Maçã podre não vai pro cesto

Ontem, eu e meu chefe, fomos almoçar num shopping em Salvador.  Como nós dois temos Playstation 3, resolvemos passar numa grande loja de departamento, dessas livrarias que vendem games, computadores e etc., sabe? Meu chefe queria comprar um game novo para seu filho e um controle original adicional para o PS3. Só aí ele gastaria pelo menos R$ 300. Na loja perguntamos a um vendedor sobre o controle, ele nos atendeu e falou o preço R$ 219. Meu chefe já tinha decidido comprar e iria ainda escolher outro jogo, quando o cara soltou a pérola:

Olha só, na Lojas Estadunidenses está por R$ 199!

Assim, na lata, sem ser questionado sobre o preço e nem nada.  Eu fiquei até sem graça, mas agradecemos e fomos comprar na outra loja, onde meu chefe ainda comprou não só um, mas dois jogos novos.

Aí eu pergunto, aonde está o erro ou a pegadinha da história? Acho que são três as opções que respondem a pergunta.

  1. O funcionário quer ser demitido;
  2. Está completamente insatisfeito com seu trabalho; ou
  3. Não tem noção do perigo.

Particularmente para este caso, acho que a opção 2 é a que se encaixa melhor. Os olhos dele diziam isso. Ele estava completamente entediado e sem vontade de estar ali. Ruim para ele e pior ainda para a empresa, que perde clientes para a concorrência direta e mantém alguém sem paixão em seu quadro.

Mas aí surgem outros culpados e eles vão desde os gerentes, até a diretoria da loja. Porque, para um funcionário fazer algo assim, ou um fato de sua vida interferiu fortemente, ou a gestão é falha com o aspecto humano e não atende às expectativas dos funcionários. Pior ainda! Eu falei com apenas um deles. Acho que a loja deve ter uns 20 vendedores. É a velha história da maçã podre no cesto com maçãs boas. A maçã é a culpada por contaminar as demais, mas e a culpa de quem colocou ou manteve a maçã lá?

Quem agradece é o concorrente. E, neste caso, meu chefe também.