A renovação política de Salvador


Alguns candidatos, do alto de sua prepotência e ego, se acham eternamente elegíveis. Não percebem eles que o povo começa a tornar-se crítico e a buscar alternativas àqueles feudais políticos de antigamente. Alguns anos atrás vereadores se elegiam e dificilmente saiam da câmara novamente. Isso mudou e muito em Salvador. Dos atuais 41 vereadores, apenas 46% conseguiram se reeleger, ou 19 deles. Os outros 22 vereadores ou perderam nas urnas ou perceberam que não teriam chances e nem disputaram o pleito. É uma mudança significativa para uma capital como Salvador. E o mais interessante é que praticamente todos os novos eleitos são políticos “virgens”, ou seja, os partidos terão que ralar muito para tornar as suas novas crias políticos de fato. Se compararmos os vereadores eleitos em 2004 com os vereadores eleitos em 2008, teremos a real noção da mudança. Muitos vereadores “de carreira” cairam fora da lista de eleitos.

Dos que se reelegeram, alguns mais que dobraram seu número de votos, como o Alan Sanches, que teve 7.427 votos em 2004 e agora recebeu 15.206 aprovações, deve estar fazendo um bom trabalho, mesmo que seja de marketing político. Fora este e um ou outro caso, praticamente todos os demais reeleitos tiveram menos votos. Ou isso foi culpa do maior número de candidatos (só do meu bairro tinham 18 concorrendo!) que foram quase 900 para 41 vagas neste ano ou o povo realmente não está tão satisfeito com seus vereadores.

Ainda temos alguns candidatos que se elegem sem ter a mínima idéia do que é ser vereador e de qual é o trabalho de um parlamentar, mas eu ainda tenho fé de que isso um dia irá mudar. O caso mais célebre desta eleição é o do candidato Leo Kret, travesti que foi dançarino de pagode de uma banda local e que fez relativo sucesso entre as classes mais populares da cidade. Ele foi eleito com incríveis 12.861 votos, o que fez dele o 4º vereador mais votado para a câmara de Salvador. Ele diz que vai lutar pelos direitos dos homossexuais, dos artistas e do “povão”. Espero que todos os críticos estejam errados e que tenha uma boa atuação parlamentar. Na última sexta-feira saiu uma pequena entrevista com ele no Jornal da Metrópole e o jornalista fez uma pergunta intrigante para Leo Kret. Ele perguntou qual banheiro o parlamentar irá usar na câmara, se o masculino ou o feminino. A resposta foi interessante, ele disse que é “socialmente uma mulher” e que já usa banheiros femininos e que vai continuar a usá-los. Daí eu acho que pode vir a primeira confusão do mandato, é esperar para ver.

Já na briga pela prefeitura, pela primeira vez desde que eu me entendo por gente, o DEM (ex-PFL) não disputa o segundo turno. Isso demonstra uma verdadeira mudança política regional. Dois anos atrás, quando Wagner se elegeu governador no primeiro turno, a euforia foi gigantesca para os partidários do PT. Naquele momento alardeou-se a queda do chamado Carlismo e a maior derrota política do então senador ACM. A cena dele cabisbaixo tornou-se ícone daquela eleição.

Desta vez a disputa está rachando aliados. De um lado do ringue temos Geddel Vieira Lima, que anseia tornar-se o novo coronel da Bahia apoiando João Henrique, e do outro Wagner, que quer consolidar a força do PT local com a eleição de Pinheiro. No meio disso tudo temos Lula, que não pode rachar com o PMDB de Geddel por causa do seu apoio nacional e que não pode deixar o PT desamparado correr o risco de perder a eleição. Como este embate vai terminar eu não sei, mas o produto de tudo isso será, sem dúvida, uma Bahia e uma Salvador cada vez menos dominada por um ou outro grupo político. Cada vez mais autônoma. Quase como sendo terra de ninguém. Se isso é bom ou ruim, só o tempo dirá.

