Heroes – Uma cena marcante

É mais ou menos como aquele ditado que diz que “podemos destruir em um segundo o que levamos uma vida para construir”, só que ao contrário. Neste último episódio de Heroes, o 20º da 3ª temporada ou o capitulo 7 do volume Fugitivos, como eles o chamaram, há uma cena primordial.

[spoilers daqui em diante]

Já faz algum tempo, aliás um bom tempo, que Heroes deixou de agradar a todos os seus fãns. Eu mesmo me decepcionei em vários capítulos do volume 3 (a primeira parte desta temporada) e, principalmente, do volume 2, que foi de fato a 2ª temporada. Mas eles estão, aos poucos, se acertando. Os últimos episódios mostram isso. Os personagens estão sendo melhor construídos e seus dramas se fundamentam cada vez mais. As coisas estão entrando nos eixos.

O episódio desta última segunda-feira, chamado Cold Snap (algo como Frente Fria ou Onda de Frio), é focado na personagem Tracy Strauss, que tem a habilidade de produzir o frio. A cena de trato aqui é aquela onde ela se sacrifica (será?) ao se congelar totalmente para congelar todos ao redor e, assim, permitir que Rebel escape. E ela faz isso porque Rebel é ninguém menos que Micah, o seu sobrinho que controla tudo o que é eltrônico. Veja três imagens da fantástica cena (recomendo que assista ao episódio).

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Tracy mostrando-se uma mulher fria, muiiito fria.

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Segundos depois o estacionamento estava congelado.

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Vejam só os esguichos de água contra incêncio. Show!

Nestas imagens não dá pra ver, mas pouco antes desta última cena aí, Tracy, que virou uma estátua de gelo, foi quebrada por um tiro dado pelo Hunter. O interessante é que logo depois, ao chão de onde se vê o Bennet, vemos parte da cabeça da Tracy quebrada e um dos seus olhos pisca uma lágrima. Será que depois que tudo derreter ela vai poder se reconstituir? Fica a dúvida.

O grande lance é que este episódio mostrou que os caras estão mesmo tentando acertar o ritmo da série, o que para nós, fãns, é um grande conforto. Lembrando que outras coisas acontecem neste episódio, mas eu só quis mesmo relatar a beleza desta cena. Agora é esperar pelo próximo episódio.

Pica-Pau não gosta de propaganda

E acho que do jeito que aparece neste filme muita gente também não iria gostar. O desenho apresenta uma espécie de crítica aos excessos de inserções comerciais dentro de programas televisivos. Neste caso o formato parece muito com o de um programa de auditório.

Assim como acontece em todas (?) as emissoras do mundo, alguns programas sempre trazem anúncios inseridos em seu roteiro. Aqui no Brasil isso acontece muito nos programas de auditório, como Domingão do Fasutão e o Caldeirão do Huck, e também em forma de merchandising, onde os envolvidos no programa interagem com o produto para demonstrar suas características. Há controvérsias quanto ao uso do termo para a TV, uma vez que, essencialmente, merchandising define a interação do consumidor com o produto no ponto de venda. Dizem que a controvérsia acabará quanto, com a TV Digital, pudermos comprar aquilo que estamos vendo o personagem utilizar durante o programa. Ainda assim continuará a inexistir a real interação entre o consumidor final e o produto, mas a confusão do termo fica para um próximo post. Voltemos ao desenho.

Vemos no filme o Pica-Pau ficar furioso ao parar para assistir ao seu programa predileto, mas anter disso ser obrigado a ver vários anúncios dos patrocinadores. Não discuto a importância dos patrocinadores, sou publicitário e reconheço isso, mas o exagero às vezes pode mesmo atrapalhar. Assistam e depois continuem a leitura.

Eu acho o máximo quando um produto é anunciado num programa (merchandising) e a coisa toda flui tão suavemente que o telespectador, muitas vezes, nem mesmo percebe isso.

Li no Blogcitário um post sobre uma gafe cometida pelos participantes do Big Brother Brasil durante uma prova de liderança. A prova era patrocinada pela Vivo e pela Sony Ericsson, mas todos eles elogiaram o iPhone, concorrente direto de um dos patrocinadores. O Caio, em seu post, chega a levantar a questão do risco de investir em um programa onde literalmente, os participantes não seguem um roteiro. O que pode levar a gafes como esta. Assista.

