O Email Marketing

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.
O problema foi a ideia criativa da “peça”.
O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)
Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.
A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.
Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.
A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”
Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?
Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.
Meu email:
Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.
A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.
Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.
Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.
O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.

O problema foi a ideia criativa da “peça”.

O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)

Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.

A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.

Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.

A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”

Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?

Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.

Meu email:

Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.

A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.

Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.

Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.

O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Eu nasci com cabelo enroladinho…

Fico ralmente muito satisfeito quando vejo na tv ou em qualquer outra mídia uma propaganda de qualidade, que apresenta o produto ou serviço ao consumidor de uma forma inteligente e, mais importante, alegre e divertida.

Tem um vt da Johnson & Johnson pelo qual eu sou apaixonado justamente por ser alegre e feliz. Um comercial pra cima, daqueles que sempre nos tiram um sorriso bacana do rosto. Não tenho certeza de quando é a campanha, só sei que esta não é a primeira vez que ela aparece na tv. Encontrei a letra do jingle no site da empresa e lá consta o ano de 2003, então o problema foi comigo mesmo por eu não tê-la visto antes. O vídeo é fantástico e eu coloco ele abaixo para você conferir (ou reconferir!).

O legal é que a música é tão bacana, tão bacana, que no YouTube é possível encontrar vários outros vídeos relacionados, muitos com adolescentes cantando e reconstruindo a propaganda. Meu caro leitor, sabe o que é isso? Isso é viral! E dos bons. Pontos para a J&J.

Veja alguns destes vídeos virais clicando aqui, aqui, aqui e aqui. Ou se quiser ver a lista deles no YouTube, clique aqui. E também leia a letra do jingle abaixo.

Cabelos Cacheados

Ó o cachinho… toim toim…

Eu nasci
Com cabelo enroladinho
Um monte de cachinho
Na cachola

Oi Toim
Oi Toim! Toim! Toim!

A água do chuveiro cai na cabeleira
Cachoeira… vem me molhar

Chuá chuá

Gostoso pra chuchu
Chuá Chuá
Ouié

Banho de cabelo cacheado
Sempre tem um cafuné

Toim toim toim toim

Locução:
Nova Linha JOHNSON’S® Baby para Cabelos Cacheados
(laiá laiá laiá)