Você sabe o que falam da sua marca na internet?

Depois que os sites de rede sociais se consolidaram e que a massa de consumidores passou a utilizar a ferramenta para reclamar de produtos e serviços, o tal do “xingar muito no twitter”, a vida ficou mais dura para os gestores de marcas que se aventuraram pelos sites sociais.

Hoje, empresas/marcas como o Bradesco, Dell, RedBull, Skol, Claro e tantas outras utilizam sites como o Twitter (os links são para perfis no twitter) e Facebook como canal de SAC, o velho serviço de atendimento ao consumidor. São empresas gigantescas, com faturamentos na casa dos bilhões e que resolveram investir tempo e dinheiro para dar atenção ao seu cliente e canais que oferecem todas as ferramentas para detonar ou alavancar marcas.

Mas o que as empresas ganham ao investir no atendimento via sites de redes sociais? O SAC tradicional já não bastaria? São perguntas que frequentemente são feitas para consultores e profissionais da área. Vejamos os casos das empresas de telecomunicações. Elas são as recordistas em reclamações nos Procons de todo o país, seu SAC tradicional é lento e por vezes não resolve os problemas dos clientes, e quando isso ocorre os clientes vão reclamar em quais canais? Nas redes sociais online. O problema é que uma reclamação online é uma reclamação pública, diferente de uma reclamação via SAC tradicional. Aqui o cliente tem voz, melhor, tem vozeirão. E as empresas, muitas delas, correram para se apropriar de seus perfis online para atender ao cliente de forma mais humana e direta. Cara a cara, mesmo que através de uma tela de LCD/LED. O SAC tradicional é um modelo que funciona, não como deveria, mas funciona. Mas ele não é nem de longe tão pessoal como uma troca de tweets entre eu e o meu banco, por exemplo. Ao investir no que chamo de “atendimento socionline”, as empresas humanizam a Ura (Unidade de Resposta Audível) que existe no telefone e as convertem em atendimentos personalizados. Ganham em agilidade, imagem e satisfação do cliente. O SAC tradicional já não basta sozinho.

Se você é gestor de marcas ou tem clientes que estão se aventurando nos sites de redes sociais, fique ligado ao que dizem os usuários de cada rede onde há perfil de sua marca ou cliente. Eles são os faróis que iluminarão o caminho que você trilhará na rede, mesmo que nos estágios iniciais, antes dos seus faróis estarem devidamente acessos e seu caminho já trilhado. O que seu cliente diz pode, para o bem ou para o mal, mudar a sua empresa. Tendências, novidades, anseios, problemas em produtos e embalagens, dicas de mudanças em serviços, tudo, absolutamente tudo está sendo dito sobre sua marca na rede, mas você precisa obter esta informação.

Diversos serviços existem para monitorar marcas e conversações nas mídias sociais e na internet como um todo, alguns gratuitos outros pagos, cada um com seu potencial e fraqueza. Um gestor de marcas ou fornecedor de serviços em mídias sociais precisa saber como cada serviço o irá ajudar a atingir os objetivos do seu cliente.

A PaperCliQ, parceira da Trespontos em diversos cursos, tem algumas apresentações sobre o tema em seu perfil no Slideshare. Separei um deles (logo abaixo), que mostra como começar a planejar para monitorar e mensurar em mídias sociais.

Já é fato concreto que os consumidores utilizam as mídias sociais para falar com marcas e empresas. A Folha de São PauloEstadão e o AdNews, entre outros tantos grandes veículos, já fizeram matérias sobre o assunto e constataram que reclamar nas mídias sociais funcionam mais do que reclamar no Procon ou nos SAC’s das empresas. Então é hora de se prevenir e agir proativamente.

Originalmente publicado no blog da Trespontos.

O consumo em movimento

Este rescunho está pronto a algum tempo, mas o post não estava completo. Hoje vi um vídeo do São Google com informações incríveis sobre o Movimento Mobile, que fala como os consumidores relacionam a web móvel em seus smartphones com o consumo. Alguns números são impressionantes e superam em muito os da web convencional, via browser no computador.

