"Marketing e inovação trazem resultados, o resto são custos." Peter Drucker

Archive for 'Na telinha'

Heroes Villains - Episódios 1, 2, 3 e 4

Este vai ser um post longo, muito longo. Se você ainda não assistiu a nenhum dos quatro primeiros episódios do terceiro volume de Heroes, e não quer ser surpreendido por relevações sobre o que aconteceu até aqui, pare a leitura deste post agora mesmo, pois eu vou contar tudo.

[contém spoilers] Três semanas atrás estreou nos Estados Unidos o volume três do seriado mais hype depois de Lost, Heroes. O primeiro episódio “A Second Coming” veio com um brinde, o segundo episódio “The Butterfly Effect”.

Episódio 1 - A Second Coming

A confusão começa logo no primeiro episódio com Claire e Peter no futuro e ela tentando matá-lo. Ninguém sabe o que Peter fez de tão grave, ou que ameaça ele representa, e isso vai continuar sabe lá até quando. No final do segundo volume, Nathan está para declarar ao mundo os seus poderes e alguém atira nele antes disso, foi o Peter, do futuro, para evitar a desgraça mundial que a revelação traria. Neste episódio aparece Nathan depois de uma recuperação milagrosa, que ele credita a Deus e fica todo religioso.

Claire, no presente, está assistindo o socorro ao pai biológico pela TV sem poder fazer nada por que Peter, o do presente (é confuso, eu sei!), mandou que ela não saísse de casa. De repente, quem aparece para visitá-la? Sylar! E aí rola a maior confusão na casa dos Bennet e no fim ele rouba a habilidade de Claire, coloca o coco da cabeça dela de volta e ela se recupera. Mais uma boa descoberta. Sylar não come cérebros. Claire perguntou se ele não iria comer o dela e ele disse que era nojento. Ele apenas estuda o órgão e aprende a habilidade. Depois disso ela fica toda confusa, perguntando se ele não vai matá-la e ele diz algo como: “coitadinha, nem se conhece. não sabe que é imortal?” E depois completa, com cara de satisfação: “hum… e suponho que eu agora também seja”. Foda demais essa parte.

Já Hiro e Ando estão naquela mesmice de sempre, aventuras interessantes transformadas em comédia. Agora Hiro é presidente da companhia que herdou do pai e ganha a missão de proteger uma parte de uma fórmula (a fórmula química para dar poderes a qualquer um). Ele deveria mantê-la no cofre, mas dá uma de idiota, tira de lá e é roubado pela versão feminina do Flash, Daphne. Aí Hiro vai ao futuro ver o que acontece depois do roubo da fórmula e vê Ando soltando um raio pelas mãos contra o Hiro do futuro, matando-o. Depois rola uma explosão nuclear, mas Hiro volta ao passado antes de morrer. Ele fica puto com o Ando do futuro e passa a desconfiar do amigo. Mas o amigo mesmo assim vai acompanhá-lo na busca pela fórmula.

Mohinder está lá, tentando fazer algo pra ganhar habilidades e dizendo a Maya o contrário, que quer ajudá-la para retirar a sua. O cara faz uma fórmula doida e consegue ficar fodão, igual ao Homem-Aranha, forte e subindo pelas paredes.

Alguns personagens não apareceram ainda, como Mônica, aquela que aprende tudo o que vê. Matt, metido a besta, descobriu que foi Peter que atirou em Nathan, mas isso sem saber que era Peter do futuro (”Peter F” daqui em diante), e olha que na hora dos disparos o Peter do passado (”Peter P” daqui em diante) estava ao lado dele, enfim, como ele descobriu eu não sei. Aí o Peter F manda ele pra o meio da África.

O Peter F, para corrigir os erros cometidos pelo fato de ter vindo para o presente, prendeu o Peter do presente no corpo de Jesse, um prisioneiro da companhia que tem a habilidade de tornar a sua voz supersônica, detonando tudo pela frente.

Episódio 2 - The Butterfly Effect (adorei este título)

Começa com Claire desorientada com as informações que Sylar lhe passou e por ele ter lhe roubado a habilidade. Ela tava mesmo era precisando de psiquiatra, de tão aloprada que tava, coitada. Descobrimos, enfim, a habilidade de Ângela Petrelli, ela tem sonhos premonitórios, ou seja, sonha o futuro possível ou não de acontecer. No sonho ela vê o Peter F e eles conversam sobre o Efeito Borboleta, em que, como no filme homônimo, mudar algo no passado pode mudar totalmente o futuro.

