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Category — Profissional

O bom boom imobiliário de Salvador

Anote esta sigla: JHSF. Esta é a sigla que denomina uma das maiores incorporadoras imobiliárias do país e que estará aportando em Salvador com um big-hiper-mega lançamento. Não pense que este é um post sobre a empresa ou para promovê-la, não é. Mas não posso deixar de exclamar o meu espanto e admiração pelo ousado projeto do Horto Bela Vista, que trará para Salvador mais um grandioso Shopping center (será o maior? acho que sim!), além de nove torres residenciais, três comerciais e uma de uso misto que terá um hotel Fasano.

Eu reitero o que venho dizendo àqueles com quem converso sobre o boom imobiliário que vivemos em Salvador. Isso é maravilhoso para a cidade, para o emprego, para a propaganda, enfim, é mais uma rodana no grande círculo virtuoso pelo qual temos a honra de passar.

Este novo “bairro planejado”, chamaro Horto Bela Vista (foto acima), ficará às margens da Br 324 e contará com investimentos da ordem de 30 milhões de reais só para melhorar o tráfego. Imagina o montante que será empregado na construção em si. Será mais de R$ 1.000.000.000,00 de reais. Bom, eu não tenho (ainda!) bála na agulha pra comprar um residencial ou comercial num lugar destes, mas bem que eu gostaria de ir ao stand de vendas quando ele for lançado. Vai ser algo monstruoso.

É um grande momento para a capital baiana. Espero que o judiciário daqui destrave o crescimento da cidade, que tem sofrido com dezenas de liminares para embargo de obras. É o momento de aproveitar as oportunidades e não de podá-las.

Em tempo, a comunicação ficou a cargo de ninguém menos que Nizan Guanaes e a agência África. E o lançamento, realizado no último dia 29, contou com um show de Frank Sinatra Jr e Gal Costa, somente para convidados vips.

Clique aqui para ler mais sobre o empreendimento.

Agosto 11, 2008   No Comments

Existem publicitários e Publicitários

Participo de algumas listas de discussão sobre comunicação, marketing e propaganda. É o caso da Brainstorm #9, Casa do Galo e Publicidade_propaganda_orkut. Geralmente, rolam discussões interessantes e que trazem conteúdo novo para os integrantes debaterem. Mas, como nem sempre tudo são flores, algumas vezes chegam emails de arrepiar até último pêlo do corpo.

Outro dia chegou um na lista Brainstorm #9 de um usuário que até mesmo foi banido da lista por seu e-mail. Era um daqueles: “Cansado do seu trabalho, entediado ou querendo ganhar dinheiro extra? Trabalhe em casa e fique rico!” Não que o texto fosse literalmente este, mas o conteúdo dizia isso mesmo. Ora, na lista temos centenas de publicitários, que geralmente não ficam entediados com seu trabalho, cansados até que sim, mas sempre depois de alguns jobs até as 2 ou 3 horas da manhã. Quanto ao ganhar pouco, bom, acho que até rico pensa que pode ganhar melhor. Para este caso, as perguntas que eu faço são: Este tipo de abordagem ainda dá algum resultado? Quantas pessoas que você conhece ficaram ricas depois de atender a este tipo de chamado? Quem faz este tipo de “anúncio” não deveria fazê-lo numa lista de publicidade, é no mínimo queimação geral. Afinal, cadê a criatividade?

Hoje eu recebi um novo e-mail, desta vez com um novo enfoque. O “colega” publicitário veio à lista Publicidade_propaganda_orkut pedir “alguma idéia interessante” para campanhas políticas. Mais uma prova de ingenuidade e, no mínimo, de falta de conhecimento conceitual do marketing. Como pode alguém, que se diz representante de uma “agência de propaganda” achar que alguma idéia generalista, pode servir para o candidado A ou B. Existem tantos fatores únicos a ser observados em cada caso, fatores demográficos, financeiros, colégios eleitorais, região de ação, desenvolvimento do candidato, sua instrução, desenvolvimento regional, entre outros, que é praticamente impossível dar alguma idéia que sirva para todo e qualquer caso. O máximo que se pode conseguir, neste caso, é um modelo mínimo de campanha que poderia vir a servir a um número maior de candidatos. E até mesmo propor este modelo seria complicado. No máximo daria pra dizer quais meios de comunicação devem ser indispesáveis para cada tipo de pleito. O e-mail desde senhor eu transcrevo abaixo, com o cuidado de ocultar com X dados que pudessem vir a identificá-lo.