Propaganda Política de Guerrilha em Salvador

A campanha política aqui em Salvador, mal recomeçou e o bicho já anda pegando por aí afora. Os dois candidatos que disputam o segundo turno, João Henrique do PMDB (15) e Walter Pinheiro do PT (13), ajudaram a poluir a nossa cidade com suas “belas” pinturas em muros e paredes de todos os bairros possíveis e imagináveis. Eles e todos os outros candidatos a vereador e a prefeito enfeiaram (cagaram mesmo!) toda a cidade. Mas isso pra mim é culpa do TSE, que proibiu o uso de outdoors e permitiu que fosse possível colocar banners, placas e pintar muros e paredes por aí.

Acho que seria muito mais inteligente, melhor para a economia e menos feio para a cidade, se fossem autorizados apenas a colocação de placas e cartazes de tamanhos determinados e o uso de outdoors. Este último, sinceramente, eu não entendo o porquê é proibido.

O fato é que com tamanha liberdade, desde que com uma autorização do proprietário (que pode ser comprada por R$ 10 ou outra merreca), os políticos podem pintar seus nomes e números “a torto e a direito”.

Mas eis que o marketing de guerrilha chega à guerra política pela prefeitura de Salvador. Meu primo e aspirante a Jornalista, Hilton Souza, fez as fotos que ilustram este post e que deixam bem claro como as coisas devem esquentar e muito na briga neste segundo turno das eleições municipais. Em um muro onde estava pintado “Pinheiro 13″, lê-se agora “Pinheiro 15″. Sabendo-se que 15 é o número de João Henrique, só dá pra crer que os seus partidários estão sendo, no mínimo, anti-éticos ou guerrilheiros de primeira. Veja a imagem.

Acontece que isso não iria ficar barato e, algum tempo depois, já se via uma placa de Pinheiro (ao lado de Wagner e Lula) logo acima do 15 de João. Fico com uma dúvida que compartilho com vocês. Será que os partidários de Pinheiro não pintaram o 13 de volta de propósito? Será que deixaram lá para que o povo visse que estão tentando enganá-los? Ou será que não tinham tinta mesmo? Fica a dúvida.

Particularmente acho um tiro no pé fazer algo assim. Claro que não é um tiro tão forte como o que a equipe de ACM Neto deu no pé dele ao taxá-lo de menino (leia aqui). Ainda assim acho que é um tiro no pé por que dá margem para que Pinheiro use isso durante a campanha e vire o jogo ao seu favor, fazendo desta “peça” uma símbolo nestes últimos dias e usando-a como apoio contra o adversário. Garanto que dá pra fazer um pequeno arraso com isso. Bom, é esperar para ver os próximos capítulos desta novela da vida real que é a campanha pela prefeitura de Salvador.

PS.: Este post tem como objetivo tratar dos aspectos referentes à propaganda política e não deve servir como influência eleitoreira.

Heroes Villains – Episódios 1, 2, 3 e 4

Este vai ser um post longo, muito longo. Se você ainda não assistiu a nenhum dos quatro primeiros episódios do terceiro volume de Heroes, e não quer ser surpreendido por relevações sobre o que aconteceu até aqui, pare a leitura deste post agora mesmo, pois eu vou contar tudo.

[contém spoilers] Três semanas atrás estreou nos Estados Unidos o volume três do seriado mais hype depois de Lost, Heroes. O primeiro episódio “A Second Coming” veio com um brinde, o segundo episódio “The Butterfly Effect”.

Episódio 1 – A Second Coming

A confusão começa logo no primeiro episódio com Claire e Peter no futuro e ela tentando matá-lo. Ninguém sabe o que Peter fez de tão grave, ou que ameaça ele representa, e isso vai continuar sabe lá até quando. No final do segundo volume, Nathan está para declarar ao mundo os seus poderes e alguém atira nele antes disso, foi o Peter, do futuro, para evitar a desgraça mundial que a revelação traria. Neste episódio aparece Nathan depois de uma recuperação milagrosa, que ele credita a Deus e fica todo religioso.