Lembra do Mohinder fodão, neste episódio ele dá um trato na Maya. Pega ela de jeito e creu. Algum tempo depois uma erupções surgem em sua pele e ele começa a sentir os efeitos colaterais da fórmula.

Matt, fodido debaixo do solzão da África, já tá tão doido que chega a conversar com uma tartaruga. Aí aparece um cara que pinta o futuro (como Isaac, lembram?) e que o ajudará a descobrir o seu caminho.

Depois, na Companhia, Elle (a elétrica) tá lá conversando com o pai, Bob, e tentando convencê-lo a deixá-la ir atrás de Sylar, que ela havia deixado escapar no fim do segundo volume. Só que Sylar, escroto, vai até lá mata Bob e vai atrás dos outros superperigosos do nível 5. Lá ele espera Elle, porque ele quer o poder dela. Mas Bennet havia sido liberado e mete bála nele, só que o cara agora é imortal, volta, desmaia Bennet e começa a cortar a cabeça de Elle. Aí ela fica nervosa e explode como uma bomba elétrica, o que nocauteia Sylar e abre todas as demais celas, deixando os outros vilões (daí o nome da série) escaparem. Bennet tranca Sylar numa cela e precisa correr atrás dos outros fugitivos. Lembrando que o Peter do presente está no corpo de um deles, do Jesse. E ele não pode contar para os outros. Ele liga pra Nathan e tava deixando um recado quando outro fugitivo desliga o telefone e o chama pra ir embora. Um dos caras tava queimando uma mulher viva no posto de gasolina.

Hiro e Ando estão na merda, procurando Daphne e seguindo ela com um GPS (essa parte é grande e chata, assista). Depois vemos a Tracy Strauss (irmã trigêmea de Nikki) detonar sem querer um repórter que a estava seguindo com um video de Nikki que o cara achava que era ela. Ela não sabia que tinha essa habilidade e quase enlouquece. Ela trabalha para o governador Malden, que convida Nathan pra uma vaga no Senado no lugar de sei lá quem.

Noah e a mãe de criação de Claire chamam a mãe biológica dela pra tomar conta da filha deles enquanto o pai vai à caça. Peter F entende que suas escolhas vão ter consequências graves e tentará consertar tudo. No fim, a maior surpresa até agora desde o começo de Heroes, Sylar é irmão de Peter e Nathan, tio de Claire e filho bastardo de Ângela. Isso mesmo, a maior doideira assaz. Ângela que contou a ele e, de quebra, ainda deu pra ele uma mulher que tinha a habilidade de descobrir tudo do passado de algo ou alguém só com o toque. Tenho certeza que isso foi proposital e com o objetivo de transformar Sylar. Veremos.

Episódio 3 - One of Us, One of Them

Repararam que o título se refere ao clássico Os Três Mosqueteiros? Neste episódio vemos Claire sendo treinada por Meredith, que dá uma canseira na imortal. Todo o que Claire quer é ir atrás de Sylar e detonar ele, como ninguém sabe. Aqui é que começa a transformação que fará a doce cheerleader do passado tornar-se uma vingadora de primeira.

E não é que Sylar ficou todo mole depois que a Ângela contou que é sua mãe e deu “de comer” pra ele. Ela, que assumiu a Cia com a morte de Bob e demitiu Elle, coloca Sylar como parceiro de trabalho de Bennet. Isso! O pai de Claire fica azoado, mas no fim aceita. Os outros fugitivos tomaram um banco de assalto só para chamar a atenção de Bennet. Knox (que tem a habilidade de se fortalecer com o medo dos outros), Jesse (Peter) e os outros estão à espreita. Lá eles tomam as rédeas da situação se passando por U.S. Marshals, Noah Bennet entra no banco e é feito refém. O bicho pega e Peter, no corpo de Jesse (e ainda não sabia qual era a habilidade que podia usar) grita pra Knox não machucar Bennet, aí ele descobre a super voz e o tempo para (sem acento por causa das novas regras do português). Foi o Peter F que chegou. Ele libera o Peter P do corpo de Jesse e os dois se teleportam para o futuro. Aff! Lá no banco o bicho vai pegar pra Noah, mas Sylar o salva e ainda rouba (não fica claro) o poder de Jesse, mas depois vemos Jesse sendo trancado no nível 5. Ou ele roubou e salvou o cara com um pouco do seu sangue (que agora também é regenerador) ou eu não entendi nada.

Ao que parece o Haitiano está com a outra parte da fórmula, mas Daphne vai roubá-la também, depois de sacanear Hiro e Ando, que haviam derrubado o Haitiano da escada. Depois o Haitiano prende os dois e os leva para a Cia.

