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	<title>Comentários em: Salvador, Chiclete, Nizan e o Twitter</title>
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	<description>propaganda, prosa &#38; poesia</description>
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		<title>Por: Leonardo Araujo</title>
		<link>http://www.leonaraujo.com/salvador-chiclete-nizan-e-o-twitter/comment-page-1/#comment-3182</link>
		<dc:creator>Leonardo Araujo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 00:42:36 +0000</pubDate>
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		<description>Simone, 

De forma alguma desmereci Aracaju. Meu comentário tem o sentido de comparar o tamanho e a população das duas capitais e mostrar que, mesmo sendo maior e mais populosa, Salvador não tem o mesmo cuidado que Aracaju. Adoro a sua cidade, a acho linda e um exemplo de limpeza urbana e organização.

Léo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Simone, </p>
<p>De forma alguma desmereci Aracaju. Meu comentário tem o sentido de comparar o tamanho e a população das duas capitais e mostrar que, mesmo sendo maior e mais populosa, Salvador não tem o mesmo cuidado que Aracaju. Adoro a sua cidade, a acho linda e um exemplo de limpeza urbana e organização.</p>
<p>Léo</p>
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		<title>Por: Simone</title>
		<link>http://www.leonaraujo.com/salvador-chiclete-nizan-e-o-twitter/comment-page-1/#comment-3165</link>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 15:18:39 +0000</pubDate>
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		<description>Não sou baiana, tampouco soteropolitana. 
Sou de Aracaju/SE e discordo em parte das frases postadas por Nizan Guanaes acerca de Salvador, aquiescendo apenas quanto à orla, que, para essa grandiosa cidade, merecia ter uma estrutura melhor.
No entanto, para rebater os pontos atacados por Nizan, autor não precisa desmerecer outra cidade, escrevendo que &quot;até a orla de Aracaju é mais bonita e conservada&quot;. Nossa Orla é linda, nossa cidade é linda. Que o digam os milhares de baianos, principalmente soteropolitanos, que se mudam para a capital sergipana anualmente, em busca da qualidade de vida perdida no cotidiano de Salvador.
Respeitamos muito a Bahia e o mínimo que esperamos, até como política de boa vizinhança, é RESPEITO.
Simone Morais</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou baiana, tampouco soteropolitana.<br />
Sou de Aracaju/SE e discordo em parte das frases postadas por Nizan Guanaes acerca de Salvador, aquiescendo apenas quanto à orla, que, para essa grandiosa cidade, merecia ter uma estrutura melhor.<br />
No entanto, para rebater os pontos atacados por Nizan, autor não precisa desmerecer outra cidade, escrevendo que &#8220;até a orla de Aracaju é mais bonita e conservada&#8221;. Nossa Orla é linda, nossa cidade é linda. Que o digam os milhares de baianos, principalmente soteropolitanos, que se mudam para a capital sergipana anualmente, em busca da qualidade de vida perdida no cotidiano de Salvador.<br />
Respeitamos muito a Bahia e o mínimo que esperamos, até como política de boa vizinhança, é RESPEITO.<br />
Simone Morais</p>
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		<title>Por: Tiago Celestino</title>
		<link>http://www.leonaraujo.com/salvador-chiclete-nizan-e-o-twitter/comment-page-1/#comment-3137</link>
		<dc:creator>Tiago Celestino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 13:08:37 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que Nizan falou o que muita gente pensa. Salvador tá um lixo mesmo, tá acabada, em todo lugar tem gente vendendo produtos, atrapalhando as pessoas em transitar, sem contar que a cidade está toda defecada. Tá ridicula.

O grande problema é que por o Nizan, que eu não conheço e só sabia que era publicitário renomado, ser uma pessoa bastante conhecida está havendo esse &quot;rebuliço&quot; todo, mas se a gente for entrevistar qualquer cidadão da cidade, vai ter a mesma resposta e muito pior.

