A Walt Disney e suas homenagens ao Brasil

O amigo Roberto Câmara Jr twittou um link para o video abaixo, que mostra o Zé Carioca apresentando a Bahia para o Pato Donald.

Fui buscar mais algum video e encontrei este outro, em que o Brasil é apresentado através do Rio de Janeiro e, também, pelo “brazuca” Zé Carioca. Desta vez o Pato Donald descobre o samba, a cachaça e ainda dança com Carmem Miranda.

Nossa sublime propaganda

O Brasil, além de ser o país do futebol, é reconhecidamente uma das grandes potências mundiais da propaganda. O que não nos livra de assistir de vez em quando algumas pérolas em nossa amada tv aberta.

É o caso das propagandas das Lojas Star Chic. Com este nome não poderia mesmo vir algo muito interessante. Seus vts publicitários com certeza devem ter influência direta do cinema trash. É tão trash que chega a ser hilário.

Veja as outras propagandas das Lojas Star Chic, clicando aqui.

Vi no twitter da @FlaviaGalindo.

Pica-Pau não gosta de propaganda

E acho que do jeito que aparece neste filme muita gente também não iria gostar. O desenho apresenta uma espécie de crítica aos excessos de inserções comerciais dentro de programas televisivos. Neste caso o formato parece muito com o de um programa de auditório.

Assim como acontece em todas (?) as emissoras do mundo, alguns programas sempre trazem anúncios inseridos em seu roteiro. Aqui no Brasil isso acontece muito nos programas de auditório, como Domingão do Fasutão e o Caldeirão do Huck, e também em forma de merchandising, onde os envolvidos no programa interagem com o produto para demonstrar suas características. Há controvérsias quanto ao uso do termo para a TV, uma vez que, essencialmente, merchandising define a interação do consumidor com o produto no ponto de venda. Dizem que a controvérsia acabará quanto, com a TV Digital, pudermos comprar aquilo que estamos vendo o personagem utilizar durante o programa. Ainda assim continuará a inexistir a real interação entre o consumidor final e o produto, mas a confusão do termo fica para um próximo post. Voltemos ao desenho.

Vemos no filme o Pica-Pau ficar furioso ao parar para assistir ao seu programa predileto, mas anter disso ser obrigado a ver vários anúncios dos patrocinadores. Não discuto a importância dos patrocinadores, sou publicitário e reconheço isso, mas o exagero às vezes pode mesmo atrapalhar. Assistam e depois continuem a leitura.

Eu acho o máximo quando um produto é anunciado num programa (merchandising) e a coisa toda flui tão suavemente que o telespectador, muitas vezes, nem mesmo percebe isso.

Li no Blogcitário um post sobre uma gafe cometida pelos participantes do Big Brother Brasil durante uma prova de liderança. A prova era patrocinada pela Vivo e pela Sony Ericsson, mas todos eles elogiaram o iPhone, concorrente direto de um dos patrocinadores. O Caio, em seu post, chega a levantar a questão do risco de investir em um programa onde literalmente, os participantes não seguem um roteiro. O que pode levar a gafes como esta. Assista.

Fui dar uma pesquisada e encontrei um outro post, desta vez no blog do Ciaco, em que ele, fazendo um link com o post do Caio, ressalta a importância para a Fiat, do patrocínio ao Big Brother Brasil. O Ciaco diz, em seu post, que a Fiat está satisfeitíssima com os resultados obtidos e eu, particularmente, não duvido nada disso e ainda tenho a audácia de afirmar, sem ter resultados em mãos, que todos os demais patrocinadores também estão muito felizes com os resultados.

O fato inegável é que é difícil controlar o que os jogadores do BBB irão dizer, mas não é impossível. A direção pode muito bem chamá-los ao confessionário e orientá-los a ter cuidados durante as provas e/ou momentos em que um quadro patrocinado esteja acontecendo. E mais, com toda a audiência de um BBB, praticamente qualquer empresário gostaria de ter sua marca exposta ali, mesmo que às vezes seja comparado com o concorrente. Por isso mesmo sinto muito pelo Pica-Pau, mas o show da propaganda tem que continuar.