Claire, no presente, está assistindo o socorro ao pai biológico pela TV sem poder fazer nada por que Peter, o do presente (é confuso, eu sei!), mandou que ela não saísse de casa. De repente, quem aparece para visitá-la? Sylar! E aí rola a maior confusão na casa dos Bennet e no fim ele rouba a habilidade de Claire, coloca o coco da cabeça dela de volta e ela se recupera. Mais uma boa descoberta. Sylar não come cérebros. Claire perguntou se ele não iria comer o dela e ele disse que era nojento. Ele apenas estuda o órgão e aprende a habilidade. Depois disso ela fica toda confusa, perguntando se ele não vai matá-la e ele diz algo como: “coitadinha, nem se conhece. não sabe que é imortal?” E depois completa, com cara de satisfação: “hum… e suponho que eu agora também seja”. Foda demais essa parte.

Já Hiro e Ando estão naquela mesmice de sempre, aventuras interessantes transformadas em comédia. Agora Hiro é presidente da companhia que herdou do pai e ganha a missão de proteger uma parte de uma fórmula (a fórmula química para dar poderes a qualquer um). Ele deveria mantê-la no cofre, mas dá uma de idiota, tira de lá e é roubado pela versão feminina do Flash, Daphne. Aí Hiro vai ao futuro ver o que acontece depois do roubo da fórmula e vê Ando soltando um raio pelas mãos contra o Hiro do futuro, matando-o. Depois rola uma explosão nuclear, mas Hiro volta ao passado antes de morrer. Ele fica puto com o Ando do futuro e passa a desconfiar do amigo. Mas o amigo mesmo assim vai acompanhá-lo na busca pela fórmula.

Mohinder está lá, tentando fazer algo pra ganhar habilidades e dizendo a Maya o contrário, que quer ajudá-la para retirar a sua. O cara faz uma fórmula doida e consegue ficar fodão, igual ao Homem-Aranha, forte e subindo pelas paredes.

Alguns personagens não apareceram ainda, como Mônica, aquela que aprende tudo o que vê. Matt, metido a besta, descobriu que foi Peter que atirou em Nathan, mas isso sem saber que era Peter do futuro (“Peter F” daqui em diante), e olha que na hora dos disparos o Peter do passado (“Peter P” daqui em diante) estava ao lado dele, enfim, como ele descobriu eu não sei. Aí o Peter F manda ele pra o meio da África.

O Peter F, para corrigir os erros cometidos pelo fato de ter vindo para o presente, prendeu o Peter do presente no corpo de Jesse, um prisioneiro da companhia que tem a habilidade de tornar a sua voz supersônica, detonando tudo pela frente.

Episódio 2 – The Butterfly Effect (adorei este título)

Começa com Claire desorientada com as informações que Sylar lhe passou e por ele ter lhe roubado a habilidade. Ela tava mesmo era precisando de psiquiatra, de tão aloprada que tava, coitada. Descobrimos, enfim, a habilidade de Ângela Petrelli, ela tem sonhos premonitórios, ou seja, sonha o futuro possível ou não de acontecer. No sonho ela vê o Peter F e eles conversam sobre o Efeito Borboleta, em que, como no filme homônimo, mudar algo no passado pode mudar totalmente o futuro.

Lembra do Mohinder fodão, neste episódio ele dá um trato na Maya. Pega ela de jeito e creu. Algum tempo depois uma erupções surgem em sua pele e ele começa a sentir os efeitos colaterais da fórmula.

Matt, fodido debaixo do solzão da África, já tá tão doido que chega a conversar com uma tartaruga. Aí aparece um cara que pinta o futuro (como Isaac, lembram?) e que o ajudará a descobrir o seu caminho.

