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Archive for Novembro, 2008
O país do futuro e o futuro do país
Nov 25th
Todos nós já ouvimos a célebre frase-mito-dito-popular de que o Brasil é o país do futuro. Por eras nosso povo transmitiu esta frase de geração para geração e este futuro de ditas belezas e desenvolvimento nunca que chegava. Eu mesmo, que até então vivi apenas 28 anos, não tenho como mensurar a quantidade de vezes em que ouvi isso e que pensei, do alto da minha montanha de otimismo: “ainda verei este bendito e predito futuro”.
O fato é que os anos passam e a gente vai ficando mais duro. Duro no sentido de que passamos a ter que arcar com contas que antes eram pagas pelos pais (como eles pagavam tanta coisa?!) e no sentido de que deixamos aos poucos de acreditar em fábulas (e eu nem estou falando do Saci ou do Papai Noel). Mas mesmo assim cá estou eu, mais uma vez em minha vida, declarando acreditar que estamos perto (uns 20 ou 30 anos) de ver enfim o Brasil se tornar O País do Futuro.
A Crise financeira (em maiúscula mesmo) que se alastra mundo afora, ainda que sendo uma pedra no sapato do país, será a médio prazo mais benéfica para nós do que para os outros do BRIC (Russía, Índia e China) e para os colossos EUA e UE. Não sou especialista em economia, apesar de gostar muito do assunto, mas acho que dá para fazer algumas ponderações e até mesmo acertar algumas.
Hoje temos o sistema financeiro e bancário mais eficiente e um dos mais sólidos do mundo. Claro que o Dólar deu uma disparada, mas era esperado porque o Real havia se valorizado frente a moeda estadunidense mais do que qualquer outra no mundo e, mais cedo ou mais tarde, um ajuste iria acontecer. E o Dólar disparou justamente porque eles, os investidores externos, estão tirando suas verdinhas daqui. É a velha lei de mercado, quanto maior a oferta e menor a demanda, menor o preço, quanto maior a demanda e menor a oferta (o que está acontecendo com o Dólar agora) maior o preço. É por isso que o Banco Central (BC) faz leilões de dólares. Para que a moeda continue “circulando” no mercado financeiro e que, com isso, não falte este produto no mercado, o que elevaria mais ainda o seu valor. Não é difícil entender o sistema financeiro se tivermos uma boa dose de paciência para ler um ou outro artigo por aí e se acompanharmos, mesmo de longe, os acontecimentos do mercado. E olha que eu sou um leigo, sou publicitário oras!
Eu digo que o sonho do nosso Brasil ser o país do futuro vai se realizar por uma série de fatores que podemos observar nos últimos anos e, por incrível que pareça, por causa da Crise atual. Nos últimos anos o Governo conseguiu (e isso não é mérito só de Lula, mas principalmente de FHC e das equipes do alto escalão) realizar uma série de reformas, mesmo que incompletas, que deram um novo rumo ao país. Hoje temos a Previdência Social totalmente informatizada e com seus computadores ligados a outros sistemas públicos importantes como a Receita Federal, o que dificulta fraudes e aumenta a arrecadação. Temos uma fiscalização efetiva e que pude com vigor empresas que burlam as regras para não pagar os impostos, altíssimos, mas importantes para o funcionamento da máquina. E temos visto os mais pobres começar a consumir produtos que não são somente os de primeira necessidade, o que indica progressão na pirâmide das classes. Tem o tal do PAC, que está levando obras (mesmo que infelizmente algumas sejam megafaturadas) para vários cantos do país. Tivemos uma explosão de crédito imobiliário que está transformando cidades inteiras (Salvador será outra daqui a 5 anos!) e movimentando a economia como não acontecia destes os anos 70. E olha que o crescimento dos anos 70 foi insustentado e aumentou o endividamento internacional do país. Exportamos mais do que importamos e isso se repete já há uns dois ou três anos quase ininterruptamente mês após mês. A balança comercial está positiva e o fluxo de caixa hoje já é de mais de US$ 200 bilhões de dólares, o que dá para pagar os juros da dívida e ir quitando-a aos poucos. Aí, depois de tudo isso, o Brasil cresceu ano passado uns 5,3%, recebeu o cartão verde para investimentos internacionais, viu jorrar dinheiro para cá e então a Crise chegou. Não está sendo fácil hoje para muitas empresas, mas a perspectiva é boa para o médio prazo. Repito, eu sou leigo e posso estar errado, mas acho que a Crise pode ser mais benéfica do que maléfica pelo menos para nós.