O país do futuro e o futuro do país

Todos nós já ouvimos a célebre frase-mito-dito-popular de que o Brasil é o país do futuro. Por eras nosso povo transmitiu esta frase de geração para geração e este futuro de ditas belezas e desenvolvimento nunca que chegava. Eu mesmo, que até então vivi apenas 28 anos, não tenho como mensurar a quantidade de vezes em que ouvi isso e que pensei, do alto da minha montanha de otimismo: “ainda verei este bendito e predito futuro”.

O fato é que os anos passam e a gente vai ficando mais duro. Duro no sentido de que passamos a ter que arcar com contas que antes eram pagas pelos pais (como eles pagavam tanta coisa?!) e no sentido de que deixamos aos poucos de acreditar em fábulas (e eu nem estou falando do Saci ou do Papai Noel). Mas mesmo assim cá estou eu, mais uma vez em minha vida, declarando acreditar que estamos perto (uns 20 ou 30 anos) de ver enfim o Brasil se tornar O País do Futuro.

A Crise financeira (em maiúscula mesmo) que se alastra mundo afora, ainda que sendo uma pedra no sapato do país, será a médio prazo mais benéfica para nós do que para os outros do BRIC (Russía, Índia e China) e para os colossos EUA e UE. Não sou especialista em economia, apesar de gostar muito do assunto, mas acho que dá para fazer algumas ponderações e até mesmo acertar algumas.

Hoje temos o sistema financeiro e bancário mais eficiente e um dos mais sólidos do mundo. Claro que o Dólar deu uma disparada, mas era esperado porque o Real havia se valorizado frente a moeda estadunidense mais do que qualquer outra no mundo e, mais cedo ou mais tarde, um ajuste iria acontecer. E o Dólar disparou justamente porque eles, os investidores externos, estão tirando suas verdinhas daqui. É a velha lei de mercado, quanto maior a oferta e menor a demanda, menor o preço, quanto maior a demanda e menor a oferta (o que está acontecendo com o Dólar agora) maior o preço. É por isso que o Banco Central (BC) faz leilões de dólares. Para que a moeda continue “circulando” no mercado financeiro e que, com isso, não falte este produto no mercado, o que elevaria mais ainda o seu valor. Não é difícil entender o sistema financeiro se tivermos uma boa dose de paciência para ler um ou outro artigo por aí e se acompanharmos, mesmo de longe, os acontecimentos do mercado. E olha que eu sou um leigo, sou publicitário oras!

Eu digo que o sonho do nosso Brasil ser o país do futuro vai se realizar por uma série de fatores que podemos observar nos últimos anos e, por incrível que pareça, por causa da Crise atual. Nos últimos anos o Governo conseguiu (e isso não é mérito só de Lula, mas principalmente de FHC e das equipes do alto escalão) realizar uma série de reformas, mesmo que incompletas, que deram um novo rumo ao país. Hoje temos a Previdência Social totalmente informatizada e com seus computadores ligados a outros sistemas públicos importantes como a Receita Federal, o que dificulta fraudes e aumenta a arrecadação. Temos uma fiscalização efetiva e que pude com vigor empresas que burlam as regras para não pagar os impostos, altíssimos, mas importantes para o funcionamento da máquina. E temos visto os mais pobres começar a consumir produtos que não são somente os de primeira necessidade, o que indica progressão na pirâmide das classes. Tem o tal do PAC, que está levando obras (mesmo que infelizmente algumas sejam megafaturadas) para vários cantos do país. Tivemos uma explosão de crédito imobiliário que está transformando cidades inteiras (Salvador será outra daqui a 5 anos!) e movimentando a economia como não acontecia destes os anos 70. E olha que o crescimento dos anos 70 foi insustentado e aumentou o endividamento internacional do país. Exportamos mais do que importamos e isso se repete já há uns dois ou três anos quase ininterruptamente mês após mês. A balança comercial está positiva e o fluxo de caixa hoje já é de mais de US$ 200 bilhões de dólares, o que dá para pagar os juros da dívida e ir quitando-a aos poucos. Aí, depois de tudo isso, o Brasil cresceu ano passado uns 5,3%, recebeu o cartão verde para investimentos internacionais, viu jorrar dinheiro para cá e então a Crise chegou. Não está sendo fácil hoje para muitas empresas, mas a perspectiva é boa para o médio prazo. Repito, eu sou leigo e posso estar errado, mas acho que a Crise pode ser mais benéfica do que maléfica pelo menos para nós.