Depois, na Companhia, Elle (a elétrica) tá lá conversando com o pai, Bob, e tentando convencê-lo a deixá-la ir atrás de Sylar, que ela havia deixado escapar no fim do segundo volume. Só que Sylar, escroto, vai até lá mata Bob e vai atrás dos outros superperigosos do nível 5. Lá ele espera Elle, porque ele quer o poder dela. Mas Bennet havia sido liberado e mete bála nele, só que o cara agora é imortal, volta, desmaia Bennet e começa a cortar a cabeça de Elle. Aí ela fica nervosa e explode como uma bomba elétrica, o que nocauteia Sylar e abre todas as demais celas, deixando os outros vilões (daí o nome da série) escaparem. Bennet tranca Sylar numa cela e precisa correr atrás dos outros fugitivos. Lembrando que o Peter do presente está no corpo de um deles, do Jesse. E ele não pode contar para os outros. Ele liga pra Nathan e tava deixando um recado quando outro fugitivo desliga o telefone e o chama pra ir embora. Um dos caras tava queimando uma mulher viva no posto de gasolina.

Hiro e Ando estão na merda, procurando Daphne e seguindo ela com um GPS (essa parte é grande e chata, assista). Depois vemos a Tracy Strauss (irmã trigêmea de Nikki) detonar sem querer um repórter que a estava seguindo com um video de Nikki que o cara achava que era ela. Ela não sabia que tinha essa habilidade e quase enlouquece. Ela trabalha para o governador Malden, que convida Nathan pra uma vaga no Senado no lugar de sei lá quem.

Noah e a mãe de criação de Claire chamam a mãe biológica dela pra tomar conta da filha deles enquanto o pai vai à caça. Peter F entende que suas escolhas vão ter consequências graves e tentará consertar tudo. No fim, a maior surpresa até agora desde o começo de Heroes, Sylar é irmão de Peter e Nathan, tio de Claire e filho bastardo de Ângela. Isso mesmo, a maior doideira assaz. Ângela que contou a ele e, de quebra, ainda deu pra ele uma mulher que tinha a habilidade de descobrir tudo do passado de algo ou alguém só com o toque. Tenho certeza que isso foi proposital e com o objetivo de transformar Sylar. Veremos.

Episódio 3 – One of Us, One of Them

Repararam que o título se refere ao clássico Os Três Mosqueteiros? Neste episódio vemos Claire sendo treinada por Meredith, que dá uma canseira na imortal. Todo o que Claire quer é ir atrás de Sylar e detonar ele, como ninguém sabe. Aqui é que começa a transformação que fará a doce cheerleader do passado tornar-se uma vingadora de primeira.

E não é que Sylar ficou todo mole depois que a Ângela contou que é sua mãe e deu “de comer” pra ele. Ela, que assumiu a Cia com a morte de Bob e demitiu Elle, coloca Sylar como parceiro de trabalho de Bennet. Isso! O pai de Claire fica azoado, mas no fim aceita. Os outros fugitivos tomaram um banco de assalto só para chamar a atenção de Bennet. Knox (que tem a habilidade de se fortalecer com o medo dos outros), Jesse (Peter) e os outros estão à espreita. Lá eles tomam as rédeas da situação se passando por U.S. Marshals, Noah Bennet entra no banco e é feito refém. O bicho pega e Peter, no corpo de Jesse (e ainda não sabia qual era a habilidade que podia usar) grita pra Knox não machucar Bennet, aí ele descobre a super voz e o tempo para (sem acento por causa das novas regras do português). Foi o Peter F que chegou. Ele libera o Peter P do corpo de Jesse e os dois se teleportam para o futuro. Aff! Lá no banco o bicho vai pegar pra Noah, mas Sylar o salva e ainda rouba (não fica claro) o poder de Jesse, mas depois vemos Jesse sendo trancado no nível 5. Ou ele roubou e salvou o cara com um pouco do seu sangue (que agora também é regenerador) ou eu não entendi nada.