A GM nos EUA está cambaleando, o Citigroup precisou de grana do governo de lá, eles e vários países da UE injetaram bilhões em empresas, maculando e muito o livre mercado (foi necessário, mas não é bom) e por aqui o que houve? Os bancos reduziram o crédito, empresas perderam valor de mercado na Bolsa e as ações da minha namorada despencaram. Só para citar algumas coisas ruins. Mas o fato é que as vendas do comércio neste fim de ano devem ser maiores que a média dos últimos anos, mesmo com uma arrefecida no consumo, que estava frenético. O fato é que o Brasil produz muita matéria-prima e alimentos, ninguém produz tanto disso quanto nós. Matéria-prima até dá para parar de consumir, mas comida, isso não. Penso que continuaremos com nossas safras boas (mesmo que com crescimento menor) e com nossas exportações em alta. Eu vejo para os próximos anos um mundo que precisará se curar das feridas da Crise, do desemprego causado por ela, das maculações do mercado por causa da intervenção imensa do Governo e, por conta disso tudo, com um ritmo de crescimento menos. Ritmo este que será puxado ainda por China, Índia, Brasil, Rússia, África do Sul e outros rebentos dos dias atuais. A China vai crescer menos do que as taxas escrotas de 11 ou 12% de hoje, que devem ser de 7 ou 8%. Os demais também terão redução no crescimento, incluindo nós. Mas então como é que eu digo e repito que vamos nos dar bem? O fato é que o mundo vai crescer menos, mas ainda vai crescer um pouco. E que o Brasil, pelos próximos anos, deverá crescer acima da média mundial. Isso dará um fôlego danado ao país para, quando o mundo se recuperar totalmente daqui a uns 10 anos, o Brasil dar a sua guinada e abocanhar a sua fatia da pizza chamada futuro.
Até lá teremos quase toda a população online (mesmo que em Lan Houses) e com um pouco mais de anos de “estudo” no currículo. Agora eu entro na segunda parte deste imenso artigo, O Futuro do País.
Eu vejo que o problema não é o Brasil se tornar o país do futuro e sim quem seremos nós para o futuro do país.
Quando eu estava na quarta série primária, minha mãe brigou com a dona da escola onde eu estudava e, ao final daquele ano, fui transferido para outra. Ainda era uma escola particular, mas estes seriam os meus últimos meses. O fato é que eu, com 9 anos na quinta série (eu sei, eu era foda!), não me adaptei a nova escola e ia mal nos estudos. Fui tão mal que minha mãe me tirou no meio do ano e, para não ficar de bobeira, eu fui trabalhar no comércio da família. No começo não era nada tão fixo, ficava na padaria, atendia uns clientes e fui aprendendo o que era dinheiro. No ano seguinte fui para o colégio público. Acordava, ia para a escola e trabalhava a tarde e a noite, até umas 20h. Quando terminei o ginásio, já com 14 anos, eu sabia tocar um mercadinho praticamente sozinho. Abria o comércio, fazia pedidos para fornecedores, pagamentos, cuidava do fluxo de caixa e entregava o salário de funcionários. Nessa época eu ganhava meio salário mínimo. Eu era adolescente e tinha grana como nenhum dos meus amigos da vizinhança pobre tinha. Tinha videogame 16bits! Veja, sem saber, eu estava sendo formado ali, no dia a dia do trabalho. Fui para o segundo grau num colégio do centro, me deslumbrei e depois de muitas namoradinhas, cervejinhas e escapadas de aulas, perdi o primeiro ano técnico em arquitetura. O ano seguinte eu abandonei no meio para trabalhar e focar para o próximo ano. Depois eu cursei todo o segundo grau num outro colégio público e foi moleza. Das três turmas formadas, só tenho conhecimento de que eu tenha prestado vestibular, feito faculdade, pós e até um pouco de inglês. Os demais colegas ficaram no segundo grau capenga mesmo. Alguns são vizinhos que eu encontro volta e meia na rua e quase todos estão trabalhando em empregos que nunca lhes oferecerão um futuro que possa levá-los à ascensão social.