Tracy Strauss está querendo respostas e, na busca, encontra o sobrinho Micah. O pivete sabe que ela não é Nikki e, depois de um papo, ele busca o histórico de nascimento delas para ver se ela acha algo no passado. Elas nasceram no mesmo lugar e vieram ao mundo através do trabalho do Dr. Zimmerman. Quando ela o encontra ele diz que ela é especial, que mudou o DNA das três irmãs e diz que a criou. Ela quase congela o homem tentando tirar umas respostas dele, mas provavelmente o Haitiano havia apagado as memórias dele.

No fim vemos que Matt continua na África. Com a ajuda do novo pintor do futuro (qual o nome dele?) ele decide descobrir sobre o seu futuro para tentar mudá-lo. Do Nathan só se sabe que ele já assumiu o cargo de senador e que há um Linderman na cabeça dele. Será que pirou? Que nada.

Episódio 4 - I am Become Death

Esse episódio deu um nó geral na minha cabeça. Tive que assistir duas vezes pra entender o vai e vem entre passado, presente e futuro.

Suresh está se transformando em alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Ele tá fortão e nervosinho e por isso quebra o pau do nariz de um cara que tá batendo na esposa e grita com Maya. Matt está sonhando e vendo o seu futuro, meio que parece que este episódio é pra ser visto como se ele estivesse vendo.

Já no futuro, depois de ter evaporado do banco, os Peters chegam juntos a um futuro onde qualquer um que pode pagar tem habilidades. É gente voando, correndo e o escambau pelas ruas. Ele conta que isso vai causar um colapso e que este povo não está pronto para ter habilidades. Aí o bicho pega mais uma vez. Claire aparece e mata o Peter F. O Peter P foge e dá uma porrada com uma tampa de lixo no Haitiano. O Peter F queria convencer o Peter P de que só com a habilidade de Sylar ele conseguiria evitar isso. Uh!

Nesta Cia do futuro, Knox, Claire e Daphne saem à caça do Peter P. Nathan escolhe a escivaninha dele (isso mesmo! :P) e diz ao Linderman da sua cabeça que ele não vai escutá-lo.

Aí o Peter P vai visitar o coisa Suresh e descobre lendo a sua mente onde Sylar está. Dá pra ver numa cena que a mão de Mohinder está cheia de escamas. Ele realmente se transformou em algo. Peter, já na Costa Verde, encontra Sylar e descobre que ele é seu irmão e que tem um sobrinho. (Sylar pai de família?) Sylar se nega a explicar a Peter P qual é a sua habilidade até que Peter P faz ele pintar o futuro e ele pinta um mundo destruído. Aí ele diz a Peter P pra consertar o relógio quebrado e diz que terá também a fome de novas habilidades.

Agora fica tudo maluco. Daphne tá casada com Matt, tem uma filha e os dois cuidam de Molly. A mãe Daphne consegue com Molly o paradeiro de Peter P e, junto com Claire e Knox, partem para lá. Rola uma briga entre Daphne e Peter P, outra entre Gabriel (Sylar não quer mais ser chamado como antigamente) e Knox e o filho de Gabriel morre. Então o cara se esquenta e… Buuuuum! Explode como uma bomba nuclear detonando toda a Costa Verde e matando 200.000 pessoas. Só Claire, ele e Peter P se salvam. Daphne sai correndo, mas é atingida e chega em casa morrendo.

O presidente (estamos 4 anos no futuro) Nathan e a primeira-dama Tracy falam na TV do incidente. Na confusão, Claire prendeu Peter P (como eu não sei depois daquela explosão) e agora o está torturando. Chega o presidente Nathan e põe todos pra fora. Mas aí Peter lê a mente dele pra ver as intenções e a fome da habilidade de Gabriel o ataca. Ele começa a cortar a cabeça do irmão, mas desiste assustado e volta ao seu tempo, o passado. Ele volta já na cela do Sylar e o suspende pelo pesçoco pra conta ao seu “mais novo” irmão que tem a habilidade dele e que a usou para descobrir como salvar o mundo. Sylar caçoa dizendo que então ele tem “a fome”, mas ele diz que vai usá-la diferente.

Depois vemos Matt acordar e o seu guia dizer que ele tem que achar o seu próprio caminho, seguindo um animal que será seu amuleto sei-lá-o-quê. Ele começa a seguir (pasme!) uma tartaruga. É um imbecil mesmo. É nesta hora que Dahpne chega e cai em seus braços. Hiro e Ando que antes tentaram fugir e não conseguiram, agora são interrogados por Ângela, que escalda geral o Hiro e diz que só ele tem “a chave” para resolver o problema da perda das duas partes da fórmula.