Ao que parece o Haitiano está com a outra parte da fórmula, mas Daphne vai roubá-la também, depois de sacanear Hiro e Ando, que haviam derrubado o Haitiano da escada. Depois o Haitiano prende os dois e os leva para a Cia.

Tracy Strauss está querendo respostas e, na busca, encontra o sobrinho Micah. O pivete sabe que ela não é Nikki e, depois de um papo, ele busca o histórico de nascimento delas para ver se ela acha algo no passado. Elas nasceram no mesmo lugar e vieram ao mundo através do trabalho do Dr. Zimmerman. Quando ela o encontra ele diz que ela é especial, que mudou o DNA das três irmãs e diz que a criou. Ela quase congela o homem tentando tirar umas respostas dele, mas provavelmente o Haitiano havia apagado as memórias dele.

No fim vemos que Matt continua na África. Com a ajuda do novo pintor do futuro (qual o nome dele?) ele decide descobrir sobre o seu futuro para tentar mudá-lo. Do Nathan só se sabe que ele já assumiu o cargo de senador e que há um Linderman na cabeça dele. Será que pirou? Que nada.

Episódio 4 – I am Become Death

Esse episódio deu um nó geral na minha cabeça. Tive que assistir duas vezes pra entender o vai e vem entre passado, presente e futuro.

Suresh está se transformando em alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Ele tá fortão e nervosinho e por isso quebra o pau do nariz de um cara que tá batendo na esposa e grita com Maya. Matt está sonhando e vendo o seu futuro, meio que parece que este episódio é pra ser visto como se ele estivesse vendo.

Já no futuro, depois de ter evaporado do banco, os Peters chegam juntos a um futuro onde qualquer um que pode pagar tem habilidades. É gente voando, correndo e o escambau pelas ruas. Ele conta que isso vai causar um colapso e que este povo não está pronto para ter habilidades. Aí o bicho pega mais uma vez. Claire aparece e mata o Peter F. O Peter P foge e dá uma porrada com uma tampa de lixo no Haitiano. O Peter F queria convencer o Peter P de que só com a habilidade de Sylar ele conseguiria evitar isso. Uh!

Nesta Cia do futuro, Knox, Claire e Daphne saem à caça do Peter P. Nathan escolhe a escivaninha dele (isso mesmo! :P ) e diz ao Linderman da sua cabeça que ele não vai escutá-lo.

Aí o Peter P vai visitar o coisa Suresh e descobre lendo a sua mente onde Sylar está. Dá pra ver numa cena que a mão de Mohinder está cheia de escamas. Ele realmente se transformou em algo. Peter, já na Costa Verde, encontra Sylar e descobre que ele é seu irmão e que tem um sobrinho. (Sylar pai de família?) Sylar se nega a explicar a Peter P qual é a sua habilidade até que Peter P faz ele pintar o futuro e ele pinta um mundo destruído. Aí ele diz a Peter P pra consertar o relógio quebrado e diz que terá também a fome de novas habilidades.

Agora fica tudo maluco. Daphne tá casada com Matt, tem uma filha e os dois cuidam de Molly. A mãe Daphne consegue com Molly o paradeiro de Peter P e, junto com Claire e Knox, partem para lá. Rola uma briga entre Daphne e Peter P, outra entre Gabriel (Sylar não quer mais ser chamado como antigamente) e Knox e o filho de Gabriel morre. Então o cara se esquenta e… Buuuuum! Explode como uma bomba nuclear detonando toda a Costa Verde e matando 200.000 pessoas. Só Claire, ele e Peter P se salvam. Daphne sai correndo, mas é atingida e chega em casa morrendo.