Quanto ao problema dele com Bell, ai já num entendo, mas uma coisa ele disse, o Chiclete com Banana não representa nada para a Bahia, pelo menos eu acho isso também.

obs: eu acho que isso é um viral rs rs rs</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que Nizan falou o que muita gente pensa. Salvador tá um lixo mesmo, tá acabada, em todo lugar tem gente vendendo produtos, atrapalhando as pessoas em transitar, sem contar que a cidade está toda defecada. Tá ridicula.</p>
<p>O grande problema é que por o Nizan, que eu não conheço e só sabia que era publicitário renomado, ser uma pessoa bastante conhecida está havendo esse &#8220;rebuliço&#8221; todo, mas se a gente for entrevistar qualquer cidadão da cidade, vai ter a mesma resposta e muito pior.</p>
<p>Quanto ao problema dele com Bell, ai já num entendo, mas uma coisa ele disse, o Chiclete com Banana não representa nada para a Bahia, pelo menos eu acho isso também.</p>
<p>obs: eu acho que isso é um viral rs rs rs</p>
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		<title>Por: Oldon Machado</title>
		<link>http://www.leonaraujo.com/salvador-chiclete-nizan-e-o-twitter/comment-page-1/#comment-3136</link>
		<dc:creator>Oldon Machado</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 02:25:02 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Leonardo,
Muito bom o seu blog, parabéns. Achei ele entrando de Twitter em Twitter...
Sobre a polêmica criada desnecessariamente pelo Nizan com o Bell e as críticas (ao meu ver, pertinentes) sobre o carnaval de Salvador, publiquei um texto no meu blog. Mais um desabafo de folião do que qualquer outra coisa. Até porque não me sinto com essa autoridade toda para julgar quem quer que seja.
O link é http://blogdooldon.blogspot.com/2010/01/nizan-chiclete-e-os-rumos-do-carnaval.html
Abraços,
Oldon Machado</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Leonardo,<br />
Muito bom o seu blog, parabéns. Achei ele entrando de Twitter em Twitter&#8230;<br />
Sobre a polêmica criada desnecessariamente pelo Nizan com o Bell e as críticas (ao meu ver, pertinentes) sobre o carnaval de Salvador, publiquei um texto no meu blog. Mais um desabafo de folião do que qualquer outra coisa. Até porque não me sinto com essa autoridade toda para julgar quem quer que seja.<br />
O link é <a href="http://blogdooldon.blogspot.com/2010/01/nizan-chiclete-e-os-rumos-do-carnaval.html" rel="nofollow">http://blogdooldon.blogspot.com/2010/01/nizan-chiclete-e-os-rumos-do-carnaval.html</a><br />
Abraços,<br />
Oldon Machado</p>
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		<title>Por: CRISTINA BENEVIDES</title>
		<link>http://www.leonaraujo.com/salvador-chiclete-nizan-e-o-twitter/comment-page-1/#comment-3135</link>
		<dc:creator>CRISTINA BENEVIDES</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 19:15:40 +0000</pubDate>
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		<description>Salvador – Bahia, 12.01.2010

O povo brasileiro precisa sobreviver. Para que tantas festas, afinal? Festejando o quê?


“O capitalismo, o afã em ganhar mais e mais dinheiro oriundo de um povo que passa fome, não tem onde sobreviver, não tem uma educação pública com uma boa base e que enriquece estes cantores, blocos, e empresários da capital baiana e se deixar contamina todo o Brasil realmente é um assunto que deveríamos parar para rever.

O povo sofrido “enxerga” nos dias desta festa uma chance de liberdade. Mas que liberdade? A custa de que e de quem? Hoje em Salvador não existe mais carnaval mas uma indústria de “fazer” dinheiro, milionários. Poucos ganham esta dinheirama. Não se pensa mais em levar alegria despretensiosa. É momento do toma lá, da cá.

E os nossos artistas baianos claro que pensam no das enchentes de dinheiro que “rola” no carnaval. É também de uma forma de agradar o povo por parte dos representantes governamentais. E uma forma eleitoreira de se fazer “adorado”.

Quase todos estão milionários. Mas o que acontece fora (e ás vezes) dentro das cordas dos blocos é que ninguém sabe, míngüem quer saber.

O carnaval de Salvador já foi bom, tranqüilo e que dava saudades quando terminava. Mas não se deram por satisfeitos. Em um país subdesenvolvido sete dias de festa, onde se para tudo é um absurdo, é desumano. A violência aumenta sobremaneira, as mortes se triplicam. Mas quem liga? São apenas números e números se maquiam.

