Censura em Salvador #2

O título pode parecer absurdo, e é. E o número 2 aí em cima é deixar claro que esta é a segunda vez que isto acontece aqui na capital baiana, em pouco mais de um ano, e com um mesmo Grupo de comunicação, o Grupo Metrópole, de Mário Kertész. A primeira vez, que eu relatei aqui, aconteceu em junho de 2007 e foi decorrente de uma ação judicial movida pelo atual prefeito e candidato à reeleição João Henrique. Na ocasião do lançamento da excelente Revista Metrópole, do Grupo homônimo, ele ficou chateado e fez biquinho quando se viu caricaturado na capa da primeira edição. Conseguiu censurar tudo, de outdoors aos radialistas da rádio Metrópole, que não podendo dizer seu nome, o chamavam de Aquele-que-não-deve-ser-nomeado, em alusão direta ao vilão da série Harry Potter, o temido Lord Voldmort.

Na época, demonstrando repúdio pela situação, o também atual candidato e ex-prefeito de Salvador, Antônio Imbassahy, ligou para Mário, declarou seu apoio à liberdade de imprensa e criticou a atitude de João Henrique. Contrariando a tudo o que disse, este mesmo Imbassahy moveu uma ação judicial com características semelhantes contra a rádio e a proibiu de citar seu nome, seja para o bem ou para o mal. Tudo porque se sentiu ofendido com uma matéria em que as esposas dos canditados deram entrevista e a sua esposa não, conforme orientação dele, segundo o Grupo.

O legal é que o pessoal da revista (capa da edição atual ao lado) encontrou uma forma inteligente de divulgar para todo mundo a gravação original em que o candidato disse que a censura imposta era um absurdo, não com estas palavras. Como não podem colocar no ar, via rádio, eles colocaram um CD encartado na revista e distribuiram para Deus e o mundo, assim fica provado que pra Imbassahy fala uma coisa e faz outra.

Outra coisa curiosa que tenho notado é que, vai saber o por quê (!), nas fotos em que os canditados aparecem no jornal semanal ou na revista, Imbassahy está sempre numa pose feia pra cacete. Seja num momento em que falava algo e ficou de língua de fora, ou no momento exato em que pisca o olho e faz beicinho.

É, a galera não pode dizer o nome dele na rádio, mas botar a foto feia estampada até que é uma vingança engraçada, não acham? Veja as fotos ao lado.

Baixe aqui a revista e/ou aqui o jornal da Metrópole.

5 pensamentos em “Censura em Salvador #2

  1. É, amigo! Faça o q eu digo… não faça o que eu faço. As pessoas ‘esquecem’ do que falam e fazem segundo sua comodidade… Ainda mais os políticos!

    bjo-bjo

  2. Léo… eu acredito em tudo: saci, mula-sem-cabeça, duendes, sereia e até em seres extra-terrestres… mas em político?!! Consigo não….
    =)
    Abração, véi!