O presidente (estamos 4 anos no futuro) Nathan e a primeira-dama Tracy falam na TV do incidente. Na confusão, Claire prendeu Peter P (como eu não sei depois daquela explosão) e agora o está torturando. Chega o presidente Nathan e põe todos pra fora. Mas aí Peter lê a mente dele pra ver as intenções e a fome da habilidade de Gabriel o ataca. Ele começa a cortar a cabeça do irmão, mas desiste assustado e volta ao seu tempo, o passado. Ele volta já na cela do Sylar e o suspende pelo pesçoco pra conta ao seu “mais novo” irmão que tem a habilidade dele e que a usou para descobrir como salvar o mundo. Sylar caçoa dizendo que então ele tem “a fome”, mas ele diz que vai usá-la diferente.

Depois vemos Matt acordar e o seu guia dizer que ele tem que achar o seu próprio caminho, seguindo um animal que será seu amuleto sei-lá-o-quê. Ele começa a seguir (pasme!) uma tartaruga. É um imbecil mesmo. É nesta hora que Dahpne chega e cai em seus braços. Hiro e Ando que antes tentaram fugir e não conseguiram, agora são interrogados por Ângela, que escalda geral o Hiro e diz que só ele tem “a chave” para resolver o problema da perda das duas partes da fórmula.

A chave é uma pessoa. E é ninguém menos que o outro imortal, Adam. Hiro, com a ajuda de Ando, o desenterra e aí vem uma cena massa. Ao abrir o caixão, Adam olha pra Hiro, pega em seu pescoço e diz: Hiro seu filho da… E termina o episódio com um “Continua” na tela.

Fim dos reviews.

Eu confesso que a espera estes meses todos está valendo a pena. O seriado voltou realmente arrasando e está me satisfazendo, mesmo que me deixe meio perdido às vezes. Os novos personagens e suas habilidades são legais, algumas respostas que queríamos há tempos foram dadas e Peter está se tornando o super fodão que deve ser. Claro que nem tudo é perfeito e algumas partes foram chatas, como estas do Matt e as últimas de Hiro, apesar de importantes para a trama.

Achei na internet algo legal e resolvi trazer pra cá para compartilhar. É uma paródia de Heroes, chamada Zeroes e que trás pessoas com habilidades fora do comum, mas nada mágicas como as do seriado original. Assista. É bem legal.

Zeroes

O ciclo de vida da internet

Não sou nenhum completo nerd, mas sempre estive muito ligado à internet e ao seu desenvolvimento. Pra se ter uma idéia, eu usava o VTX (video texto) da extinta Telebahia Celular para bater papo online, via DOS (isso mesmo! com linha de comando!), quando o mIRC nem sequer havia sido inventado.

O primeiro computador que eu usei foi um IBM 386 DX40 que tinha incríveis 2MB de memória, rodava a 40MHz, tinha aquele drive gigante de 5 1/4″ e acho que uns 40 megas de memória, uma verdadeira Ferrari. Acho que só levava uns 20 minutos pra ligar.

Logo depois, acho que em 1995, eu já usava o fantástico PC IBM 486 DX4 (como o da foto) com 100MHz, 2Gigas de HD e 32MB de memória. Foi quando começei a usar o Windows 3X. Esse acho que tinha até botão turbo, que aplicava outros 33MHz no processador.

A internet eu começei a usar numa conexão de 4.800 bits por segundo (um modem só ia até 14.400) em linha discada que levava um século para conectar. Existiam o ZAZ e mais uma ou outra página legal na web. E assim como eu, uns poucos tinham acesso à rede. E olha que eu era sortudo, por que até linha telefônica ainda era complicado ter. Eu usava o computador do mercado que meus tios tinham e, sempre que fechávamos o comércio, logavamos na rede para navegar. Comédia era quando encontrávamos um perdido site pornô. As fotos (só existiam fotos e todas toscas) demoravam muito para abrir e era aquela expectativa mental “peitinho, peitinho, peitinho…” e a linha caia quando a foto havia começado a mostrar o pescoço. Lembro do UOL no começo também. Eu fui assinante lá por volta de 1998. A página era tosca.