Fui dar uma pesquisada e encontrei um outro post, desta vez no blog do Ciaco, em que ele, fazendo um link com o post do Caio, ressalta a importância para a Fiat, do patrocínio ao Big Brother Brasil. O Ciaco diz, em seu post, que a Fiat está satisfeitíssima com os resultados obtidos e eu, particularmente, não duvido nada disso e ainda tenho a audácia de afirmar, sem ter resultados em mãos, que todos os demais patrocinadores também estão muito felizes com os resultados.

O fato inegável é que é difícil controlar o que os jogadores do BBB irão dizer, mas não é impossível. A direção pode muito bem chamá-los ao confessionário e orientá-los a ter cuidados durante as provas e/ou momentos em que um quadro patrocinado esteja acontecendo. E mais, com toda a audiência de um BBB, praticamente qualquer empresário gostaria de ter sua marca exposta ali, mesmo que às vezes seja comparado com o concorrente. Por isso mesmo sinto muito pelo Pica-Pau, mas o show da propaganda tem que continuar.

Infográficos do Discovery Channel

Descobri hoje através do twitter do @updaters_ um dos melhores infográficos que já vi. O que ele postou foi o Viagem ao Centro de Terra (logo abaixo) que mostra a total impossibilidade de se viajar ao centro de nosso planeta e, numa comparação inteligente, demonstra que se compararmos a Terra a uma laranja, não poderíamos nem ao menos ultrapassar a casca!

Depois que assisti a este infográfico, resolvi procurar outros e encontrei alguns bem legais. Vejam que bacana este chamado Wild Horses (Cavalos Selvagens)! Vi também o Tree+Tree que é sobre a quantidade de árvores que salvaríamos utilizando somente papel reciclado. Existem muitos outros que você pode ver clicando aqui.

Um dos que mais me chamou a atenção foi o Humans vs Sharks (Humanos contra Tubarões), que deixou bem claro que os mais perigosos nesta briga, de fato, somos nós. Veja abaixo:

Muito bons os infográficos animados do Discovery Channel. Fiquei completamente alucinado pelos videos que vi no site oficial do projeto. São dezenas, cada um melhor do que o outro! Veja aqui (em espanhol).

Heroes – Mini review da temporada Villains

A terceira temporada de Heroes foi literalmente – permitam-me a palavra em letras maiúsculas – FODA! E assim foi porque começou muito bem, com episódios marcantes que eu tratei aqui, aqui, aqui, aqui e um pouco aqui (depois eu cansei). Teve também alguns episódios bem cansativos, alguns dos quais eu nem mesmo quis relatar tamanha a minha indignação (coisa de fã, fazer o quê?).

Os dois últimos episódios foram fodásticos! O que quer dizer que extrapolaram o limite do real e finalizaram o Volume 3 em altissímo estilo.

Acabei de assistir ao 13º episódio da 3ª temporada e, antes mesmo de escrever para vocês, liguei para minha amiga e também grande fã de Heroes, Marcelinha, para saber as opiniões dela sobre o o que rolou e o que rolará em Heroes.

Ela concorda comigo que somente nos últimos dois eps da temporada o nível voltou ao mesmo do começo. O que nos deixa claro que, ou a próxima temporada (ou volume, como querem eles) será boa demais a ponto de nos deixar presos a internet (é, nós baixamos os episódios) ou iremos nos decepcionar de vez.

Sinceramente, eu torço e sonho para que o próximo volume continue a me encantar.

Marcelinha levantou uma questão interessante durante o telefonema que fiz. Ela me disse que acha que, se o próximo volume, chamado Fugitives tratar todas as pessoas com poderes como fugitivos, vai ficar muito parecido com X-Men. Eu agurmentei que, em X-Men, todos sabem que existem pessoas com mutações que tem poderes especiais e que os “mutantes” de Heroes podem ser caçados apenas pelo governo, sem que todos saibam da existencia deles. Foi uma dúvida que ficou no ar entre nós. Será que todos, enfim, saberão da existência dos super humanos? Ou será que isso será algo apenas para o governo? A resposta, só a partir de fevereiro poderemos saber. 

Confira logo abaixo os promos do próximo volume (temporada) que, como já disse, se chamará Fugitives (Fugitivos).

Heroes Volume 4 “Fugitives”

Heroes premiere 3×14 – A Clear and Present Danger

Lengendas e vídeos por Heroes Brasil.

Heroes – Dying of the Light [Review]

Leia por sua conta e risco. Vou contar tudo sobre este episódio fodástico. Sem mais delongas, vamos ao review.

