
Às vezes acho que sou meio louco. Sabe ter aquelas idéias doidas de repente? Sou um cara que viaja legal na maionese. Isso dever ser resquício da faculdade de publicidade, porque não só eu, mas alguns outros colegas e amigos também são assim.
Outro dia me peguei pensando em quanto tempo faz que não escrevo um texto inteiro à caneta, no papel, na mão grande mesmo. Rascunhos e rabiscos não contam. O fato é que eu não faço a mínima idéia de quando isso aconteceu. Tenho até medo da caligrafia dos meus futuros filhos – serão dois espero – e netos – aí não é mais comigo. Ainda bem que minha letra não é feia, sempre procurei melhorar e hoje estou quase satisfeito.
Maldito – ou será bendito? – Microsoft Word. Por um lado acho que nos tornamos muito mais preguiçosos, por outro acho que não, pois agora produzimos muito mais, em menos tempo, de forma mais eficiente e ainda temos dezenas corretores ortográficos e dicionários online. Se minha professora de português durante a faculdade fosse visitante deste blog ela teria um enfarto agora mesmo ao ler isso. Calma professora, eu não costumo recorrer a estes artifícios e, sim, eu aprendi a escrever muito bem obrigado.
Eu conheço muita gente, amigos e parentes, que tem letras horríveis. E muitos deles nem foram educados em escolas de ponta, com computadores desde cedo afinal isso nem seria possível em pleno anos oitenta no Brasil.
Enfim, as perguntas que ficam deste post são as seguintes:
1 – Com o boom tecnológico em que vivemos, tendo escolas cada vez mais informatizadas, será que nossos netos chegarão a conhecer o prazer de rabiscar uma Bic em papel?
2 – E a caligrafia deles, será que teremos publicitários, engenheiros e até professores com letras de médico por aí?
Observação: Comunidade médica, não se ofendam. Apenas usei o mito urbano de que muitos de vocês têm letras indecifráveis em receitas médicas. Mas creiam, foi apenas para servir de exemplo.
Espero respostas. Até a próxima.