Daqueles anos do final da década de 90 até o começo dos anos 2000, a internet cresceu vertiginosamente, mas ainda eram poucos os usuários. Já existiam alguns blogs desde 1998, mas a popularização só viria a acontecer em 2001, quando o extinto Weblogger, entrou em operação.

É desta época meu primeiro blog. O leoaraujo.weblogger.com.br com o título de Inutilidade Pública. O conteúdo deste blog se perdeu e infelizmente não tenho o histórico do que havia escrito por lá. Depois veio o sistema Blogger, que foi associado à Globo.com e oferecia o serviço de blogs gratuitos como o Weblogger. Neste sistema o meu blog durou cerca de 2 anos, do fim de 2002 até meados de 2004. Deste muita coisa está salva comigo e mas também muita coisa se perdeu no servidor do Blogger. Depois, em 2004, quando assinei pela segunda vez o UOL, passei a usar o sistema deles, o zip.net e por sorte todo o conteúdo está a salvo comigo. Depois vieram os blogs com domínio próprio e do qual eu tenho todo o histórico até chegar neste atual.

Dizem que existe uma máxima que diz que “uma vez na internet, sempre na internet”. Se isso é verdade alguns dos meus textos devem estar por aí, boiando em blogs e sites quaisquer e muitas vezes com o crédito revertido em favor de outras pessoas. É como acontece com os spams que recebemos, muitos deles trazem textos de Arnaldo Jabor, Verissímo e outros autores, mas na verdade nunca foram escritos por eles.

Ainda bem que não perdi os meus poemas, contos, histórias, prosas e versos, assim ainda tenho a oportunidade de um dia ou vez ou outra, trazer um deles para cá. O fato, meu caro leitor, é que não há a mínima garantia de que irão te respeitar, uma vez que você divulgar alguma coisa que escreveu, criou ou produziu na internet. Aqui é terra de ninguém e o inferno para os defensores do direito à propriedade intelectual.

Uma outra coisa que interessante que eu penso sobre a internet é o seu ciclo de vida propriamente dito. Ou você acha que a internet não tem ciclo de vida, assim como um produto ou serviço qualquer? Lembra quando falei no começo do post sobre o VTX, aquilo era o começo da internet pública e do seu ciclo de vida para nós, brasileiros. Agora estamos passando pelo que eu acredito ser ainda a fase de expansão, depois iremos para uma longa (ou curta, afinal falamos de internet) fase de maturidade para que depois, quando começar a decair, toda a sua tecnologia seja substituída (talvez isso já esteja acontecendo em parte).

Para a internet eu já percebo uma diferença substancial na curva do ciclo. Geralmente, para produtos/serviços, uma curva é longa e duradoura. Mas acho que para a internet o arco do ciclo de vida pode ser muito mais curto em comprimento do que em altura. Se convertido em gráfico, deve apresentar algo como a imagem abaixo.


• Dados figurativos. Considerar apenas como exemplo.

Um dos principais reflexos da acentuada curva deste ciclo e que podemos presenciar é o chamado cemitério virtual. Existem hoje muitos blogs e sites antigos e toscos e de tecnologias ultrapassadas, que não sofrem manutenção ou atualização há anos e que, mesmo assim, continuam por aí, como almas penadas virtuais. Urls que volta e meia assustam algum designer desavisado. Será que os mantenedores da web, os grandes centros que mantém a rede em funcionamento no mundo (a internet não é auto-suficiente!), não tem como repensar um jeito de excluir todo e qualquer site que seja gratuito e que nãotenha sofrido atualizações nos últimos, digamos, dois anos? Acho que isso ajudaria a extender a fase de crescimento da web, ao disponibilizar menos ruído e mortos-vivos online. Mas, quem sabe eu estou certo e, daqui a alguns anos surja uma nova e mais poderosa internet. Seria ótimo ver esta curva de ciclo de vida se renovando constantemente.

