé. O fato é que eu nunca, nunca mesmo!, havia visto um Passatempo de morango e, por isso mesmo, nem liguei pra olhar a embalagem, vi a marca e pronto. Comprei! E me dei mal, claro! A embalagem é rosa e a banana (sendo metafórico, claro!) é de morango. Odeio biscoito de morango, mas agora vou comer assim mesmo, só de ódio!

E viva (moooorra!) às extensões de produto e linha, que são excelentes para as empresas, mas que podem acabar atrapalhando as compras dos mais descuidados dos clientes, como eu neste caso. Rsrsrsrsrs. Olha aí a foto do bendito do Passatempo morango.

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