Não sei por que Sr. Nizan Guanaes falou desta forma e mais diretamente para Bel Marques. Mas o que falo é para todos e ainda mais para os grupos que surgem do nada como a mesma dança repetitiva e tipo de voz de Xandy. Uma verdadeira clonagem enjoativa e massacrante para os ouvidos.

Quem brincou com eu tantos carnavais em Salvador ao som de Missinho, Bel Marques, Olodum, Ileaiyê, Novos Baianos, Caldas e que os dias de carnaval começava no domingo e terminava na terça feira sabe do que estou falando. Eram dias de pura alegria. Onde pobres e ricos. Negros e mestiços. Turistas e nativos se misturavam em um ritmo só. Comendo e bebendo juntos a mesma comida, bebendo da mesma bebida e vendo a passagem dos blocos e trios elétricos da mesma forma para todos. Agora não, a revolta vai para a rua com alguns pobres que não podem usufruir do que os mais privilegiados. Rapazes e moças com distinções sociais afastado por meio mundo de “cordeiros” mal pagos. Uma miséria de pagamento para dar segurança a quem pode pagar um abada caríssimo em troca de apanhar e muito em sete dias. Se pelo menos se mantivesse a festa como antes, da forma de antes e com os mesmos número de dias de antes. Não, agora começa numa quinta-feira (ou é quarta?) para terminar na quarta de cinzas, dizem que por invenção de Carlinhos Brown.

Mas duvido que os filhos destes artistas estão no meio do povão. Se gostarem de carnaval, em cima dos trios em carros apropriados para abrigar e proteger a família do artista. Senão, viajam para passar uns dias no Caribe.

Mas quem se importa com o povo. É do povo que vem a dinheirama. Dinheiro miudinho mas que juntando forma milhões e os bobos acham que estão com tudo. Ah, o povo brasileiro. É de ingenuidade sem par neste mundo.

Bons dias eram e seriam no tempo de Dodó e Osmar. Mas chegando mais para minha época no tempo de Bel Marques quando ainda não era chicleteiro.

No Rio de Janeiro aonde morei numa época de brilho. O Rio de tantas belezas, o mesmo está acontecendo, o capitalismo, a usura impera nas escolas de samba. Naquela época se arrecadava dinheiro para escola a partir de junho/julho e as rainhas, os porta-bandeiras eram aquelas pessoas que suavam e amam suas escolas e desfilavam aquelas fantasias lindas. Hoje nem existe mais fantasias. Por que é só mulher nua, completamente. Ora, para que eu quero ver mulher nua? O bonito do carnaval é a história contada sobre um personagem ou uma história do Brasil pelas alas da escola. Dava gosto assistir. Eu ficava as madrugadas acordada vendo as escolas e a minha de coração, a Beija Flor para saber como estavam e para poder comparar e acompanhar o julgamento na quarta de cinzas. Quanta emoção.

É o apartheid carnavalesco, alegórico, social.

Hoje não dar mais gosto. Quando o carnaval da Bahia chega não me interessa mais e isto é o ano todo. Tem os pré-shows de carnaval, as micaretas, as festas das ressacas, os carnavais fora de época, os carnavais dos carnavais, das despedidas, e lá vamos nós. É o ano todo com uma novidade se falar nos carnavais de São João.

E ninguém trabalha mais. Só os artistas que trabalham em cima de seus trios, enriquecendo.

Admiro a luta de Bel Marques para chegar aonde chegou. Admiro sua perseverança. Tem músicas muito boas. Mas dar um tempo, Bel. O seu povo está morrendo de fome, de balas, de tudo. Ajude a este povo que ele ergueu e lhe ama. Vamos nos ater a ter o carnaval dos dias certos.

Aqueles três dias da Barra. Quem foi o artista que inventou este absurdo? Lamentável. Fugir da moradia da Barra por causa desta situação desastrosa. Não sei como os doentes do Hospital Espanhol conseguem ter paz. Não sei como os parentes dos falecidos nestes dias de festa conseguem velar seu ente querido que se foi.

