O bom boom imobiliário de Salvador

Anote esta sigla: JHSF. Esta é a sigla que denomina uma das maiores incorporadoras imobiliárias do país e que estará aportando em Salvador com um big-hiper-mega lançamento. Não pense que este é um post sobre a empresa ou para promovê-la, não é. Mas não posso deixar de exclamar o meu espanto e admiração pelo ousado projeto do Horto Bela Vista, que trará para Salvador mais um grandioso Shopping center (será o maior? acho que sim!), além de nove torres residenciais, três comerciais e uma de uso misto que terá um hotel Fasano.

Eu reitero o que venho dizendo àqueles com quem converso sobre o boom imobiliário que vivemos em Salvador. Isso é maravilhoso para a cidade, para o emprego, para a propaganda, enfim, é mais uma rodana no grande círculo virtuoso pelo qual temos a honra de passar.

Este novo “bairro planejado”, chamaro Horto Bela Vista (foto acima), ficará às margens da Br 324 e contará com investimentos da ordem de 30 milhões de reais só para melhorar o tráfego. Imagina o montante que será empregado na construção em si. Será mais de R$ 1.000.000.000,00 de reais. Bom, eu não tenho (ainda!) bála na agulha pra comprar um residencial ou comercial num lugar destes, mas bem que eu gostaria de ir ao stand de vendas quando ele for lançado. Vai ser algo monstruoso.

É um grande momento para a capital baiana. Espero que o judiciário daqui destrave o crescimento da cidade, que tem sofrido com dezenas de liminares para embargo de obras. É o momento de aproveitar as oportunidades e não de podá-las.

Em tempo, a comunicação ficou a cargo de ninguém menos que Nizan Guanaes e a agência África. E o lançamento, realizado no último dia 29, contou com um show de Frank Sinatra Jr e Gal Costa, somente para convidados vips.

Clique aqui para ler mais sobre o empreendimento.

Existem publicitários e Publicitários

Participo de algumas listas de discussão sobre comunicação, marketing e propaganda. É o caso da Brainstorm #9, Casa do Galo e Publicidade_propaganda_orkut. Geralmente, rolam discussões interessantes e que trazem conteúdo novo para os integrantes debaterem. Mas, como nem sempre tudo são flores, algumas vezes chegam emails de arrepiar até último pêlo do corpo.

Outro dia chegou um na lista Brainstorm #9 de um usuário que até mesmo foi banido da lista por seu e-mail. Era um daqueles: “Cansado do seu trabalho, entediado ou querendo ganhar dinheiro extra? Trabalhe em casa e fique rico!” Não que o texto fosse literalmente este, mas o conteúdo dizia isso mesmo. Ora, na lista temos centenas de publicitários, que geralmente não ficam entediados com seu trabalho, cansados até que sim, mas sempre depois de alguns jobs até as 2 ou 3 horas da manhã. Quanto ao ganhar pouco, bom, acho que até rico pensa que pode ganhar melhor. Para este caso, as perguntas que eu faço são: Este tipo de abordagem ainda dá algum resultado? Quantas pessoas que você conhece ficaram ricas depois de atender a este tipo de chamado? Quem faz este tipo de “anúncio” não deveria fazê-lo numa lista de publicidade, é no mínimo queimação geral. Afinal, cadê a criatividade?

Hoje eu recebi um novo e-mail, desta vez com um novo enfoque. O “colega” publicitário veio à lista Publicidade_propaganda_orkut pedir “alguma idéia interessante” para campanhas políticas. Mais uma prova de ingenuidade e, no mínimo, de falta de conhecimento conceitual do marketing. Como pode alguém, que se diz representante de uma “agência de propaganda” achar que alguma idéia generalista, pode servir para o candidado A ou B. Existem tantos fatores únicos a ser observados em cada caso, fatores demográficos, financeiros, colégios eleitorais, região de ação, desenvolvimento do candidato, sua instrução, desenvolvimento regional, entre outros, que é praticamente impossível dar alguma idéia que sirva para todo e qualquer caso. O máximo que se pode conseguir, neste caso, é um modelo mínimo de campanha que poderia vir a servir a um número maior de candidatos. E até mesmo propor este modelo seria complicado. No máximo daria pra dizer quais meios de comunicação devem ser indispesáveis para cada tipo de pleito. O e-mail desde senhor eu transcrevo abaixo, com o cuidado de ocultar com X dados que pudessem vir a identificá-lo.

Olá Pessoal, me chamo Carlos XXXXXXXX e Moro em XXXXXX – XX, lhes pergunto:
QUEM TEM ALGUMA IDEIA INTERESSANTE PARA UMA CAMPANHA POLITICA PARA VEREADOR E PREFEITO?…
POSSO SER CONTATADO AQUI E TAMBÉN NOS FONES:
XX-XXXX-XXXX / XX-XXXX-XXXX / XX-XXXX-XXXX

Nestes casos até mesmo a língua portuguesa sofre. É uma lástima. Infelizmente isso é reflexo do grande amadorismo que, ainda hoje, perdura em nosso mercado publicitário.

“O café da manhã dos campeões.”