A chave é uma pessoa. E é ninguém menos que o outro imortal, Adam. Hiro, com a ajuda de Ando, o desenterra e aí vem uma cena massa. Ao abrir o caixão, Adam olha pra Hiro, pega em seu pescoço e diz: Hiro seu filho da… E termina o episódio com um “Continua” na tela.

Fim dos reviews.

Eu confesso que a espera estes meses todos está valendo a pena. O seriado voltou realmente arrasando e está me satisfazendo, mesmo que me deixe meio perdido às vezes. Os novos personagens e suas habilidades são legais, algumas respostas que queríamos há tempos foram dadas e Peter está se tornando o super fodão que deve ser. Claro que nem tudo é perfeito e algumas partes foram chatas, como estas do Matt e as últimas de Hiro, apesar de importantes para a trama.

Achei na internet algo legal e resolvi trazer pra cá para compartilhar. É uma paródia de Heroes, chamada Zeroes e que trás pessoas com habilidades fora do comum, mas nada mágicas como as do seriado original. Assista. É bem legal.

Zeroes

Posted on 9 Outubro '08 by Leonardo Araujo, under Cult, Na telinha, Seriados, Web. 3 Comments.

Campanha pela prefeitura de Salvador na reta final

A campanha política aqui em Salvador está pegando fogo, cada dia temos versões novas dos jingles, ataques na tv, debates em rádios e entrevistas nos veículos locais. Três dos cinco candidatos lançaram versões de jingles em que se repete efusivamente o seu número político.

É um tal de “é o 13-13-13-13-13-13-13″, ou “15-15-15-15-15-15-15″ e agora também o “vai de 25-25-25-25-25-25-25″. Enfim, uma verdadeira loucura para todos os tímpanos alheios. E o pior é que estes jingles, de tão competentes que são, automaticamente entram no topo da playlist do repeat mental. Hoje, nos cinco primeiros lugares do meu repeat mental estão os cinco jingles dos candidatos à prefeitura. E travam uma verdadeira batalha para ser próximo a cair no play.

De todos estes o mais famoso é o do candidato do PSOL, Hilton Coelho. É possível encontrar crianças cantarolando seu jingle em qualquer ponto da cidade. O de João Henrique, do PMDB, é um axé legal, que exalta as obras pela cidade. O de ACM Neto fala do novo e blá, blá, blá. O de Pinheiro fala de Lula, Wagner e de mudanças. E o de Imbassahy, fica num tal de “experiênciahy”, “saúdeahy”, etc. que é no mínimo uma afronta ao português escrito. Ouvindo até dá para achar legal, mas não colou como os dos demais. O mesmo de sempre, menos mal que não é para todos os mesmos de sempre. Pinheiro é candidato pela primeira vez e Neto também.

Deixo logo claro que não estou aqui para apoiar nenhum deles, afinal nem dá pra fazer isso sem correr o risco de ter o blog retirado do ar pelo TSE.

No jornal A Tarde de hoje está estampado que o candidato João Henrique agora lidera a corrida pelo pleito, com Neto e Pinheiro na cola. Até o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, disse que a eleição aqui é “a mais imprevisível do País”. Eu acho isso muito bom para a cidade e para nosso povo. Quem levar a prefeitura vai ter que dar conta do recado e mostrar trabalho, senão o povo vai chiar.

A mudança nos resultados das pesquisas tem influência direta das campanhas. A de Imbassahy não o fez decolar, e até é uma boa campanha. Mas o candidato cometeu tantas falhas durante o processo de desceu ladeira abaixo. Começou empatado tecnicamente com Neto e agora é 4º lugar, nem deve ir ao segundo turno. Errou ao censurar a Metrópole, errou ao se omitir em responder perguntas feitas a todos os candidatos enquanto os demais as respondia. João Henrique se esbalda em tempo de TV e mostra o catatau de obras em andamento na cidade, o que o levou à liderança. Pinheiro cresceu muito com uma campanha sólida, bem organizada e apoiada oficialmente por Lula e Wagner. Hilton está aí para fazer barulho. Ninguém merece ver a cara dele com a barba farta (”farta” aqui, ali e acolá) na tv balbuciando ideais socialistas e sorrindo um sorriso mal lavado no final. Tudo pelo partido, claro! Ele não leva a prefeitura nem a pau. Mas para mim o erro mais grotesco das campanhas políticas nestas eleições aconteceu na campanha de ACM Neto, e de tão grande merece um texto à parte, leia abaixo.