Tudo começou com este música axé que até hoje não entendo o que é. Ou é samba, ou MPB, ou não sei. Axé sei que é uma saudação do candomblé. Lembro-me quando ia nas festas de Sra. Alice, mãe de santo das mais conceituadas e eu ia menina me deliciar com as comidas dos santos e as pipocas. “Não se trata exatamente um gênero ou movimento musical, mas uma rotulação mercadológica muito útil para que uma série de artistas da cidade de Salvador, que faziam uma fusão de ritmos nordestinos, caribenhos e africanos com embalagem pop-rock, tomassem as paradas de sucessos do Brasil inteiro a partir de 1992. Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à partícula music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais”. Anexada para surgir um movimento em função só de dinheiro? As pessoas não procuram ler, estudar. O mesmo acontece com o movimento rastafariano onde as idéias é de paz, de condições sociais equilibradas e que ficou conhecido a partir de Bob Marley e que já existia há muitos anos. Pois é o carnaval baiano é o oposto do movimento rastafariano. Brancos para lado, negros para o outro. Ricos de um lado, pobres de outro. Totalmente contra a saudação e significado real do axé e do movimento rastafariano.

Um tsunami de gente, mortes, dias de Iraque, Afeganistão brasileiro. Som mais alto melhor. Turbulência. Inquietação. Chão trêmulo, estupros, assassinatos, famílias enlutadas, crianças desaparecidas, o povo baiano esfomeado. Este é o carnaval da Bahia que impiedosamente continua no início numa quinta feira antes do dia real (domingo). O povo só não sabe que somos um país pobre e esfomeado, precisamos trabalhar. Não um trabalho de apenas alguns dias promovido pelo dias de carnaval. Mas trabalho de verdade. Jovens estudando, o país evoluindo. Ninguém sabe que segunda-feira, conhecida como o segundo dia de carnaval não é feriado. Apenas a terça-feira que precede a quarta de cinzas é feriado. Mas e eles querem saber. Quanto mais encher o bolso e as contas bancárias, melhor. Dane-se o povo, de preferência dentro ou fora dos blocos, contando que capengando da forma que for, contribuam com as fortunas dos artistas baianos e agora mais uma responsabilidade, dos de fora também que aprenderam o caminho do ouro.

Sou a favor do progresso, das transformações em todos os setores mas com responsabilidade. Mas partindo, quebrando, esfacelando tudo por causa de uma transformação, não mesmo.

Pronto, falei. Tenho saudades sim dos meus carnavais atrás de Armandinho, Bel, Carlos Caldas, Dodô e Osmar e outros.

A música &quot;We Are the World of Carnaval&quot; é bonita, gostosa. Qual é o problema? Músicas como “Que Bloco É Esse?, “Faraó Divindade do Egito”, do Olodum, lindaaaaaaaaaaaaaaaa, “Amor Perfeito” e tantas, tantas outras e interpretados por Bel Marques e outros artistas, como Carlos Caldas.

Nizan Guanaes está falando sobre as músicas que foram compostas para o carnaval? Carlos Caldas tem um monte, qual é o problema? Mas músicas como “Todo Enfiado” e deste naipe, pelo amor de Deus!

Acho que Sr. Nizan Guanaes se irritou com a ausência da qualidade do carnaval e da cidade do Salvador de outrora e fez de Bel Marques a “figura representativa” de todos os artistas e representantes de Salvador, Bahia.

Mais: Não há inveja e nem Nizan Guanaes é invejoso. É um profissional festejado e reconhecido no mundo inteiro. Um baiano de quem me orgulho. Ele decidamente não precisa de Bel Marques para ser reconhecido. Ele já é o homem! A publicidade baiana e brasileira se orgulha deste filho que levou o nome do Brasil para o mundo. 
Nizan Guanaes é conhecido internacionalmente, pessoal. Bem mais que Bel. Pelo amor de Deus.

E para dar uma resposta boba desta Wado é melhor o silêncio. Parece coisa de criança: “ 

Graças a Deus meu filho lindo e maravilhoso lá não pisa, no chão da praça.

“Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.
E ela responde:
- Eu também não, meu filho.
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: &quot;eu não disse!&quot;;, &quot;eu sabia!&quot; Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. 
Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.&quot;
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”.
Nizan Guanaes

Nizan Guanaes (Salvador-Bahia, 9 de maio de 1958), é um publicitário e empresário brasileiro. É considerado, ao lado de Duda Mendonça (outro baiano), um dos maiores publicitários do Brasil na década de 2000. É fundador da holding ABC (antiga Ypy), que conta com as agências Africa. Além disso, é acionista das agências DM9DDB, Loducca e MPM, além de atuar, através de outras empresas, nos segmentos de Serviços Especializados de Marketing (below-the-line) e Conteúdo. É também considerado um 100 melhores palestrantes do Brasil na atualidade. São dois baianos que não nasceram, estrearam!

E antes que haja qualquer comentários sobre o que postei informo: não conheço pessoalmente nem Bel Marques e nem Nizan Guanaes. Apenas dou minha opinião defendendo meu ponto de vista e dois irmãos baianos e agradecendo a Nizan Guanaes nesta oportunidade por levar o nome do Brasil para o exterior. Obrigado aos dois.

Cristina M. R. Benevides</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Salvador – Bahia, 12.01.2010</p>
<p>O povo brasileiro precisa sobreviver. Para que tantas festas, afinal? Festejando o quê?</p>
<p>“O capitalismo, o afã em ganhar mais e mais dinheiro oriundo de um povo que passa fome, não tem onde sobreviver, não tem uma educação pública com uma boa base e que enriquece estes cantores, blocos, e empresários da capital baiana e se deixar contamina todo o Brasil realmente é um assunto que deveríamos parar para rever.</p>
<p>O povo sofrido “enxerga” nos dias desta festa uma chance de liberdade. Mas que liberdade? A custa de que e de quem? Hoje em Salvador não existe mais carnaval mas uma indústria de “fazer” dinheiro, milionários. Poucos ganham esta dinheirama. Não se pensa mais em levar alegria despretensiosa. É momento do toma lá, da cá.</p>
<p>E os nossos artistas baianos claro que pensam no das enchentes de dinheiro que “rola” no carnaval. É também de uma forma de agradar o povo por parte dos representantes governamentais. E uma forma eleitoreira de se fazer “adorado”.</p>
<p>Quase todos estão milionários. Mas o que acontece fora (e ás vezes) dentro das cordas dos blocos é que ninguém sabe, míngüem quer saber.</p>
<p>O carnaval de Salvador já foi bom, tranqüilo e que dava saudades quando terminava. Mas não se deram por satisfeitos. Em um país subdesenvolvido sete dias de festa, onde se para tudo é um absurdo, é desumano. A violência aumenta sobremaneira, as mortes se triplicam. Mas quem liga? São apenas números e números se maquiam.</p>
<p>Não sei por que Sr. Nizan Guanaes falou desta forma e mais diretamente para Bel Marques. Mas o que falo é para todos e ainda mais para os grupos que surgem do nada como a mesma dança repetitiva e tipo de voz de Xandy. Uma verdadeira clonagem enjoativa e massacrante para os ouvidos.</p>
<p>Quem brincou com eu tantos carnavais em Salvador ao som de Missinho, Bel Marques, Olodum, Ileaiyê, Novos Baianos, Caldas e que os dias de carnaval começava no domingo e terminava na terça feira sabe do que estou falando. Eram dias de pura alegria. Onde pobres e ricos. Negros e mestiços. Turistas e nativos se misturavam em um ritmo só. Comendo e bebendo juntos a mesma comida, bebendo da mesma bebida e vendo a passagem dos blocos e trios elétricos da mesma forma para todos. Agora não, a revolta vai para a rua com alguns pobres que não podem usufruir do que os mais privilegiados. Rapazes e moças com distinções sociais afastado por meio mundo de “cordeiros” mal pagos. Uma miséria de pagamento para dar segurança a quem pode pagar um abada caríssimo em troca de apanhar e muito em sete dias. Se pelo menos se mantivesse a festa como antes, da forma de antes e com os mesmos número de dias de antes. Não, agora começa numa quinta-feira (ou é quarta?) para terminar na quarta de cinzas, dizem que por invenção de Carlinhos Brown.</p>
<p>Mas duvido que os filhos destes artistas estão no meio do povão. Se gostarem de carnaval, em cima dos trios em carros apropriados para abrigar e proteger a família do artista. Senão, viajam para passar uns dias no Caribe.</p>