[ATENÇÃO: SPOILERS] No último episódio Hiro matou Ando, neste nós vemos que ele apenas encenou a morte do amigo com uma ajudinha do seu poder.

Como tínhamos visto no episódio anterior, Claire resolve ir atrás da sua mãe biológica e recebe a ajuda de quem? De Sandra Bennet, que diz a ela que tem que ser “um deles e um de nós”, se referindo ao mantra da Companhia quanto aos parceiros. Elas vão até o cativeiro onde Meredith está presa como um fantoche e acabam presas também. Mas aí rola uma roleta-russa, Claire morre, volta a salva o dia.

Logo depois vemos Adam indo ao encontro do Sr. Petrelli, que logo depois suga todo o seu poder até ele tornar-se pó. Mal, muito mal o Petrelli pai. Adam partiu desta para uma melhor. Mas como é Heroes, quem se arrisca a afimar que ele se foi mesmo? Eu não.

A nova Companhia continua recrutando pessoas com habilidades, mas Matt, ao se encontrar com Daphne confunde toda a cabeça da menina por já saber o futuro que ela fica tendenciada a debandar.

Sylar está mesmo bem diferente, mas acho que isso aconteceu rápido demais. Tipo, em um episódio ele era mal, no seguinte bonzinho, no outro quase um santo. Legal mesmo é ver ele todo preocupado com a mamãe Petrelli, até pediu a Peter para tentar olhar dentro da cabeça dela (que está paralisada de alguma forma por causa do papai Petelli). Em outros dias Sylar teria tentado tomar o poder de Peter à força. Depois os dois saem juntos para ir até a nova Companhia em busca de respostas, mas Peter fica puto quando Sylar fala “mamãe” e eles quebram o pau. Cena de uns 2 minutos, mas que vale o episódio. Imagina, dois imortais cheios de poderes brigando loucamente. Peter ganha e põe Sylar em coma induzido. Ahá! Ele é enfermeiro oras! Lembra?

Enquanto isso, Nathan e Tracy vão até Mohinder em busca de respostas, mas ele domina os dois. O cara tá cada dia pior. Só que Daphne vai lá pra recrutar o Homem-Aranha, vê as vítimas e diz: “você é mal como os outros”. E zum!!! Se manda. Depois a Tracy arma uma pra o Aranha e quase congela ele inteiro, ela se solta, solta Nathan e o bicho vai pegar, mas só veremos no próximo episódio.

Hiro ao matar Ando, foi recrutado para esta nova Companhia e tem que buscar um homem que pinta o futuro. O cara bate nele duas vezes, o cara sempre sabe, né?! Mas aí ele pinta os malvadões e diz a Hiro: “Quer me levar, leva. Mas eles é que são os malvados.”

[SUPER ULTRA MEGA SPOILER] Na nova Companhia, Peter chega e entra invisível. Lá estão o Sr. Petrelli, Daphne, Knox, Maury Parkman e o cara que solta fogo azul pelas mãos. Peter entra e todos se exaltam, mas então o Sr. Petrelli diz para terem calma que é o filho dele. Peter faz cara de hã? Mas você não morreu. O pai pede um abraço e Peter começa a gritar e vemos sua alma saindo e voltando, uma loucura, uma cena foda, para no fim, mostrar a Peter que havia sugado todos os seus poderes. [FIM]

Não sei para onde Heroes está indo, mas pelo menos o caminho vem sendo agradabilíssimo. Depois de uma segunda temporada fraca, eles voltaram com tudo neste terceiro volume e estão nos deixando com muitas perguntas. Quem é de fato o Sr. Petrelli? Porque tomar os poderes de Peter? Medo do filho? O que ele fez a Ângela? Foi ele ou o Maury Parkman que a deixou assim? Qual o objetivo da Pinehearst Company? Vender habilidades mundo afora? E qual o grande objetivo por trás disso? Como Peter poderá recuperar os seus poderes? Será que o sangue de Claire pode lhe devolver os poderes, como devolveu a Sylar no final do volume 2?

Muitas perguntas mesmo. E é bom tê-las. Isso mostra que Heroes está indo por um caminho interessante e que prende o fã numa louca espera até o próximo episódio. É esperar para ver.

[DICA] A Companhia original tinha como fachada a Primatech Paper. Já a nova Companhia opera tendo a Pinehearst Company como fachada. Visite os seus sites.