Em Salvador, fim do primeiro tempo

Intervalo de jogo. E tratando-se de eleições, é no intervalo que mais se trabalha. Agora é recomeçar a campanha e correr atrás de alianças. O resultado das eleições municipais para prefeito de Salvador me surpreendeu. Não imaginava que João Henrique iria tão longe a ponto de desbancar todos e terminar em primeiro, com quase 31% dos votos válidos, contra 30% de Pinheiro e quase 27% de ACM Neto. Nem contava com Imabassahy, por que eu já imaginava este resultado para ele, pois sua postura foi péssima durante toda a campanha. E Hilton estava no barco para fazer um barulho legal para o PSOL, e fez.

O fato é que Pinheiro, em quem votei, e João Henrique agora estão no segundo turno e já começam a se articular em busca de apoio. Acho que ACM Neto tem uma decisão difícil em mãos, apoiar o candidato de Geddel, antigo desafeto dos Magalhães, ou apoiar Pinheiro, do PT ao qual fazem oposição partidária. Quanto a Imbassahy eu não sei e nem tenho idéia do que fará. Hilton deve, mesmo um tanto a contra gosto, apoiar Pinheiro. Acredito que Pinheiro pode conseguir mais apoio do que João e isso fará uma boa diferença no tempo de TV.

Quanto ao dia de eleições, vi muita gente fazendo boca de urna e escrachando mesmo, quase colando santinho de candidato no peito do eleitor. Uma pena também ver candidatos que não tem experiência ou qualquer idéia do que é ser vereador ou de como é o seu trabalho, receber milhares de votos aqui em Salvador. Incrível como o povo ainda dá voto por causa de uma falsa idéia de celebridade. Ainda não saiu o resultado final para a Câmara dos Vereadores, mas eu já vi que muitas das minhas apostas para algumas das cadeiras foram por água abaixo. Eu realmente chego à conclusão de que não sei o que este povo pensa.

E você, está feliz com o resultado das eleições em sua cidade? Eu estou satisfeito por ver o candidato em que votei no segundo turno. Como eu já disse aqui mesmo, eu gosto de segundo turno por que ganhar de cara não é bom e faz mal à saúde da estima do candidato.

(…)

Enquanto isso, hoje dia 06/10, no site de ACM Neto está a seguinte mensagem: “A lei eleitoral determina que a propaganda eleitoral nos sites dos candidatos seja suspensa no dia de hoje. Por essa razão, em obediência à legislação, suspendemos temporariamente as atividades e retornaremos no segundo turno.”

Acho que ele vai ter que esperar mais alguns anos pelo segundo turno.

Você sabe como é preparado o Big Mac?

Alguém filmou a preparação de uma rodada de Big Macs em uma loja da McDonald’s e colocou no YouTube. Eu vi este vídeo numa comunidade do orkut chamada YouTube – Os Melhores Vídeos (vai lá que é legal) e li alguns dos comentários dos participantes da comunidade. Lá eles dizem que é porcaria, que nunca mais voltarão ao McDonald’s e tudo o mais. O fato é que o sanduba é preparado a mãos nuas, sem luvas, e passa por várias mãos antes de chegar à boca do cliente. Não dá pra dizer o quanto anti-higiênico isso é, por quê não tem informação alguma no vídeo sobre o processo de higienização dos funcionários, mas vá lá, acho que todo mundo já comeu coisa pior na rua uma ou outra vez na vida.

Só acho uma total falta de coerência um profissional do restaurante filmar isso tudo e não pensar nas consequências negativas que pode trazer para a marca. Sei lá, até a vigilância sanitária pode pegar pesado ao ver isso. Um tremendo de um marketing negativo, isso é que o é. Me lembra o caso do cara que tomou banho na pia de um restaurante Burger King. Isso sim, foi bizarro!