<p>Mas quem se importa com o povo. É do povo que vem a dinheirama. Dinheiro miudinho mas que juntando forma milhões e os bobos acham que estão com tudo. Ah, o povo brasileiro. É de ingenuidade sem par neste mundo.</p>
<p>Bons dias eram e seriam no tempo de Dodó e Osmar. Mas chegando mais para minha época no tempo de Bel Marques quando ainda não era chicleteiro.</p>
<p>No Rio de Janeiro aonde morei numa época de brilho. O Rio de tantas belezas, o mesmo está acontecendo, o capitalismo, a usura impera nas escolas de samba. Naquela época se arrecadava dinheiro para escola a partir de junho/julho e as rainhas, os porta-bandeiras eram aquelas pessoas que suavam e amam suas escolas e desfilavam aquelas fantasias lindas. Hoje nem existe mais fantasias. Por que é só mulher nua, completamente. Ora, para que eu quero ver mulher nua? O bonito do carnaval é a história contada sobre um personagem ou uma história do Brasil pelas alas da escola. Dava gosto assistir. Eu ficava as madrugadas acordada vendo as escolas e a minha de coração, a Beija Flor para saber como estavam e para poder comparar e acompanhar o julgamento na quarta de cinzas. Quanta emoção.</p>
<p>É o apartheid carnavalesco, alegórico, social.</p>
<p>Hoje não dar mais gosto. Quando o carnaval da Bahia chega não me interessa mais e isto é o ano todo. Tem os pré-shows de carnaval, as micaretas, as festas das ressacas, os carnavais fora de época, os carnavais dos carnavais, das despedidas, e lá vamos nós. É o ano todo com uma novidade se falar nos carnavais de São João.</p>
<p>E ninguém trabalha mais. Só os artistas que trabalham em cima de seus trios, enriquecendo.</p>
<p>Admiro a luta de Bel Marques para chegar aonde chegou. Admiro sua perseverança. Tem músicas muito boas. Mas dar um tempo, Bel. O seu povo está morrendo de fome, de balas, de tudo. Ajude a este povo que ele ergueu e lhe ama. Vamos nos ater a ter o carnaval dos dias certos.</p>
<p>Aqueles três dias da Barra. Quem foi o artista que inventou este absurdo? Lamentável. Fugir da moradia da Barra por causa desta situação desastrosa. Não sei como os doentes do Hospital Espanhol conseguem ter paz. Não sei como os parentes dos falecidos nestes dias de festa conseguem velar seu ente querido que se foi.</p>
<p>Tudo começou com este música axé que até hoje não entendo o que é. Ou é samba, ou MPB, ou não sei. Axé sei que é uma saudação do candomblé. Lembro-me quando ia nas festas de Sra. Alice, mãe de santo das mais conceituadas e eu ia menina me deliciar com as comidas dos santos e as pipocas. “Não se trata exatamente um gênero ou movimento musical, mas uma rotulação mercadológica muito útil para que uma série de artistas da cidade de Salvador, que faziam uma fusão de ritmos nordestinos, caribenhos e africanos com embalagem pop-rock, tomassem as paradas de sucessos do Brasil inteiro a partir de 1992. Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à partícula music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais”. Anexada para surgir um movimento em função só de dinheiro? As pessoas não procuram ler, estudar. O mesmo acontece com o movimento rastafariano onde as idéias é de paz, de condições sociais equilibradas e que ficou conhecido a partir de Bob Marley e que já existia há muitos anos. Pois é o carnaval baiano é o oposto do movimento rastafariano. Brancos para lado, negros para o outro. Ricos de um lado, pobres de outro. Totalmente contra a saudação e significado real do axé e do movimento rastafariano.</p>
<p>Um tsunami de gente, mortes, dias de Iraque, Afeganistão brasileiro. Som mais alto melhor. Turbulência. Inquietação. Chão trêmulo, estupros, assassinatos, famílias enlutadas, crianças desaparecidas, o povo baiano esfomeado. Este é o carnaval da Bahia que impiedosamente continua no início numa quinta feira antes do dia real (domingo). O povo só não sabe que somos um país pobre e esfomeado, precisamos trabalhar. Não um trabalho de apenas alguns dias promovido pelo dias de carnaval. Mas trabalho de verdade. Jovens estudando, o país evoluindo. Ninguém sabe que segunda-feira, conhecida como o segundo dia de carnaval não é feriado. Apenas a terça-feira que precede a quarta de cinzas é feriado. Mas e eles querem saber. Quanto mais encher o bolso e as contas bancárias, melhor. Dane-se o povo, de preferência dentro ou fora dos blocos, contando que capengando da forma que for, contribuam com as fortunas dos artistas baianos e agora mais uma responsabilidade, dos de fora também que aprenderam o caminho do ouro.</p>