Alguns números: 42% dos usuários de smartphones clicam em anúncios, 49% destes fazem a compra, 79% pesquisam sobre o produto via smartphone antes de comprar, 49% comparam preços, 74% compram baseados em buscas feitas no smartphone, 95% pesquisam locais próximos via smartphone, entre muitos outros dados que podem ser vistos no vídeo abaixo.

Algum tempo atrás fiz um curso na UFBA, ministrado por André Lemos e outros mestres da comunicação e do estudo dos ambientes virtuais sobre Mídias Locativas. Era um curso de extensão que desnudou o momento das mídias móveis e de ferramentas como o Bluetooth, games, redes sociais e jornalismo aplicado aos ambientes movéis.

Desde então acompanho o crescimento do uso das tecnologias associadas à web móvel e não tenho dúvidas de que estamos no limiar de uma mudança significativa na relação entre o consumidor e as empresas. Cadas vez mais é necessário fazer-se presente, estar no bolso do seu cliente, oferecer mais que o produto, oferecer novas formas de relacionamento e de pós venda. Hoje em dia é necessário viver a vida do cliente, saber como ele consome, onde consome, o que prefere e, usando todas estas informações, dar a ele o que ele quer. De forma rápida, direta e discreta.

O ecommerce mobile é a nova fronteira a ser rompida. Cada vez mais empresas investem em aplicativos para sistemas operacionais móveis como o Android e o iOS. Assim estas empresas deixam de estar presente numa tela para caminhar com o consumidor, podendo atendê-lo qualquer momento, em qualquer lugar.


Telas dos apps do Sumarino para iPhone e do Buscapé para Android.

No entanto o desafio para as empresas de comércio eletrônico não para por aí. Como qualquer empresa ou marca, agora é necessário cuidar da sua imagem, fazer-se reconhecer através de conteúdos que trasmitam a sua identidade, promover interações através de stes de redes sociais como o Facebook, Twitter ou Orkut. O problema é que atuar nestes meios não é simples. Não que seja difícil, mas é fato que requer um cuidado extremo. São ambientes de interação, onde há conversa, onde um consumidor quer a resposta agora, imediatamente. Se passam 10 minutos a sensação é de haver sido esquecido por uma semana. Muitas empresas e marcas estão se apossando de forma inteligente destes novos canais e já os utilizam para coletar informações que os ajudem a oferecer conteúdos e produtos cada vez mais personalizados e focados em seus clientes.

O Facebook, por exemplo, é o que eu decidi chamar de “Mala Direta 3.0″. Uma evolução da mala direta tradicional, que todos recebemos em casa, e do email marketing. Só que agora o conteúdo é construído constantemente, direcionado, sofre alterações conforme a interação com os clientes e, melhor, chega ao consumidor porque ele quer, porque ele “curte” a marca, a empresa.

Perceba a mudança, a quebra no paradigma da comunição. Agora o consumidor não acompanha a marca porque ela enviou uma carta ou um email marketing (muitas vezes recebido como spam), agora o consumidor quer receber aquele conteúdo. É o que ele gosta, é o que deseja. E isso oferece uma oportunidade incrível de comunicação. Agora você pode falar com quem quer te ouvir, receber feedbacks de quem sabe o que quer do seu produto. Acompanhar esta comunicação pode ser mais eficiente do que dezenas de sessões de pesquisas qualitativas.

Tenho a alegria de constatar que já vivenciei algumas das mudanças mais drásticas ocorridas no processo de consumo. Entre outras, foi a mudança de consumo de informação, com a difusão da internet, depois do consumo de produtos e serviços, com os e-commerces, e agora, a radical mudança para a era do consumo em movimento.

É, em minha limitada visão, a maior oportunidade que a web oferece na década. E quiçá seja na próxima também. A oportunidade está aí, quem vai aproveitar?

UPDATE: É importante lembrar que os números não refletem a realidade brasileira. Ainda. ;)