Varejo em guerra na Bahia

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Amanhã, dia 28 de abril, será um dia histórico para o varejo baiano. Serão inauguradas as primeiras 4 lojas das Casas Bahia aqui em Salvador. Desde o último sábado a maior rede de varejo do país, que também é o maior anunciante, exibe anúncios com a contagem regressiva para as inaugurações e dizendo para que as pessoas não comprem nada até que suas lojas estejam abertas.

A Insinuante e a Ricardo Eletro, atuais maiores redes em atuação na Bahia, que devem estar se coçando desde a notícia da chegada da gigante concorrente, agora tem que se colocar em alerta máximo. Segundo o Jornal da Metrópole da última sexta-feira, a Insinuante fatura R$ 2 bilhões, Ricardo Eletro, R$ 1,9 bilhões e as Casas Bahia, cerca de R$ 14 bilhões. As duas primeiras tem mais de 250 lojas cada e a gigante que chega tem mais de 500.

Vai ser bonito acompanhar essa briga pelos consumidores daqui. E também será ótimo para os veículos, que vão ganhar com mais anúncios, com certeza. A concorrência acirrada do setor deverá fazer também as suas vítimas. Pequenas redes podem até mesmo sucumbir diante desta guerra que se anuncia.

Como ficará a Romelsa? Será que a pequena rede vai entrar na briga também? Eu vejo aqui uma oportunidade única para a rede ganhar mercado. Afinal, com a briga rolando entre as gigantes, elas deverão focar-se umas contra as outras e deixar de lado concorrentes de menos peso. Neste caso alguma boa estratégia de mercado pode levar a rede até mesmo a crescer.

Na mídia intensivamente, a Ricardo Eletro, usa a imagem do seu dono e presidente, o Ricardo, para tentar se aproximar do público e criar uma espécie de intimidade. É a utilização de um elemento quase mítico, oempresário de sucesso que começou de baixo, para fazer com que o consumidor o sinta como um amigo, como alguém que quer vê-lo feliz com suas “conquistas”, ou seja, com as suas compras.

A estratégia da Insinuante, que vem anunciando os seus 50 anos de forma emotiva, é apresentar os preços, às vezes nem mesmo apresentálos, e mostrar que com a “senha” o cliente pode obter descontos ainda maiores. A idéia é criar uma espécie de interatividade entre o cliente e a empresa. É transferir para o consumidor o poder de “dar” o desconto a si próprio. Basta levar a senha.

Já as Casas Bahia, que mesmo não estando na Bahia, já aparece em nossas telas há anos, tem a estratégia da facilidade do crédito. Fato inegável que a rede vende praticamente pra qualquer um. Eles usam a idéia da confiança no cliente de forma muito forte e, com o poder de barganha que tem com os fornecedores, sempre tem preços arrasadores.

Eu, como publicitário e consumidor, que estou para começar a arrumar o meu apartamento e precisarei comprar eletrodomésticos, estou adorando essa guerra que se inicia por aqui. É esperar para comprar barato! :)