<p>Sou a favor do progresso, das transformações em todos os setores mas com responsabilidade. Mas partindo, quebrando, esfacelando tudo por causa de uma transformação, não mesmo.</p>
<p>Pronto, falei. Tenho saudades sim dos meus carnavais atrás de Armandinho, Bel, Carlos Caldas, Dodô e Osmar e outros.</p>
<p>A música &#8220;We Are the World of Carnaval&#8221; é bonita, gostosa. Qual é o problema? Músicas como “Que Bloco É Esse?, “Faraó Divindade do Egito”, do Olodum, lindaaaaaaaaaaaaaaaa, “Amor Perfeito” e tantas, tantas outras e interpretados por Bel Marques e outros artistas, como Carlos Caldas.</p>
<p>Nizan Guanaes está falando sobre as músicas que foram compostas para o carnaval? Carlos Caldas tem um monte, qual é o problema? Mas músicas como “Todo Enfiado” e deste naipe, pelo amor de Deus!</p>
<p>Acho que Sr. Nizan Guanaes se irritou com a ausência da qualidade do carnaval e da cidade do Salvador de outrora e fez de Bel Marques a “figura representativa” de todos os artistas e representantes de Salvador, Bahia.</p>
<p>Mais: Não há inveja e nem Nizan Guanaes é invejoso. É um profissional festejado e reconhecido no mundo inteiro. Um baiano de quem me orgulho. Ele decidamente não precisa de Bel Marques para ser reconhecido. Ele já é o homem! A publicidade baiana e brasileira se orgulha deste filho que levou o nome do Brasil para o mundo.<br />
Nizan Guanaes é conhecido internacionalmente, pessoal. Bem mais que Bel. Pelo amor de Deus.</p>
<p>E para dar uma resposta boba desta Wado é melhor o silêncio. Parece coisa de criança: “ </p>
<p>Graças a Deus meu filho lindo e maravilhoso lá não pisa, no chão da praça.</p>
<p>“Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.<br />
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.<br />
Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha.<br />
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.<br />
A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse:<br />
- Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.<br />
E ela responde:<br />
- Eu também não, meu filho.<br />
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.<br />
Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje,pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.<br />
Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.<br />
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio.<br />
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.</p>
<p>Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.<br />
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução.<br />
Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.<br />
Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: &#8220;eu não disse!&#8221;;, &#8220;eu sabia!&#8221; Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.<br />
Chega dos poetas não publicados! Empresários de mesa de bar.<br />
Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.<br />
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.<br />
Porque não sabem trabalhar.<br />
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.<br />
O Brasil, este país de malandros e espertos, dá vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.<br />
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.<br />
Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.<br />
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.&#8221;<br />
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo”.<br />
Nizan Guanaes</p>
<p>Nizan Guanaes (Salvador-Bahia, 9 de maio de 1958), é um publicitário e empresário brasileiro. É considerado, ao lado de Duda Mendonça (outro baiano), um dos maiores publicitários do Brasil na década de 2000. É fundador da holding ABC (antiga Ypy), que conta com as agências Africa. Além disso, é acionista das agências DM9DDB, Loducca e MPM, além de atuar, através de outras empresas, nos segmentos de Serviços Especializados de Marketing (below-the-line) e Conteúdo. É também considerado um 100 melhores palestrantes do Brasil na atualidade. São dois baianos que não nasceram, estrearam!</p>
<p>E antes que haja qualquer comentários sobre o que postei informo: não conheço pessoalmente nem Bel Marques e nem Nizan Guanaes. Apenas dou minha opinião defendendo meu ponto de vista e dois irmãos baianos e agradecendo a Nizan Guanaes nesta oportunidade por levar o nome do Brasil para o exterior. Obrigado aos dois.</p>
<p>Cristina M. R. Benevides</p>
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