Ó paí, ó

Ontem assisti ao filme, já comentado aqui, Ó paí, ó. É um bom filme, com ótimas atuações e uma produção que me pareceu relativamente barata. Peca em alguns momentos, como em uma das cenas na discussão no bar do Neusão, em que o microfone suspenso aparece no topo da tela, mas que compensa principalmente na atuação dos atores.

Um filme dedicado ao Bando de Teatro Olodum e que nasceu de uma peça homônima.

Não tem uma história única e isso deixa muito a desejar. Como conta muitas histórias ao mesmo tempo, no final do filme fica a sensação de que não houve uma hitória forte no enredo. Mas vale o ingresso. Três estrelas.

300 (de Esparta)

Ontem assisti à pré-estréia do filme 300, que conta a história da guerra acontecida por volta do ano 480 a.C. entre persas e espartanos. É, até hoje, a adaptação mais fiel que já tive oportunidade de assistir.

Até mesmo a película deve ter sido utilizada para dar o efeito um tanto “caramelizado” da maior parte das cenas. Um épico rico e intenso, onde todos os personagens, sejam protagonistas ou figurantes, tiveram participação importante e foram premiados com uma excelente produção.

Os efeitos especiais também são muito bem feitos e tem importância extrema no enredo. O rosto do auto-intitulado Deus-Rei Xertes (Rodrigo Santoro) é composto de uma forte maquiagem e uma quase imperceptível máscara plástica aonde pendem-se os piercings espalhados pelo rosto do rei. O longa também me lembrou um pouco Kill Bill, não pela história, mas sim por todo o sangue que jorra incessantemente de pescoços, pernas e braços decepados e barrigas arregaçadas.

É uma história sobretudo de sangue, mas que ainda guarda algumas lições para aqueles que as desejam ler. Lições de bravura, honra, amor à pátria, ensinamentos poderosos sobre vida e morte, especialmente sobre sobrevivência.

Vale o ingresso, a pipoca e o refrigerante. Quatro estrelas. O filme estréia hoje nos cinemas de todo o país. Também vale lembrar que o filme é a adaptação de uma história de Frank Miller, o mesmo do também ótimo filme Sin City.

Aqueles que querem conhecer a história antes de ver o filme, podem baixar aqui os cinco episódios em quadrinhos que compõem todo o enredo.

Saiba mais sobre o 300 no Omelete.

Ó Paí, Ó

Já estão no YouTube algumas cenas do filme Ó Paí, Ó, que sera estrelado por Wagner Moura e Lázaro Ramos. O impressionante é que as cenas foram tiradas direto do copião e o filme só será lançado dia 30. Veja abaixo uma das cenas e logo depois o link para as outras três.

Sinopse: No primeiro dia do Carnaval da Bahia, os habitantes de um animado cortiço localizado no Bairro da Barroquinha, logo abaixo do Pelourinho, se debatem com a notícia de que a impiedosa dona do pobre prédio fechara o registro de água para acabar com a festa de todos. Ó paí, ó!, como o título indica em “dialeto baiano” (“olhe para isso, olhe”), volta as lentes para o espaço privado de um cortiço de onde vão surgir personagens-ícones da indústria cultural na Bahia. O filme faz uma rasura na superfície de uma reordenação urbanística do Pelourinho que violentou territorialidades negras em tentativas vãs de embranquecimento cultural e de desafricanização dos espaços públicos de Salvador.

TravestiCasalSamba-reggae

Não deixem de visitar o site do filme. Está muito bem feito, uma maravilha mesmo. Veja abaixo o screen da tela incial do site.

Acho que estas cenas devem ter sido liberadas pra ajudar na divulgação do filme. E como é de se esperar, já está dando certo. O exemplo sou eu mesmo, colocando-as aqui no blog. ;)

Fontes: A Tarde e Cineinsite

Motoqueiro Fantasma, o filme

Na última terça-feira assisti à pré-estréia do filme Motoqueiro Fantasma, que tem ninguém mesmo do que Nicolas Cage como protagonista. A história do Motoqueiro Fantasma eu já contei aqui no blog, neste post vou falar apenas do filme.

Se me pedissem para definir este filme em uma só palavra, esta palavra seria “fácil”. Toda a história em volta do Motoqueiro Fantasma é, apesar de sombria e assustadora, muito fácil. Vou explicar. Jhonny Blaze vende a alma ao Mefisto (Diabo, Coisa-Ruim, Tinhoso, etc.) muito facilmente, acho que a cena toda não tem nem 5 minutos.

O Coisa-Ruim ajuda indiretamente a Jhonny tornar-se o bam-bam-bam dos shows de moto e, num determinado momento, quando acuado por seu filho, resolve convocar o Motoqueiro Fantasma. Aí vem mais um momento muito fácil, Jhonny aceita sem muita relutância, como se tivesse ganho uma jaqueta nova, a carapuça do Motoqueiro. Simplesmente aceita e entende depois de algum tempo o fato de ser meio homem e meio demônio.

O filho do Diabo quer encontrar um contrato que lhe permitirá ter a força de mil almas e, para isso, chama alguns comparsas que vagam pelos elementos, terra, água e ar. Jhonny é acuado por eles e mata rapidinho um. Vai atrás de outro e mata, do terceiro e mata. Assim mesmo, na maior moleza do mundo. Até mesmo quando luta contra o filho do Tinhoso, ele ganha na moleza. Alguns vão dizer que esta luta não foi fácil, mas foi sim. Coisa de uns 10 minutos (sendo que 7 foram de efeitos especiais) e a luta estava findada.

E a namorada de Jhonny é outra que aceita no maior mole um cara que é amaldiçoado e que nunca vai poder passar uma noite com ela, a não ser que ela queira um ser realmente quente com ela. Vá lá entender as mulheres. Só acho que ela deveria ter resistido mais, ter tido mais medo, ter ficado louca ao ver seu namorado se transformar no Motoqueiro. Muito fácil.

Um filme que pra mim vale 3 estrelas, não mais que isso. E estas estrelas são 1 para os efeitos especiais, 1 para Nicolas Cage no papel do Motoqueiro Fantasma e 1 para Eva Mendes no papel da sua namorada.

Saiba mais sobre o personagem Motoqueiro Fantasma.

Uma Verdade Inconveniente

verd-inc02.jpgAssisti ao tão falado e festejado documentário do auto intitulado “ex-futuro presidente dos EUA”, o democrata Al Gore. Uma Verdade Inconveniente é um filme realmente muito bom, com excelente embasamento científico e que abusa das comparações dos dados para fundamentar a sua tese. Também é um filme onde que Al Gore dá uma alfinetada (facada, melhor dizendo) na política estadunidense e mostra claramente que teve o seu mandato garfado pelos republicanos.

Através do documentário, conhecemos um pouco mais sobre a vida e trajetória (sob seu ponto de vista) de Al Gore. Um político, como se apresenta, desde sempre preocupado com as políticas ambientais e com os resultados a longo prazo da falta destas.

Os dois Oscar’s ganhos foram merecidos, não que eu tenha visto os outros documentários que concorreram, mas só pelo fato de desnudar de forma tão clara e explícita o nosso ambiente, nossa casa, já vale cada grama daquelas estatuetas de ouro (são de ouro?). Todo o filme nos faz pensar em como cada um de nós conrtibui para esse desastre que aí está. E durante os créditos finais, surgem frases que incitam-nos a mudar. Veja uma delas:

“Se você acredita em rezar, reze para que cada um de nós tenha a força necessária para mudar.” Al Gore

Veja mais:
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