A GM nos EUA está cambaleando, o Citigroup precisou de grana do governo de lá, eles e vários países da UE injetaram bilhões em empresas, maculando e muito o livre mercado (foi necessário, mas não é bom) e por aqui o que houve? Os bancos reduziram o crédito, empresas perderam valor de mercado na Bolsa e as ações da minha namorada despencaram. Só para citar algumas coisas ruins. Mas o fato é que as vendas do comércio neste fim de ano devem ser maiores que a média dos últimos anos, mesmo com uma arrefecida no consumo, que estava frenético. O fato é que o Brasil produz muita matéria-prima e alimentos, ninguém produz tanto disso quanto nós. Matéria-prima até dá para parar de consumir, mas comida, isso não. Penso que continuaremos com nossas safras boas (mesmo que com crescimento menor) e com nossas exportações em alta. Eu vejo para os próximos anos um mundo que precisará se curar das feridas da Crise, do desemprego causado por ela, das maculações do mercado por causa da intervenção imensa do Governo e, por conta disso tudo, com um ritmo de crescimento menos. Ritmo este que será puxado ainda por China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul e outros rebentos dos dias atuais. A China vai crescer menos do que as taxas escrotas de 11 ou 12% de hoje, que devem ser de 7 ou 8%. Os demais também terão redução no crescimento, incluindo nós. Mas então como é que eu digo e repito que vamos nos dar bem? O fato é que o mundo vai crescer menos, mas ainda vai crescer um pouco. E que o Brasil, pelos próximos anos, deverá crescer acima da média mundial. Isso dará um fôlego danado ao país para, quando o mundo se recuperar totalmente daqui a uns 10 anos, o Brasil dar a sua guinada e abocanhar a sua fatia da pizza chamada futuro.

Até lá teremos quase toda a população online (mesmo que em Lan Houses) e com um pouco mais de anos de “estudo” no currículo. Agora eu entro na segunda parte deste imenso artigo, O Futuro do País.

Eu vejo que o problema não é o Brasil se tornar o país do futuro e sim quem seremos nós para o futuro do país.

Quando eu estava na quarta série primária, minha mãe brigou com a dona da escola onde eu estudava e, ao final daquele ano, fui transferido para outra. Ainda era uma escola particular, mas estes seriam os meus últimos meses. O fato é que eu, com 9 anos na quinta série (eu sei, eu era foda!), não me adaptei a nova escola e ia mal nos estudos. Fui tão mal que minha mãe me tirou no meio do ano e, para não ficar de bobeira, eu fui trabalhar no comércio da família. No começo não era nada tão fixo, ficava na padaria, atendia uns clientes e fui aprendendo o que era dinheiro. No ano seguinte fui para o colégio público. Acordava, ia para a escola e trabalhava a tarde e a noite, até umas 20h. Quando terminei o ginásio, já com 14 anos, eu sabia tocar um mercadinho praticamente sozinho. Abria o comércio, fazia pedidos para fornecedores, pagamentos, cuidava do fluxo de caixa e entregava o salário de funcionários. Nessa época eu ganhava meio salário mínimo. Eu era adolescente e tinha grana como nenhum dos meus amigos da vizinhança pobre tinha. Tinha videogame 16bits! Veja, sem saber, eu estava sendo formado ali, no dia a dia do trabalho. Fui para o segundo grau num colégio do centro, me deslumbrei e depois de muitas namoradinhas, cervejinhas e escapadas de aulas, perdi o primeiro ano técnico em arquitetura. O ano seguinte eu abandonei no meio para trabalhar e focar para o próximo ano. Depois eu cursei todo o segundo grau num outro colégio público e foi moleza. Das três turmas formadas, só tenho conhecimento de que eu tenha prestado vestibular, feito faculdade, pós e até um pouco de inglês. Os demais colegas ficaram no segundo grau capenga mesmo. Alguns são vizinhos que eu encontro volta e meia na rua e quase todos estão trabalhando em empregos que nunca lhes oferecerão um futuro que possa levá-los à ascensão social.