A frase que dá título ao post é uma definição de Richard Bandler, americano que é co-criador da Programação Neurolingüística (PNL), para aquilo que conhecemos como feedback. E é sobre alguns dos feedbacks que já recebi e dei tratarei neste e em alguns outros posts.

Confesso que já fui muito cabeça dura e acho que até mesmo um tanto quanto prepotente, mas graças aos percalços da vida, tive muitas pessoas em meu caminho que me ajudaram a “podar as arestas”. E olha que algumas vezes estas necessárias e importantes podas eram dolorosas. Infelizmente não consigo lembrar de todos os feedbacks que estas pessoas – amigos, familiares, colegas de trabalho, chefes, etc. – me deram durante a minha trajetória até hoje, mas é claro que existem alguns especiais e importantes. Vamos à primeira das experiências.

Acho que antes da faculdade, nunca havia sequer ouvido falar em feedback, mesmo tendo tido vários deles por toda a vida, como qualquer um de nós. E foi justamente na faculdade que eu recebi um dos mais importantes feedbacks até hoje. Não lembro com certeza qual era a matéria e eu estava fazendo uma apresentação em sala de aula. Um trabalho como qualquer outro e, já que falar em público nunca foi um grande problema para mim, eu estava muito à vontade, principalmente porque achava que dominava todo o conteúdo.

Em certo momento da apresentação, cometi um equívoco, defini algo incorretamente e não fui corrigido pelo professor. Uma amiga e colega de turma, Camila, resolveu me questionar e eu insisti e persisti no meu erro, sempre assistido como se estivesse correto pelo então professor. O fato é que a discussão entre Camila e eu foi a determinado ponto em que ela não se conteve mais e me disse aquilo que eu mais precisava ouvir naquela hora. Lembro como se fosse hoje, ela disse algo assim: “Léo, seu problema é que você não consegue admitir que está errado!”. Aquilo foi um baque tremendo para mim, em plena sala de aula, numa apresentação de trabalho e, só depois do episódio, é que me dei conta da importância do que ela havia me dito. Na hora eu lembro de ter encerrado o assunto, pedido desculpas e continuado a apresentação.

Aquele fato acabou se tornando um dos mais marcantes de todos os meus quatro anos de faculdade, pois me ensinou que devemos ter humildade para assumir nossos erros, pedir ajuda e buscar as respostas corretas para nossas perguntas, não importa a fonte, desde que seja a mais fiel possível. Naquele dia a fonte foi Camila, era ela quem sabia a resposta e eu não fui humilde em assumir isso e pedir a sua contribuição na minha apresentação. Com certeza se o tivesse feito, a aula teria sido muito mais enriquecedora para todos.

Só espero que o professor também tenha aprendido algo naquele dia, pois por sua posição ele deveria ter sido proativo e, quem sabe, ter aproveitado o momento para dar uma outra grande aula para todos nós.

Para saber mais sobre feedback leia os artigos O poder do feedback e Aprendizado contínuo em Marketing.

2007 das lições, 2008 dos ineditismos, coragem e novas batalhas.

Depois de umas boas (e prolongadas) férias aqui do blog, estou de volta. E como todo blog que se preze, vou começar o ano falando um pouco do que foi o ano de 2007 para mim e do que 2008 nos (ou me) reserva.

O ano que se passou foi, pelo menos para mim, mais um daqueles que teimaram em se tornar inesquecíveis. E olha que não foi um mal ano. Concluí MBA, comecei no inglês, consegui uma boa promoção na empresa (da qual fui impedido de assumir por que na época o atual gerente não queria me perder do departamento), pedi demissão e me organizei para começar 2008 de trabalho e perspectivas novos.

Mas então, se teve tanta coisa assim, como dizer que o ano passado teimou a ser inesquecível? É que o fato de haver sido indicado em junho para um novo cargo e ter sido, literal e incrivelmente, barrado por haver sido bastante competente em minhas atividades (tanto que proporcionou uma pequena disputa interna), pesou muito para mim nos meses seguintes e me fez repensar muito do que eu pretendia para a minha carreira profissional. O mais interessante é que, depois de ter passado por tudo isso, vejo como aquela situação pode ter sido importante para o meu futuro. Foi um momento triste para mim, afinal eu havia trilhado o caminho que me levou a promoção por cerca de dois anos e eu queria muito aquele cargo, mas dizem que quando o homem fecha uma porta, Deus abra uma janela. E foi aí que eu percebi que aquile fato foi o grande impulsionador para que eu tomasse a decisão de sair da empresa, depois de seis anos e meio de trabalho e de muitas, muitas metas e objetivos alcançados com sobra.

No fim, foi muito bom e hoje eu reconheço que foi importante também para a minha carreira. Às vezes uma “rasteira” profissional pode ser a gota d’água de que precisamos para dar uma grande virada em nossa vida. Foi o que eu consegui. Claro que não consegui nada sozinho, afinal, como em quase tudo na vida precisei de algumas pessoas para ajudar. Consegui o novo trabalho através de uma amiga que conheci no MBA. E este contato me fez acreditar mais ainda que temos que ter garra e determinação em tudo o que fazemos, até mesmo no mais simples dos trabalhos em equipe de uma faculdade ou de um curso. Talvez algum colega seja um gerente, gestor ou supervisor e precise de alguém em sua equipe. O que você faz em aula pode refletir o profissional que você é.