Contei isso tudo para mostrar o tamanho do déficit educacional que temos e o desafio que teremos para os próximos anos. Eu consegui chegar aonde estou por que tive a sorte de nascer numa família de comerciantes, que me deram pelo menos o ensino básico particular e que me deram com muito trabalho uma grande noção de valor para o dinheiro. Mas aí eu pergunto: e os demais? E aqueles que se formaram comigo no segundo grau regado a boas festas e gincanas divertidas? E os que se formam hoje, em colégios que não reprovam de jeito algum? Meu único receio em relação ao nosso futuro como nação vem daí, vem do precário ensino público que temos para a maioria da nossa população. Espero que o Governo faça algo a tempo para corrigir isso, pois eu quero viver para ver o Brasil se tornar o país do futuro e para ver nossos jovens cheios de conhecimento e orgulho nos olhos se tornarem o futuro do país.
O amanhã será assim?
Nov 17th
Em um destes momentos de ócio, acabei encontrando os vídeos abaixo no YouTube e resolvi falar um pouco sobre eles, suas idéias para o futuro da internet e das empresas que dominam a rede.
O primeiro video, Prometeus – Revolução da mídia, mostra uma visão do futuro onde a revolução da mídia, iniciada com a Internet, mudou radicalmente o mundo, praticamente eliminando os meios de comunicação tradiocionais. Flickr, YouTube, blogs… E muito, muito mais. Um video essencial e que todos nós, os área de comunicação principalmente, deveria ver e rever. Muito interessante mesmo! Você vai ver premonições de fechamento de mega corporações e de fusão que levam o Google a dominar o mundo de uma vez!!! Google comprando Microsoft, Amazon comprando Yahoo! e por aí vai. E isso tudo nos levará para praticamente uma vida virtual. Tornaremo-nos cyberhumanos habitando bits e bytes? Será possível? Assita e abra a sua mente para as imensas possibilidades.
“A experiência é a nova realidade.”
Prometeus – Revolução da mídia
Já o EPIC 2014 é um video que mostra também um futuro cheio de previsões tecnologicas e onde todos contribuem na produção do conhecimento geral. Este é um video mais linear, por assim dizer, pois conta a história dos acontecimento ano a ano, desde o surgimento da World Wide Web em 1989. Eu tinha 9 anos e o muro de Berlim foi a chão no dia do meu aniversário!
Este filme é de dois anos atrás, então ele faz suposições que ainda não se concretizaram, como uma fusão em 2007 do Google com a Amazon, criando o Googlezon. E tem muito mais. É um video louco e cheio de previsões que irão culminar no surgimento do EPIC. Assista e aproveite. Dá para aprender um pouco do surgimento da internet e também ver o que se especula por aí quanto ao futuro. Bem legal.
EPIC 2014
Tenho certeza que muita coisa do que está nos dois vídeos não se concretizará, como já aconteceu em trechos do video EPIC. Mas quem sabe de fato o que pode ou não ocorrer daqui para a frente. A idéia que trata o vídeo Pometeus é bem possível de tornar-se verdade, um dia.
Sobre vampiros, etc. e tal
Nov 12th
Título confuso não? Eu achei. Levei um bom tempo até decidir que seria este mesmo. Domingo passado foi meu aniversário e, como eu já havia dito, me dei de presente um pacote de livros do André Vianco, todos sobre Vampiros e forças sobrenaturais. Eu gosto muito de lendas sobre vampiros, mitologia nórdica (influência d’O Senhor dos Anéis) e mitologia greco/romana. Recentemente voltei a me interessar sobre histórias de vampiros e, por indicação de meu primo Thiago, comecei também a assisir ao seriado True Blood, que trata de vampiros que passaram a viver entre os humanos de forma aberta após os japoneses terem desenvolvido um sangue artificial perfeito. É um seriado muito legal e que já me prendeu inteiramente. Ainda estou nos primeiros episódios e não quero fazer reviews sobre este também, seria compromisso demais.
Em meu pré-aniversário, no bar com os amigos no sábado, minha amiga Marcela me deu mais um livro que trata do sobrenatural. O livro é Crepúsculo. Ainda não o li, claro, mas a sinopse já me deixou com água nos olhos para lê-lo. Veja o que diz a descrição do livro no Submarino.
Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks – último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.
Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido”, alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.
Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer – humanos ou não – se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível – e irresistível – a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador.
O interessante é que ao ler a sinopse, parece que estou vendo o roteiro do seriado True Blood. Agora sim, você precisa assistí-lo e ler este livro para entender.
