Um rato para vender queijo

A John Nolan resolveu fazer uma propaganda diferente para o seu Nolan’s Cheddar, um queijo, digamos… forte. O resultado é poético e divertido. Veja o vídeo e me diga, eles não são corajosos?

Achei sensacional. E não venham me dizer que não se pode usar um camundongo na tv, que é feio e tal. O politicamente correto está acabando com as propagandas de qualidade.

Vi no NCPM

O Email Marketing

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.
O problema foi a ideia criativa da “peça”.
O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)
Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.
A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.
Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.
A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”
Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?
Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.
Meu email:
Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.
A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.
Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.
Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.
O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Aconteceu comigo. Pouco antes do Dia das Crianças recebi um email marketing com o anúncio de alguns livros infantis. Até aí tudo bem, mesmo eu não tendo filhos.

O problema foi a ideia criativa da “peça”.

O título do email era: “Decepcione seus filhos no Dia das Crianças! Dê livros infantis e juvenis de Fulano da Silva.” (o nome do autor está, é claro, suprimido)

Eu levei um choque ao ler o título, juro. Como assim, decepcionar meu filho  (se eu tivesse um) dando um livro infantil ou juvenil do autor Fulano da Silva? Na hora pensei “Putz! Fizeram cagada!”.

A sensação que fica é a de que os livros do cara são tão ruins, mas tão ruins, que quem o der para o(a) filho(a) irá realmente conseguir decepcioná-lo(a). E isso eu duvido que um pai ou mãe queira fazer justamente no Dia das Crianças.

Na sequencia do email, vinha uma frase, seguido dos livros anunciados.

A frase era: “Em vez de games, par de tênis, novo celular e a sensação de que o amor é sempre apenas uma data promocional, que tal isto aqui?”

Mas, como assim o “amor é sempre apenas uma data promocional”?

Eu fiquei tão impressionado com o tamanho da cagada, que resolvi enviar um email para a Assistente Editorial que assinava o email marketing.

Meu email:

Prezada Beltrana, uma dica. Pedir para algum pai ou mãe decepcionar o seu filho dando a ele um livro do autor X ou Y é um grande tiro no pé. Você desvaloriza o trabalho do autor com esta afirmação, mesmo esta sendo parte de uma ideia onde se propõe trocar presentes “fúteis” por livros, que são presumidamente melhores.

A sensação que fica ao ler o título de seu email é que os livros do autor são decepcionantes. E isso permanece, mesmo depois de ler a primeira frase do corpo do email.

Ela me respondeu dizendo não ser ela quem cria as mensagens para a mala-direta, e disse que iria passar a dica para o criador.

Uma situação como esta explicita o quão frágil pode ser a comunicação de um produto ou serviço, quando feito por alguém que ou não domina as técnicas primárias do ofício ou não tem mesmo noção alguma do que faz.

O que eu mais gostaria de saber, desse fato, é se o autor realmente conseguiu convencer alguém a comprar algum dos seus livros.

Marina Silva vs Dilma Rousseff, Eleições e Propaganda

Este pretende ser um post denso, ou tenso, depende de você.

Marina Silva vs Dilma Rousseff

Todos estão comentando o fato da Marina Silva ter sido cortejada pelo PV para sair do PT e lançar a sua candidatura à Presidência da República em 2010. Bom, se isso acontecer de fato, hoje, meu voto seria dela. Hoje. Em 2010 eu não tenho como saber.

Marina é uma mulher guerreira. Vem de Rio Branco, capital do Acre (viu que o estado existe!), passou dificuldades, aprendeu a ler aos 16 anos, foi amiga de Chico Mendes e venceu na vida e na política. Isso, todo mundo já sabe. Também sabemos que ela é ambientalista, foi ministra do Meio Ambiente no Governo Lula por muitos anos e é senadora, tendo sido a mais jovem a ser eleita para o Senado (aquele lugar onde dinossauros políticos digladeiam em forma de discussão com palavras rebuscadas que escondem palavrões e ofensas), mas ainda assim, mesmo estando lá, Marina não se corrompeu. Digo isso baseado no ditado que diz que “quem anda com porcos, farelo come”. Nada contra os porcos que, coitados, se veem indefesamente comparados a políticos corruptos.

Confesso que até hoje, antes do convite do PV tornar-se público, eu nunca havia imagino a Marina como candidata ao Palácio do Planalto. E acho que isso se deve, em grande parte, pelo fato de sempre tê-la visto vestindo a causa do verde, da defesa da Amazônia e das questões ambientais. E aqui chego a mais um ponto complexo. Não sabemos como ela poderá se comportar ao enfrentar a economia, administração pública, saúde, esportes, turismo, social e tantas as outras áreas com o qual um Presidente da República deve lidar. Não saber disso é ruim para uma campanha da Marina? É bom? Também a resposta nós não sabemos. Hoje Marina anuncia a sua decisão, que pode levar a Brasília a um verdadeiro terremoto de especulações que sacudirá as eleições do ano que vem. Espero, para o bem de todos e para a felicidade geral da nação (e da democracia), que ela diga sim. Aí, amigo(a), o bicho vai pegar.

