Depois que a Dolce & Gabbana teve seu anúncio censurado por, segundo as autoridades do setor, incitar a violência sexual contra a mulher e a submissão feminina, agora é a vez da Armani sofrer acusações do gênero.
O anúncio em questão, para a linha Armani Júnior, trás duas meninas maquiadas e vestidas com roupas da grife. A acusação é a de que a peça incita o turismo sexual de menores, o que é uma acusação muito mais forte e polêmica do que a D&G sofreu. Somente no ano passado, associação que regula a propaganda na Espanha, censurou ou retirou de circulação 404 peças que considerava ofensiva, abusiva ou enganosa. Lá, como aqui no Brasil, qualquer cidadão pode fazer a reclamação se sentir-se ofendido com alguma propaganda. Clique na imagem para ampliar.
Este caso me fez lembrar de uma propaganda para a Nova Schin que foi repudiada publicamente por uma associação de idosos que sentiu-se ofendida. No VT várias velhinhas corriam atrás de um garotão que, por fim, se escondia delas num freezer na cerveja e acabava saindo de lá e indo surgir junto a Ivete Sangalo. Lembro que o argumento foi de que elas não eram qualquer coisa para serem deixadas de lado ou monstros para afujentarem qualquer um.
O fato é que propaganda polêmica pode até mesmo sair do ar, ser retirada e censurada, mas faz um belo barulho e, por vezes, dá mais resultado do que uma considerada normal que tivesse sido veiculada em seu período completo. Quem não lembra da campanha da Brahma, Amor de Verão, estrelada por Zeca Pagodinho, que foi veiculada numa sexta-feira à noite, por que eles já sabiam que teriam que tirar do ar na segunda?
São coisas desse tipo que, muitas vezes, tornam a nossa profissão linda e gostosa de se viver. Inclinações partidárias, religiosas, culturais e de valores à parte, propaganda polêmica sempre dá o maior pano pra manga.
Agradeço à minha amiga, Renata, pelo link da matéria.