O erro dos homens do menino

O subtítulo acima pode parecer confuso, mas traduz bem o que quero falar nesta parte do post. A campanha de ACM Neto até que vinha caminhando bem, o mantinha em primeiro lugar em todas as pesquisas, até que alguém teve a idéia de taxá-lo de menino. Nada contra crianças, mas como no dito popular “eu não sou menino para comer uma pilha dessas”. O tiro saiu pela culatra e atingiu o candidato nas pesquisas. Neto caiu vários pontos percentuais e agora nem lidera mais. Os outros candidatos usaram o mote e disseram algo como “o povo é que não é menino para votar em menino, o povo quer um homem firme no poder” não com estas mesmas palavras, mas a idéia é esta. Eu não consigo entender como algum mercadólogo político possa ter achado que associar a imagem de Neto, que já é tido como inexperiente, à palavra menino poderia ser algo bom. Não entra em minha cabeça isso. Lembro que fiquei chocado quando eu vi na tv pela primeira vez a propaganda em que diziam que “agora é a vez do menino”. Na hora eu pensei: “se foderam”. Deram lenha seca e de madeira de lei para os adversários tacarem fogo na campanha. Fizeram até um jingle novo, em ritmo de forró (que nem está mais no site do candidato), com isso de menino na letra. Detalhe é que eles perceberam a merda e retiraram o mote do ar, mas a cagada já havia sido feita. Agora ele ficou taxado de menino e eu não tenho mais certeza, como tinha no começo da campanha, de que ele será eleito. E olha que eu não vou votar nele, pelo menos não no primeiro turno, no segundo via depender das opções.

Dois turnos

Eu, particularmente, adoro eleições. Gosto de ir lá na seção, votar e de ver a movimentação nas ruas, o povo com bandeiras, camisas de partido e tudo o mais. Até no lixo espalhado pelas ruas eu vejo uma aura de democracia interessante e verdadeira. Não gosto é de ver 30, 50 banners um ao lado do outro, como se fossem classificados pelas ruas. Eu preferiria que isso fosse proibido em lugar dos outdoors. Estou ansioso pelo próximo domingo, dia do pleito. E mais, eu já devo ter dito isso em outros posts, eu gosto mais ainda quanto tem segundo turno. Não acho que candidato nenhum mereça ser eleito em primeiro turno. Pra mim deveria ter até para vereador com a disputa dos mais votados numa proporção de 2 candidatos por cadeira. Vencer no primeiro turno dá uma falsa sensação de super poder perigosa ao político, já ir para o segundo o mostra que ele não é o dono da verdade e que pode ser batido. Pra mim, democracia de verdade se constrói com eleições livres, campanha política de qualidade, bons candidatos e dois turnos de votação.

Posted on 2 Outubro '08 by Leonardo Araujo, under Marketing, Na telinha, Pesquisa, Salvador, política. 1 Comment.

Alonso vence e a culpa é do pirulito

Mas que vacilo da Ferrari. Eu não havia reparado que a equipe havia substituido definitivamente o pirulito pelo semáforo para o momento dos boxes. Já até o havia visto, mas achava que ainda estava em fase de testes. E não é que o mecânico fez merda e Felipe perdeu a corrida por causa disso? Eu não imaginava que isso fosse acontecer, sinceramente. Pra mim a vitória estava garantida, até por quê num momento como este do campeonado, não dá mais para errar. Foi uma pena.

E agora Massa não depende mais só dele para ser campeão. Agora se o Lewis chegar em 2º nas próximas corridas, ele leva o título com 1 ponto de vantagem mesmo que Felipe ganhe todas. Quem se deu bem na história foi Alonso, que levou seu 20º caneco de vencedor (50º caneco em podiuns). Ainda bem que foi ele quem venceu, apesar do seu jeito arrogante e bruto, eu gosto do estilo de pilotagem do espanhol, ele é muito talentoso. A McLaren é outra que agradece muito à Ferrari por seu erro. A equipe inglesa saiu de Cingapura líder do mundial de construtores e só depende dela para manter o título.

Agora é esperar pelos GPs do Japão, China e Brasil para ver o que acontece. E vamos secar o Hamilton, quem sabe o carro dele não fura um pneu, estoura um motor ou ele atola numa caixa de brita, nada com ele, claro, só mesmo com o carro. ;)

Posted on 29 Setembro '08 by Leonardo Araujo, under Esporte, Mundo, Na telinha, Talento. No Comments.