Pensemos. O Lula vai ficar uma arara, o PT vai querer o mandato dela no Senado, a Dilma vai fazer mais uma cara de “tô nem aí”, alguns aliados do governo vão fazer festa, o que deixará Lula e o PT mais putos ainda (PT e putos combina, né!?) entre tantas outras marolinhas que atingirão o planalto central.

Já a Dilma Rousseff, mineira de Belo Horizonte, economista, que participou da luta armada contra a Ditadura, nunca havia tido um cargo de expressão nacional até assumir, em 2003, o ministério de Minas e Energia, depois indo para a Casa Civil, quando seu partidário José Dirceu (que a gente conhece) deixou o governo.

Confesso também, que esperava que o PT tivesse outro candidato à presidência. Mas uma mulher forte e inteligente, como Dilma, coube perfeitamente nos planos de Lula de manter o poder nas mãos de seu partido. É hoje um nome forte e caminha entre os principais candidatos ao Planalto. Ter o apoio do presidente Lula é positivo e certamente dará alguns milhões de votos a ela (seremos 120 milhões de eleitores em 2010 e, pela primeira vez, com maioria nascida após o regime militar). Ao contrário de Marina, por estar na Casa Civil e ser o tempo inteiro exposta pelo presidente, sabemos muito mais hoje sobre a Dilma. Há de reconhecer a sua competência política e administrativa, seus trunfos como PAC (mesmo com os percalços) e o grande conhecimento da economia, podem fazer a diferença. Mas ela também bateu de frente com Marina por causa de algumas liberações ambientais, o que agilizou a demissão da Marina do ministério, e isso pode vir à tona durante as eleições.

Eleições

Eu escrevi, alguns anos atrás, pouco antes do primeiro turno das eleições de 2006, um post/artigo em que falava que o Brasil e a democracia precisavam do segundo turno. Que não poderíamos reeleger o Lula em primeira instância para não dar a ele a falsa impressão de onipotencia, o que é capaz de corromper até o mais correto dos homens. Espero que no próximo ano tenhamos muitos candidatos. Ciro, Aécio ou Serra (prefiro Aécio), Dilma, Marina, Cristovam, Heloísa e mais quem estiver no páreo. Quanto mais nomes fortes melhor. A não ser que hajam pelo menos três grandes alianças em torno de três nomes, o que ajudaria a levar o pleito ao segundo turno.

É, eu continuo achando que, para eleições ao executivo (municipal, estadual e nacional), sempre deve haver segundo turno. Não mudei a minha opinião de isso fortalece a democracia. Outro ponto que me incomoda é a reeleição ao executivo. Penso que deveria haver um mandato único de 5 anos, sem possibilidade de reeleição. A alternância de poder também fortalece a democracia.

Propaganda das estatais e propaganda política

Li no blog Direita, Esquerda e Centro este post que diz que Dilma deve apostar no mote de que o Brasil pode ser a 5ª economia mundial dentro de alguns anos. Que tem tendência a estatização e que deve usar muito as grandes estatais em seu favor, incluindo aí a Petrobrás, que recentemente colocou no ar uma campanha (video abaixo) em que se apresenta como a oitava maior empresa do mundo e uma das quais qualquer país gostaria de ter, o que é muito verdade.

A Dilma deve utilizar e muito a imagem das estatais brasileiras para ajudar a sua própria imagem. Deve também incluir em seu plano de governo e, consequentemente, em sua propaganda política, a expansão da Eletrobrás da Telebrás e de outras estatais.

Não sabemos como será que a Marina irá se apresentar. Mas de uma coisa temos certeza. Muito será falado em sua campanha sobre o meio ambiente, assunto que deverá permear todos os setores. Assim, ela pode fazer uma campanha falando em desenvolvimento econômico aliado a sustentabilidade, investimentos em infra-estrutura com contratos atrelados a ampliação ou manutenção de áreas verdes e muito mais.

Hoje, vendo a campanha da Petrobrás que se chama Marca e Futuro, já dá pra ter uma ideia de que o governo deverá sim, usar os resultados das estatais em seu favor.

É esperar para ver. Eu quero mais é que a disputa pegue fogo e que seja acirrada e com propostas interessantes de vários lados. Assim, ganharemos todos! E quanto ao Brasil chegar a 5ª economia do mundo. Tenho certeza de isso acontecerá de qualquer jeito e com qualquer presidente, seja homem ou mulher, petista, verde ou peemedebista.

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Recebi do Ian Souza, Redator Web da Ideia 3, pelo grupo Blogs-BA.