Cliente vs Fornecedor no mundo real

Na área de propaganda e afins (design, marketing, web, etc.) volta e meia, nós, profissionais da área, freelancers ou não, topamos com clientes que querem que trabalhemos praticamente de graça. Muitas vezes esnobam do nosso trabalho e até dizem que sabem fazê-lo. Certa vez, ao ouvir isso de um cliente, perguntei porque ele havia me chamado se sabia fazer o serviço. Ele resolveu me mostrar um esboço do que havia feito e eu, sem papas na língua, disse que não, que ele não sabia fazer absolutamente nada do havia dito. Ele ficou relativamente chocado, mas entendeu o recado quando o pedi para comparar ao final do serviço.

Clientes como este são a praga mais comum no mercado de comunicação. Na vida real, posam de todo poderoso e pagam os olhos da cara por qualquer produto no supermercado. Fica a pergunta, porquê eles não barganham lá também? Porque não pedem para levar o produto e testar e, se gostar, voltar para pagar depois? É dureza ser freelancer ou agência neste mercado onde micreiros e sobrinhos são “contratados” para fazer uma “logomarca” e onde se vende identidades corporativas pelo Mercado Livre e por toscos blogs e sites da web.

Por isso acho que este vídeo que o @leobaiano enviou para a lista BlogsBA hoje vem bem a calhar. Ele mostra como seria se estes “clientes” agissem no dia a dia do mesmo modo que agem com muitos de nós, profissionais de comunicação.

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3 pensamentos em “Cliente vs Fornecedor no mundo real

  1. Adorei o vídeo! Os atores são muito bons, conseguiram fazer aquela expressão de “sem noção” de alguns clientes. Eu sou tradutora e também já encontrei caríssimos clientes que me disseram, em outras palavras, para trabalhar de graça para eles. Uma vez uma teve o despautério de me dizer “tá, Stella, mas olha só quantas palavras vc vai traduzir apenas uma vez e depois elas se repetem!” Fiquei bege. E não fiz o trabalho, obviamente.

  2. Excelente vídeo, Leo.
    Tem muita gente que pensa que basta ser comunicativo (sob o ponto de vista deles, alguém falastrão e com muitos conhecidos) para saber o que é comunicação. Não desconfiam que há muito por detrás de uma propaganda ou texto jornalístico.
    Clientes como estes, nunca têm razão!

  3. Durante todo o meu trabalho com comunicação enfrento diversas situações de pechincha e questionamentos quanto as iniciativas.
    Ainda ficamos bastante surpresos como “quase todas as pessoas” sentem-se grandes publicitários, relações públicas, designers, mercadólogos, etc. Quando na verdade o que vemos são festivais de trabalhos amadores ou péssimos, sem o mínimo de noção estética ou habilidade para lidar com as diversas ferramentas.
    Iniciamos nossas atividades (somos dois sócios + uma pequena equipe) trabalhando para a classe A, mas descobrimos que – e isso é muito interessante – como se diz em qualquer conversa sobre o assunto: “os pobres pagam muito melhor”. A vontade de desenvolver trabalhos de comunicação quando identificado por micros e pequenos empresários gera na classe uma ansiedade em fazer um bom trabalho e conseguir o resultado tão almejado.
    Parabéns pelo seu texto, o vídeo eu já conhecia, mas você explica exatamente como nos sentimos a cada negociação!