Olá Pessoal, me chamo Carlos XXXXXXXX e Moro em XXXXXX - XX, lhes pergunto:
QUEM TEM ALGUMA IDEIA INTERESSANTE PARA UMA CAMPANHA POLITICA PARA VEREADOR E PREFEITO?…
POSSO SER CONTATADO AQUI E TAMBÉN NOS FONES:
XX-XXXX-XXXX / XX-XXXX-XXXX / XX-XXXX-XXXX

Nestes casos até mesmo a língua portuguesa sofre. É uma lástima. Infelizmente isso é reflexo do grande amadorismo que, ainda hoje, perdura em nosso mercado publicitário.

Agosto 5, 2008   1 Comment

Quem Mexeu no Meu Queijo?

Sei que muitos sites e blogs já falaram deste livro, e até eu mesmo já o devo ter citado em algum momento, mas resolvi escrever sobre ele para contar a minha relação com esta maravilhosa história.

Quando li o livro Quem Mexeu no Meu Queijo?, bestseller internacional de Spencer Johnson, alguns anos atrás, ele realmente mexeu muito comigo e com a forma como eu encarava a vida e a profissão. Lembro que eu estava no último ano da faculdade e queria muito mudar de emprego e começar um novo capítulo, mas é claro, não foi tão rápido quanto eu imaginei que seria. Ano passado, no final do primeiro semestre, eu reli o livro. Não por completo, mas fiz uma releitura dinâmica do todo e absorvi melhor os conceitos abordados de forma bastante subjetiva e metafórica no livro. Foi duro lembrar que eu, quase três atrás, o havia lido e ainda estava no mesmo trabalho. Com mais responsabilidades e apresentando bons resultados, mas ainda estava na mesma. E eu tinha certeza de que não era isso o que eu queria. Eu queria mudar, queria começar de novo. Reler o livro coincidiu com o movimento que eu já vinha fazendo dentro da própria empresa na busca de uma recolocação, desta vez em minha área de formação e estudo, o marketing. Tudo estava indo muito bem, meu nome aprovado pelos superiores para a vaga, o sentimento de mudança de área (ainda que na mesma empresa) surgindo em mim e eu estava me sentindo feliz com aquilo tudo. Mas, de repente, aconteceu algo que eu não esperava. Meu gerente não me liberou, pois eu não poderia “deixar” o projeto que coordenava nas mãos de algum colega despreparado. E mesmo com duas pessoas capacitadas e indicadas para a vaga, não pude ir.

Foi então que o livro se tornou uma referência muito importante para mim. Foi deste acontecimento em diante que eu rompi com o medo, entrei no labirinto e parti em busca de novos queijos, mesmo em terrenos numa antes explorados. Passados alguns meses, consegui encontrar um novo, rico e proveitoso campo de queijo. E então, contra muitos de minha família que achavam que eu não deveria me arriscar, pedi demissão depois de seis anos de empresa e me tornei Consultor de Marketing do instituto no qual estou até o momento.

O legal de toda esta experiência e da leitura e releitura do livro é que hoje, mesmo num bom campo de queijo, eu aprendi a continuar frequentando o labirinto e buscando novos e inexplorados campos. Um professor do MBA disse certa vez em sala de aula que: “O momento ideal de procurar uma nova oportunidade é quando estamos empregados bem e numa boa posição.” Com isso ele quis dizer que devemos valorizar os bons momentos profissionais e saber usá-los de forma inteligente para alcançar novos postos e valorizar a nós mesmos como profissionais.