(…)
Meu aniversário foi ótimo. No sábado rolou uma reunião com alguns amigos num barzinho e fiquei feliz com a presença de todos. Domingo foi dia de almoçar com a família, curtir uma piscina e apagar velinhas. Minha namorada fez uns brigadeiros de colher que ficaram ótimos e que acabaram antes mesmo de batermos os parabéns. Bebemos todas e eu acabo de lembrar que preciso pagar as cervejas ao meu tio. Hehehe.
(…)
Semana passada não teve Heroes, mas nesta segunda teve e eu já assisti. Estou começando a ficar decepcionado, apesar deste episódio não ter sido ruim. Mas está faltando ação e o Arthur Petrelli está miserável demais. Alguém precisa detonar logo este cara. E cadê Peter? Vai ficar sem poderes mesmo? [spoiler] E agora também Hiro vai ficar sem poderes? Que merda, viu! Quer um review completo? Acesso o Heroes Brasil, se cadastre e leia. Lá tem tudo!
(…)
Tem mais… Acho que isso de que ao completar 28 anos a gente passará por uma grande mudança deve ser verdade mesmo. Dizem que é culpa do primeiro retorno de Saturno, que volta à mesma casa em que estava no momento do seu nascimento, mas eu não tenho certeza. Só espero que as mudanças sejam positivas e que eu possa abraçar cada oportunidade. Acho que pode ser verdade porque muita coisa deve acontecer em minha vida nos próximos meses. É esperar para ver.
O Primeiro Encontro – Conto
Nov 6th
Ela veio. Não consegui reagir de imediato. Devo ter ficado uns dois minutos contemplando sua beleza através do olho mágico da porta. Ela tocava a campainha com aquele que eu defini de imediato como sendo o mais lindo dedo indicador com unha pintada de rosa que eu jamais vi na vida, e eu, de tão absorto em sua imagem, não ouvia. Só um sentido funcionava, somente a visão. E estava ótimo, não precisaria de mais sentido algum, se fosse para contemplá-la por toda a vida.
Toc! Toc! Ela resolveu bater na porta. E com isso, como o despertar de um sonho intenso eu volto à consciência e percebo, quase instantaneamente, o óbvio. Tenho que abrir a porta. A última fronteira, o último obstáculo que me separa de teu cheiro, tão sonhado e imaginado cheiro. Alguns pensamentos voam pela minha mente durante os rápidos segundos em que giro a maçaneta e abro a porta. Dou um conselho a mim mesmo: calma garoto, calma.
Eis que um sorriso estonteante se abre e eu, já recuperado do choque, retribuo e desculpo-me pela demora. Digo a verdade. Conto que sua imagem havia me paralisado atrás do olho mágico e ela abre um outro lindo sorriso, desta vez acompanhado da mais afinada das gargalhadas de todo o mundo.
Ela diz: – Acho que pessoalmente você pode ver melhor, não?
Nada posso fazer a não ser rir, concordar veementemente e convidá-la a entrar.
Meu apartamento não é um luxo, mas vive em harmonia comigo, ou seja, tem tudo o que eu sempre quis e é decorado detalhadamente. São apenas dois quartos, sendo um suíte, um pequeno corredor, banheiro social, ampla sala de estar – eram duas, uma de estar e outra de jantar, mas meses atrás demoli a parede e ampliei meu espaço -, cozinha americana e uma varanda aconchegante com uma bela vista. Percebo que ela surpreende-se com a organização, limpeza e aspecto leve da sala. Ela me diz que achou tudo muito bonito e que não esperava isso de um homem solteiro. Convido-a a sentar. Como já sabia que ela aprecia um bom vinho chileno, dias atrás já havia comprado duas garrafas de um tinto meio-sêco, uma destas descansava sossegadamente em um balde com gelo estrategicamente colocado a sua frente, as respectivas taças ao lado. Costumo ser bastante prático e racional, mas algo insistia em me dizer que por uma noite, esta noite, a emoção me dominaria por inteiro.
Ainda sem trocar palavras, sento-me ao seu lado, retiro o vinho do balde, abro e sirvo as duas taças. Ofereço um brinde. Erguemos as taças e concluo: – Ao primeiro encontro. Por um breve instante acreditei haver visto uma faísca passar pelos teus belos olhos castanho-esmeralda. Penso: “Deus, como é linda.”. Pele morena clara, cabelos ruivos e levemente encaracolados deitados sobre todo o corpo até a altura da cintura, dona de maravilhosos um metro e sessenta e cinco centímetros, boca carnuda, olhos vibrantes, rosto expressivo e seios deliciosamente perfeitos. Ela deixa um aroma quente, caliente, fogoso e cheio de tesão no ar. Sinto-me embriagado e sei que a culpa não é daquele ínfimo primeiro gole de vinho, a culpa é dela. Uma culpa gostosa, que percebo deixá-la radiante.