Contei isso tudo para mostrar o tamanho do déficit educacional que temos e o desafio que teremos para os próximos anos. Eu consegui chegar aonde estou por que tive a sorte de nascer numa família de comerciantes, que me deram pelo menos o ensino básico particular e que me deram com muito trabalho uma grande noção de valor para o dinheiro. Mas aí eu pergunto: e os demais? E aqueles que se formaram comigo no segundo grau regado a boas festas e gincanas divertidas? E os que se formam hoje, em colégios que não reprovam de jeito algum? Meu único receio em relação ao nosso futuro como nação vem daí, vem do precário ensino público que temos para a maioria da nossa população. Espero que o Governo faça algo a tempo para corrigir isso, pois eu quero viver para ver o Brasil se tornar o país do futuro e para ver nossos jovens cheios de conhecimento e orgulho nos olhos se tornarem o futuro do país.

Marketing Político aqui e lá

Campanhas políticas movimentam toneladas de grana e são capazes de transformar candidatos medianos em políticos superstars. Isso é igual aqui e nos EUA. E deve se repetir mundo afora, mas não tenho como afirmar. O Brasil tem muitos excelentes mercadólogos políticos (não gosto do termo marketeiro) e alguns dos bons – me arrisco a dizer – são baianos.

A campanha de Lula à presidência em 2003, o trabalho de Duda Mendonça foi fundamental para que o resultado fosse tão expressivo. Claro que Lula já era candidato há várias eleições (todas desde a redemocratização) e que seu nome já estava na boca do povo. Eu me lembro com muita satisfação de alguns videos e jingles daquela campanha. Eram realmente sensacionais, de arrepiar mesmo. A letra era muito boa (Bote essa estrela no peito / Não tenha medo ou pudor…) e a música entoava emoção. E isso tudo ajuda muito a fazer com que eleitores indecisos escolham este ou aquele candidato. A campanha pode fazer toda a diferença.

Aqui em Salvador, nestas eleições, vimos campanhas excelentes, algumas com seus deslizes, mas o meu parabéns vai em especial ao publicitário Mauricio Carvalho, que liderou a campanha de João à reeleição.


Fotos da galeria do threecee no Flickr

Se dividirmos em turnos, digo que no primeiro turno a melhor campanha foi a de Pinheiro, que o alavancou do quarto ao segundo lugar e a pior foi a de Imbassahy, que tinha um jingle que não “colouahy” e que apelou para a agressividade muitas vezes. A de ACM Neto estava ótima, até tacharem ele de “menino”, isso foi um verdadeiro tiro de bazuca do Rambo no pé. Os adversários adoraram e fizeram a festa, também, quem aqui é menino pra querer um menino à frente da Prefeitura? Quanto a Hilton50 (o nome dele colou no número) ele não tinha grana e nem parecia querer fazer algo mais bonito. Mas eu acho que ele, com um bom trabalho de marketing, chegaria facilmente à Câmara Federal. Bobo ele não é.

Já no segundo turno, Pinheiro partiu para o ataque e a campanha mudou o tom em relação ao primeiro turno. Já não era mais a mesma, apesar de continuar boa e com um bom apelo emotivo. A de João também não foi a mesma, mas a mudança aqui foi espetacular. Foi, a meu ver, a melhor campanha para prefeito que Salvador já viu em todos os tempos. Os jingles (vários!), os vídeos, as chamadas, tudo impecável.

Para a campanha de ACM Neto, os responsáveis foram o gaúcho Adriano Gehres e o jornalista baiano Pascoal Gomes. Adriano é publicitário de longa data e só participou de duas campanhas antes desta, a do senador Delcídio Amaral em 2002 e a de Lula em 2006.

Antonio Imbassahy teve Alessandra Augusta à frente de sua campanha. Ela já trabalhou com João Santana, marketeiro de Lula e com Duda Mendonça. Ela é experiente e já trabalhou em 23 campanhas para governos estaduais, prefeitos de capitais, ao senado e na campanha de José Serra para presidente em 2002.

Foi Sidônio Palmeira, experiente marqueteiro baiano, e proprietário da agência Leiaute Propaganda, que trabalhou na campanha de Walter Pinheiro. Sidônio também foi marketeiro de Jaques Wagner ao governo no estado em 2006.

