Eu nasci com cabelo enroladinho…

Fico ralmente muito satisfeito quando vejo na tv ou em qualquer outra mídia uma propaganda de qualidade, que apresenta o produto ou serviço ao consumidor de uma forma inteligente e, mais importante, alegre e divertida.

Tem um vt da Johnson & Johnson pelo qual eu sou apaixonado justamente por ser alegre e feliz. Um comercial pra cima, daqueles que sempre nos tiram um sorriso bacana do rosto. Não tenho certeza de quando é a campanha, só sei que esta não é a primeira vez que ela aparece na tv. Encontrei a letra do jingle no site da empresa e lá consta o ano de 2003, então o problema foi comigo mesmo por eu não tê-la visto antes. O vídeo é fantástico e eu coloco ele abaixo para você conferir (ou reconferir!).

O legal é que a música é tão bacana, tão bacana, que no YouTube é possível encontrar vários outros vídeos relacionados, muitos com adolescentes cantando e reconstruindo a propaganda. Meu caro leitor, sabe o que é isso? Isso é viral! E dos bons. Pontos para a J&J.

Veja alguns destes vídeos virais clicando aqui, aqui, aqui e aqui. Ou se quiser ver a lista deles no YouTube, clique aqui. E também leia a letra do jingle abaixo.

Cabelos Cacheados

Ó o cachinho… toim toim…

Eu nasci
Com cabelo enroladinho
Um monte de cachinho
Na cachola

Oi Toim
Oi Toim! Toim! Toim!

A água do chuveiro cai na cabeleira
Cachoeira… vem me molhar

Chuá chuá

Gostoso pra chuchu
Chuá Chuá
Ouié

Banho de cabelo cacheado
Sempre tem um cafuné

Toim toim toim toim

Locução:
Nova Linha JOHNSON’S® Baby para Cabelos Cacheados
(laiá laiá laiá)

In am absolut world – a revanche

Vi no blog da Delyse Braun que os estadunidenses ficaram extremamente ofendidos com o anúncio que a Absolut veiculou no México, e que mostra um Estados Unidos diminuto em relação ao que é hoje.

Ela conta que muitos veículos noticiaram a história e que isso poderia prejudicar, e muito, as vendas da Absolut no país. Dizem até que todo o pessoal do departamento de marketing da vodka foi demitido, numa clara tentativa de pedir desculpas aos estadunidenses.

É, pelo visto, não é nada inteligente cutucar o gigante das américas. Mesmo em tempos crise.

In am absolut world

A Absolut lançou uma campanha que vem mexendo com os mexicanos. De forma ousada e, eu diria até mesmo polêmica, a marca estampou um mapa das Américas Central e do Norte em que se vê uma divisão política diferente daquela que temos hoje. No mapa do poster-anúncio o México tem um território bem mais extenso e ocupa boa parte da costa oeste estadunidense.

Como a campanha tem dado o que falar por lá, e eu não conheço a história mexicana para afirmar, só posso supor que os mexicanos acreditam que teriam direito à todo território representado.

absolutmexico.jpg

No Blue Bus, vi que teve até gente de dentro da Publicis do México que colou o poster na parede da agência. Confira aqui.

Via Blue Bus.

Ahora con espacio para más humanos

Vejam só este comercial feito para o novo Ford Ka. Acho que briefing dizia que eles queriam exaltar o espaço interno do carro. É até bonito e muito bem feito, mas acho que dá a idéia de carrinho de brinquedo, o que no fim das contas, é algo pequeno. Bom, tire suas próprias conclusões, assista!

Via blog .:The worst kind of thief:.

Campanha polêmica na Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, logo no começo das aulas, transformou suas lixeiras e parte das instalações em mídia para uma campanha polêmica contra o uso de drogas.

As lixeiras estampam rostos de jovens e, sob suas aberturas, foram colocadas placas com os dizeres “É isso que existe na cabeça de quem usa drogas” e “É assim que quem usa drogas preenche a cabeça”.

É uma campanha polêmica e que dividiu opiniões na universidade. As peças foram criadas pela Publicis, agência responsável pela comunicação da Mackenzie e teve mesmo a intenção de polemizar a questão e provocar a discussão sobre o assunto.

Quando vi a campanha, pensei logo que fossem rostos de universitários nas latas, mas a agência contratou modelos profissionais para o trabalho, pois poderia prejudicar a imagem de alunos que se dispusessem a ter seu rosto na campanha.

Particularmente acho inteligente e interessante. Precisamos de campanhas fortes e chocantes para levar o grande público a pensar no assunto e mudar atitudes. Na Holanda, onde a machonha é liberada, houve um aumento nos últimos anos no consumo e em criminalidade. Mas lá mesmo e em muitos países da Europa, campanhas contra a direção após o consumo de álcool são muito fortes e utilizam cenas de acidentes e/ou de pessoas que cometeram o acidente e também perderam parentes no trânsito, estas campanhas fizeram reduzir drásticamente o número de acidentes relacionados com bebidas alcoólicas. Veja abaixo uma destas polêmicas campanhas européias.

Se funciona lá, por que não funcionaria aqui?

Vi no G1.

Cópias patrocinadas

Sempre vem aquela velha e batida frase “por que eu não pensei nisso antes?” quando vejo algo deste tipo por aí.

Uma empresa japonesa chamada Tadacopy disponibilizou máquinas copiadoras para universitários. A diferença é que os estudantes não pagam pelas cópias, quem paga é o anúnciante que comprou o espaço no verso da folha copiada. A idéia é muito simples e, por isto mesmo, incrivelmente inteligente.

A gramatura das folhas é um pouco maior do que a utilizada convencionamente para cópias, justamente para que o anúncio não seja visto do outro lado.

Segundo o blog do Ricardo Pomeranz, onde vi um post sobre o assunto, o CPP CPM (Custo Por Mil) para o anunciante é de US$ 375,00, o que dá um investimento total de US$ 0,375 por folha impressa.

O legal é que, sem perceber os estudantes acabam se tornando uma espécie de mídia ambulante para as empresas anunciantes. Afinal, cópias são feitas para ser utilizadas depois, seja numa sala de aula, num auditório ou até em locais distintos como um restaurante.

Acho que estamos mesmo entrando num novo momento da propaganda mundial. Temos que passar a pensar soluções mercadológicas em que nossos consumidores tornem-se parte da campanha, de forma interativa mesmo. Gosto muito deste tipo de ação e acho que este é um dos caminhos para a comunicação do futuro. Não basta mais estar onde o consumidor está, agora temos também que incentivá-lo com algum mimo para que, no mínimo, ele seja impactado.