Espero que você, caro leitor, tenha a oportunidade de ler com cuidado e atenção o livro Quem Mexeu no Meu Queijo?. Para facilitar ainda mais a sua vida e, quem sabe, te ajudar com um pequeno empurrão para dentro do labirinto, segue abaixo a animação que traduz em video o livro citado. Assista. Preferenciamente mais de uma vez. E de mês em mês para fixar os conceitos. ;)

Parte 1/2

Parte 2/2

Julho 7, 2008   1 Comment

Também na Casa do Galo

A partir de hoje, e quinzenalmente às quartas-feiras, meus artigos podem ser lidos também na Casa do Galo, um dos grandes blogs/sites sobre propaganda e marketing da web nacional.

Clique na imagem abaixo para ir à Casa do Galo e ler o meu artigo de estréia.

Junho 25, 2008   1 Comment

“O café da manhã dos campeões.”

A frase que dá título ao post é uma definição de Richard Bandler, americano que é co-criador da Programação Neurolingüística (PNL), para aquilo que conhecemos como feedback. E é sobre alguns dos feedbacks que já recebi e dei tratarei neste e em alguns outros posts.

Confesso que já fui muito cabeça dura e acho que até mesmo um tanto quanto prepotente, mas graças aos percalços da vida, tive muitas pessoas em meu caminho que me ajudaram a “podar as arestas”. E olha que algumas vezes estas necessárias e importantes podas eram dolorosas. Infelizmente não consigo lembrar de todos os feedbacks que estas pessoas - amigos, familiares, colegas de trabalho, chefes, etc. - me deram durante a minha trajetória até hoje, mas é claro que existem alguns especiais e importantes. Vamos à primeira das experiências.

Acho que antes da faculdade, nunca havia sequer ouvido falar em feedback, mesmo tendo tido vários deles por toda a vida, como qualquer um de nós. E foi justamente na faculdade que eu recebi um dos mais importantes feedbacks até hoje. Não lembro com certeza qual era a matéria e eu estava fazendo uma apresentação em sala de aula. Um trabalho como qualquer outro e, já que falar em público nunca foi um grande problema para mim, eu estava muito à vontade, principalmente porque achava que dominava todo o conteúdo.

Em certo momento da apresentação, cometi um equívoco, defini algo incorretamente e não fui corrigido pelo professor. Uma amiga e colega de turma, Camila, resolveu me questionar e eu insisti e persisti no meu erro, sempre assistido como se estivesse correto pelo então professor. O fato é que a discussão entre Camila e eu foi a determinado ponto em que ela não se conteve mais e me disse aquilo que eu mais precisava ouvir naquela hora. Lembro como se fosse hoje, ela disse algo assim: “Léo, seu problema é que você não consegue admitir que está errado!”. Aquilo foi um baque tremendo para mim, em plena sala de aula, numa apresentação de trabalho e, só depois do episódio, é que me dei conta da importância do que ela havia me dito. Na hora eu lembro de ter encerrado o assunto, pedido desculpas e continuado a apresentação.

Aquele fato acabou se tornando um dos mais marcantes de todos os meus quatro anos de faculdade, pois me ensinou que devemos ter humildade para assumir nossos erros, pedir ajuda e buscar as respostas corretas para nossas perguntas, não importa a fonte, desde que seja a mais fiel possível. Naquele dia a fonte foi Camila, era ela quem sabia a resposta e eu não fui humilde em assumir isso e pedir a sua contribuição na minha apresentação. Com certeza se o tivesse feito, a aula teria sido muito mais enriquecedora para todos.

Só espero que o professor também tenha aprendido algo naquele dia, pois por sua posição ele deveria ter sido proativo e, quem sabe, ter aproveitado o momento para dar uma outra grande aula para todos nós.

Para saber mais sobre feedback leia os artigos O poder do feedback e Aprendizado contínuo em Marketing.

Maio 26, 2008   No Comments