No entanto, mesmo com tantos e bons marketeiros, quem levou a melhor foi Maurício Carvalho, que teve que reverter a grande rejeição de João e acabou fazendo um trabalho de mestre na campanha. Falando com um amigo pelo msn esta semana ele me disse que Maurício é “um monstro”, no sentido de ser muito bom no que faz. Ele venceu e convenceu.

Agora uma campanha política que está dando mesmo o que falar é a de Barack Obama para Presidente dos Estados Unidos. Além de arrecadar mais de US$ 600 milhões (eles nem sabem mais o que fazer com tanta grana) o democrata conta como o apoio de muitos artistas e músicos, o que lhe ajuda muito, pois estes participam da campanha criando cartazes como este ao lado (clique para ver mais), banners, bottons e tudo o mais que se possa imaginar.

Mas John McCain também não fica atrás, apesar de não ter nem a metade da grana de Obama. E quem resolveu ganhar uma grana (talvez para ajudar na campanha), foi uma filha do candidato republicano. Ela criou um site/blog/loja em que vende souvernirs de campanha da chapa McCain/Palin. Lá é possível comprar desde um pin da bandeira estadunidense até canecas. Um dos exemplos é esta camisa da imagem ao lado (clique sobre ela para ver o site).

Muita coisa boa eles fazem por lá, mas até agora eu não havia visto nada como este vídeo abaixo. É um videoclipe de rap pró-Obama e tem um visual fantástico. E mais, a letra é muito boa. Fiquei até com vontade de baixar para o iPod. Confira.

Fontes: IG Eleições 2008, Bahia Já, Política Livre e outros por aí.

Em Salvador, fim do primeiro tempo

Intervalo de jogo. E tratando-se de eleições, é no intervalo que mais se trabalha. Agora é recomeçar a campanha e correr atrás de alianças. O resultado das eleições municipais para prefeito de Salvador me surpreendeu. Não imaginava que João Henrique iria tão longe a ponto de desbancar todos e terminar em primeiro, com quase 31% dos votos válidos, contra 30% de Pinheiro e quase 27% de ACM Neto. Nem contava com Imabassahy, por que eu já imaginava este resultado para ele, pois sua postura foi péssima durante toda a campanha. E Hilton estava no barco para fazer um barulho legal para o PSOL, e fez.

O fato é que Pinheiro, em quem votei, e João Henrique agora estão no segundo turno e já começam a se articular em busca de apoio. Acho que ACM Neto tem uma decisão difícil em mãos, apoiar o candidato de Geddel, antigo desafeto dos Magalhães, ou apoiar Pinheiro, do PT ao qual fazem oposição partidária. Quanto a Imbassahy eu não sei e nem tenho idéia do que fará. Hilton deve, mesmo um tanto a contra gosto, apoiar Pinheiro. Acredito que Pinheiro pode conseguir mais apoio do que João e isso fará uma boa diferença no tempo de TV.

Quanto ao dia de eleições, vi muita gente fazendo boca de urna e escrachando mesmo, quase colando santinho de candidato no peito do eleitor. Uma pena também ver candidatos que não tem experiência ou qualquer idéia do que é ser vereador ou de como é o seu trabalho, receber milhares de votos aqui em Salvador. Incrível como o povo ainda dá voto por causa de uma falsa idéia de celebridade. Ainda não saiu o resultado final para a Câmara dos Vereadores, mas eu já vi que muitas das minhas apostas para algumas das cadeiras foram por água abaixo. Eu realmente chego à conclusão de que não sei o que este povo pensa.

E você, está feliz com o resultado das eleições em sua cidade? Eu estou satisfeito por ver o candidato em que votei no segundo turno. Como eu já disse aqui mesmo, eu gosto de segundo turno por que ganhar de cara não é bom e faz mal à saúde da estima do candidato.

(…)

Enquanto isso, hoje dia 06/10, no site de ACM Neto está a seguinte mensagem: “A lei eleitoral determina que a propaganda eleitoral nos sites dos candidatos seja suspensa no dia de hoje. Por essa razão, em obediência à legislação, suspendemos temporariamente as atividades e retornaremos no segundo turno.”

Acho que ele vai ter que esperar mais alguns anos pelo segundo turno.