A campanha política aqui em Salvador, mal recomeçou e o bicho já anda pegando por aí afora. Os dois candidatos que disputam o segundo turno, João Henrique do PMDB (15) e Walter Pinheiro do PT (13), ajudaram a poluir a nossa cidade com suas “belas” pinturas em muros e paredes de todos os bairros possíveis e imagináveis. Eles e todos os outros candidatos a vereador e a prefeito enfeiaram (cagaram mesmo!) toda a cidade. Mas isso pra mim é culpa do TSE, que proibiu o uso de outdoors e permitiu que fosse possível colocar banners, placas e pintar muros e paredes por aí.
Acho que seria muito mais inteligente, melhor para a economia e menos feio para a cidade, se fossem autorizados apenas a colocação de placas e cartazes de tamanhos determinados e o uso de outdoors. Este último, sinceramente, eu não entendo o porquê é proibido.
O fato é que com tamanha liberdade, desde que com uma autorização do proprietário (que pode ser comprada por R$ 10 ou outra merreca), os políticos podem pintar seus nomes e números “a torto e a direito”.
Mas eis que o marketing de guerrilha chega à guerra política pela prefeitura de Salvador. Meu primo e aspirante a Jornalista, Hilton Souza, fez as fotos que ilustram este post e que deixam bem claro como as coisas devem esquentar e muito na briga neste segundo turno das eleições municipais. Em um muro onde estava pintado “Pinheiro 13″, lê-se agora “Pinheiro 15″. Sabendo-se que 15 é o número de João Henrique, só dá pra crer que os seus partidários estão sendo, no mínimo, anti-éticos ou guerrilheiros de primeira. Veja a imagem.

Acontece que isso não iria ficar barato e, algum tempo depois, já se via uma placa de Pinheiro (ao lado de Wagner e Lula) logo acima do 15 de João. Fico com uma dúvida que compartilho com vocês. Será que os partidários de Pinheiro não pintaram o 13 de volta de propósito? Será que deixaram lá para que o povo visse que estão tentando enganá-los? Ou será que não tinham tinta mesmo? Fica a dúvida.

Particularmente acho um tiro no pé fazer algo assim. Claro que não é um tiro tão forte como o que a equipe de ACM Neto deu no pé dele ao taxá-lo de menino (leia aqui). Ainda assim acho que é um tiro no pé por que dá margem para que Pinheiro use isso durante a campanha e vire o jogo ao seu favor, fazendo desta “peça” uma símbolo nestes últimos dias e usando-a como apoio contra o adversário. Garanto que dá pra fazer um pequeno arraso com isso. Bom, é esperar para ver os próximos capítulos desta novela da vida real que é a campanha pela prefeitura de Salvador.
PS.: Este post tem como objetivo tratar dos aspectos referentes à propaganda política e não deve servir como influência eleitoreira.
A campanha política aqui em Salvador está pegando fogo, cada dia temos versões novas dos jingles, ataques na tv, debates em rádios e entrevistas nos veículos locais. Três dos cinco candidatos lançaram versões de jingles em que se repete efusivamente o seu número político. 