Por tudo isso, 2007 me deixou muitas grandes lições. Duas delas eu estão implícitas em tudo o que relatei até agora, mas as resumirei a seguir em duas frases.

A primeira pode ser definida no verbo acreditar. É necessário que continuemos acreditando, mesmo que alguém, alguma coisa ou fato atrapalhe o seu caminho em algum momento. Acredite e siga em frente.

A segunda grande lição serve também para mim e acredito que ainda servirá por um tempo, diz respeito à determinação. Cada um de nós deve ser determinado naquilo que faz, trabalhar com afinco e com foco. Agindo assim em tudo o que faz, naturalmente você se destacará.

No fim, 2007 tornou-se sim um ano inesquecível.

Agora uma nova jornada profissional se inicia, com novos objetivos e metas, lutando novas e inéditas batalhas e encarando desafios completamente diferentes dos que já enfrentei até aqui. Por isso mesmo 2008 é o ano dos ineditismos, de coragem e novas batalhas. Acredito muito que este ano, o qual a soma dos números nos leva a 10, venha a ser um dos mais interessantes e produtivos profissionalmente para mim. Estou determinação em fazer sê-lo tudo o que desejo e trabalharei para isso. É uma história que será construída dia a dia, mês a mês.

A todos que vem aqui em busca de novidades nas áreas do marketing, propaganda e comunicação em geral, desejo um grande ano, de muita força, trabalho e determinação. É importante lembrar que não basta acreditar, temos que colocar a mão na massa e realizar.

Aguardo para breve uma nova visita sua, afinal, as férias daqui do blog chegaram ao fim.

Boa sorte e um belo 2008.

A palavra da moda é Gestão

Tenho percebido que esta palavra que dá título ao post têm sido cada vez mais falada na televisão. Principalmente pelos comentaristas da Globo, Alexandre Garcia e Miriam Leitão. Também em meu ambiente de trabalho ela têm sido muito proferida. Antes de entrar no assunto, vamos primeiro ver a definição de Gestão pelo Dicionário Aurélio:

GESTÃO [Do lat. gestione.]
S. f. (Substantivo feminino)
1. Ato de gerir; gerência, administração.

Como se vê, gestão nada mais é que um sinônimo para administração. O grande problema, e aqui irei entrar de fato no assunto, é a forma como esta palavra “gestão” têm sido empregada em determinados momentos e situações. Sejam estas jornalísticas ou profissionais. Este post também não tem objetivo de ser partidário. Deixo claro sê-lo totalmente apartidário.

Nas expressões televisivas dos comentaristas citados acima, a palavra ela têm sido sempre empregada para enfatizar a bagunça geral em que se encontram algumas das repartições públicas e também o mal uso das verbas públicas. Para estes o que falta é… gestão! Falta gestão no setor aéreo, gestão das verbas da saúde, gestão econômica e por aí vai. Não pretendo aqui defender os gestores públicos, afinal muitos deles são apadrinhados políticos e não conhecem absolutamente nada daquilo que lhes foi dado a comandar, mas acho que de tanto usar a palavra seu sentido pode acabar por se tornar chulo ou fora de contexto.

Estes competentes jornalista utilizam a palavra de forma, ao meu ver, correta, mas não de todo coerente. Falo isso por que sinto que a ênfase dadas por eles não é, como este post pretende ser, apolítica. Assim, a palavra já sai de suas bocas viciada e cheia de prerrogativos que acabam por torná-la algo maior e, por conseguinte, a sua falta torna-se algo ainda mais faltoso e negro. Concordo plenamente que há grandes falhas na gestão pública, em todos os setores e, enquanto houver políticos como os nossos, isso infelizmente sempre haverá. Só devemos ter cuidado com a ênfase que damos às palavras.

Quanto ao uso dela em meu trabalho, o grande problema que percebo é a imensa lacuna entre a palavra proferida como substantivo e a palavra como verbo, transformada em ação ou neste caso, a falta desta. Existe uma grande diferença entre gerir e dizer que o faz. E depois de tanto escutar esta palavra e não perceber o ato dela em si, esta começa a tornar-se vazia para mim.

Cheguei então ao ponto chave do post. De tanto escutar esta palavra e não perceber os atos que sua aplicação podem proporcionar, ela passou a ser algo vago e distante para mim. O objetivo deste post é mostrar o quanto o uso indiscriminado de uma palavra pode prejudicar o seu sentido final e seu reconhecimento como ato. Gestão é uma das palavras da moda, do momento. Tornou-se fashion dizer que: “é necessário gestão!”; “o que falta é gestão!”; etc.

Tomemos esta palavra como exemplo para não incorrermos no erro de vulgarizar outras que, por acaso da vida, da nossa política ou de seja lá o quê, venham a tornar-se a próxima palavra do momento a correr o risco da vulgarização.