Quem perdeu? O prefeito João Henrique está pra lá de ousado, só pode! Está lá, no site da Prefeitura de Salvador (aqui), o seguinte texto:
Nesta quinta-feira (28), a Prefeitura do Salvador lança um conjunto de projetos urbanos fundamentais para colocar a cidade sintonizada com o modelo de desenvolvimento das grandes capitais mundiais. Com recursos dos governos federal, estadual e municipal e através de Parcerias Público-Privadas, as obras do Salvador Capital Mundial criam novas avenidas, soluções para o transporte e para o trânsito nos pontos mais críticos, ampliação da estrutura turística, revitalização da orla, do Comércio, da Cidade Baixa, de bairros inteiros.
Bom, logo no primeiro parágrafo eles falam de diversos pontos onde a cidade está um caos e falam também da orla, da qual tratei no post de ontem.
Algumas das obras citadas (veja no link que coloquei acima) eu considero importantíssimas para o desenvolvimento da minha cidade, mas o meu medo é que as coisas emperrem como a piada chamada Metrô.
Acho importantes, principalmente, as obras viárias, como a Avenida Atlântica e a Linha Viva, que seriam alternativas a Avenida Paralela, que já está praticamente intransitável. A Via Expressa já está nos planos e também acho que será muito boa.
As polêmicas ficam a cargo da Ponte Pituaçu (veja foto mais abaixo), que teria 1 km e passaria por cima do Parque de Pituaçu. Acho complicado. Essa eu não creio que sairá do papel. E também Nova Cidade Baixa, que se propõe a revitalizar (mais uma tentativa) esta parte da cidade.
A divergência geral é a tal passarela no Centro Histórico. Olha a foto acima e tire suas próprias conclusões.
Me intriga é o projeto da nova orla. O texto que tem no site da prefeitura é bem genérico, dá uma lida.
Um projeto que requalifica a orla do Jardim de Alah até Itapoã. O objetivo é criar novos equipamentos de uso público, padronizar as barracas de praia, oferecer novos serviços aos banhistas e ainda organizar a circulação de transporte, melhorando o trânsito. Em alguns trechos, a pista vai ser ampliada.
Claro que se tudo isso aí for feito, ficaremos muito felizes, mas eu espero não ter que esperar 10 anos pra ver a orla ficar bonita de novo, como já foi nos anos 80 e meados de 90.
Estes são só alguns exemplos dentre os vários projetos apresentados. Se todos sairem do papel, nem eu mesmo reconhecerei Salvador.
Mas, Sr. Prefeito, antes de ser capital mundial, quero uma cidade que consiga ser capital do meu estado, humana, segura, limpa e economicamente viável.
Leia também este artigo do Alex Ferraz na Tribuna da Bahia.
PS.: Estou procurando uma imagem do projeto da orla. Se você tiver, comenta aí.
UPDATE: Meu caro amigo, Eric (@eluiscarvalho), enviou as imagens abaixo, que saíram hoje no jornal A Tarde. Obrigado, amigo!


Com a reeleição do atual prefeito, João Henrique, era de se esperar que a marca da cidade continuasse a mesma, como aconteceu nos dois mandatos do seu antecessor, Antônio Imbassahy. Acontece que o prefeito deve ter tomado um chá para a sua consciência e finalmente enxergou a tosquice que era a marca antiga da cidade (imagem ao lado). Entendo que ele queria demonstrar o povo e tudo o mais, mas ainda assim a arte anterior ficou com cara daquelas feitas pelo sobrinho que entende de “Coreu Dráu”. Nem adianta vir me explicar o conceito, era bizarra.
Ainda falando em marca, depois do bafafá de alguns anos atrás quando uma marca de uma organização internacional foi plagiada e usada no carnaval de Salvador, parece que decidiram manter a mesma marca por alguns anos. A atual já vem de dois carnavais e vai muito bem, obrigado! O slogan “O coração do mundo bate aqui” é ótimo e se encaixa bem em nossa festa.

Ainda temos alguns candidatos que se elegem sem ter a mínima idéia do que é ser vereador e de qual é o trabalho de um parlamentar, mas eu ainda tenho fé de que isso um dia irá mudar. O caso mais célebre desta eleição é o do candidato Leo Kret, travesti que foi dançarino de pagode de uma banda local e que fez relativo sucesso entre as classes mais populares da cidade. Ele foi eleito com incríveis 12.861 votos, o que fez dele o 4º vereador mais votado para a câmara de Salvador. Ele diz que vai lutar pelos direitos dos homossexuais, dos artistas e do “povão”. Espero que todos os críticos estejam errados e que tenha uma boa atuação parlamentar. Na última sexta-feira saiu uma pequena entrevista com ele no Jornal da Metrópole e o jornalista fez uma pergunta intrigante para Leo Kret. Ele perguntou qual banheiro o parlamentar irá usar na câmara, se o masculino ou o feminino. A resposta foi interessante, ele disse que é “socialmente uma mulher” e que já usa banheiros femininos e que vai continuar a usá-los. Daí eu acho que pode vir a primeira confusão do mandato, é esperar para ver.
Já na briga pela prefeitura, pela primeira vez desde que eu me entendo por gente, o DEM (ex-PFL) não disputa o segundo turno. Isso demonstra uma verdadeira mudança política regional. Dois anos atrás, quando Wagner se elegeu governador no primeiro turno, a euforia foi gigantesca para os partidários do PT. Naquele momento alardeou-se a queda do chamado Carlismo e a maior derrota política do então senador ACM. A cena dele cabisbaixo tornou-se ícone daquela eleição.