Conversamos um pouco sobre trivialidades. Ela me diz que adorou a decoração da sala e eu a convido para conhecer os demais cômodos. Voltamos e decido colocar uma boa música. Pergunto o que ela quer ouvir, e ouço a tranqüila resposta: – Quero ouvir a sua música romântica predileta. Pego de surpresa, concordo e coloco o CD na faixa pedida. A música é Your Love Is King de Sade. Pronto. Devolvida a surpresa, ela põe-se de pé, enche nossas taças e caminha em minha direção. Apenas quatro passos, mas eu juro que vi um desfile inteiro e particular em minha sala de estar. Uma deusa de saia curta, com belas coxas à mostra, salto alto, decote generoso e olhar fulminante. Ela diz: – Você me encantou e só estou aqui a trinta minutos. Dou-lhe um beijo. Um beijo quente, úmido, safado e delicado. Um beijo como a ocasião, o vinho, a música e a mulher pediam. E este fora apenas o primeiro, duma noite cheia destes.
Decidimos esquecer o jantar por ora e nos entregar ao vinho e à nossas bocas. Trocamos o CD pelo DVD, sala por quarto, sofá por cama. Só não trocamos o vinho, nosso cúmplice etílico e envelhecido do momento sublime do beijo e do amor.
Como dois adolescentes carentes e insaciáveis, entregamo-nos sem pudores um ao outro. Os beijos agora não contentavam-se apenas com a boca do outro, os beijos eram vorazes e queriam mais. E assim demos mais. Uns beijos queriam orelhas e pescoços. Outros seios e barrigas. Os mais abusados queriam o sexo. E os beijos beijavam sem parar. Beijos maduros e firmes. Logo haviam roupas espalhadas por cada um dos quatro cantos do quarto e o DVD, este nós nem víamos ou ouvíamos mais. E as bocas, ainda não saciadas, deleitavam-se com os corpos e o vinho. Sim, o vinho, outrora cúmplice agora era um de nós e pintava nossas peles com sua escura rubra cor até encontrar alguma boca sedenta de sede e tesão.
Era sublime o sexo. Quente e descontrolado, mas ainda assim, maduro e consciente. Mesmo com o vinho entre nós, ainda consciente. O tempo, nosso inimigo, parecia dormir e os minutos eram horas e as horas, dias. Eu agarrava seus cabelos e recebia sorrisos e gemidos de presente. Mordia seios e ganhava arranhões de unhas rosas. Ela me engolia e eu lhe doava gritos de prazer. Não havia sexo melhor, este era o melhor. O suor que nos banhava era como combustível e nos mantia acesos e ainda insaciáveis. Mais sexo. Mais beijos. Mais vinho. Mais gemidos, sussuros, mais tesão. Quando a sanidade nos foi devolvida, quando os corpos estavam saciados e quando as bocas relaxaram, dormimos nus, agarrados e felizes.
E, somente horas depois da melhor noite de sexo de nossas vidas, voltamos ao mundo e despertamos de nosso sono sem sonhos. Ainda estávamos exaustos. Mais um beijo. Fomos nos banhar juntos e lavamos um ao outro como um pai ao filho, mas com o desejo explosivo de amantes secretos. Logo não era mais um simples banho, mas novamente sexo. Muito, muito quente. Tão quente que, nem mesmo a fria água a cair em nossos corpos, esfriava o tesão que queimava em nós. Ela enlaçou meu corpo com seu escultural par de pernas e, após fundir-se em mim, pôs-se a beijar-me loucamente. Nos amamos entre sussurros, gemidos e gritos, desconfortável, mas deliciosamente em meu box até o gozo de ambos. Nos rendemos ao mais prazeroso cansaço e terminamos o banho. O box com os vidros suados de nosso calor, exibia relatos escritos por nossas mãos que escorregaram sobre ele enquanto nos amávamos.
Fomos almoçar o jantar e bebericar nossa segunda garrafa de vinho meio-sêco chileno, que agora bebíamos em taças convencionais, afinal, já não éramos mais conquistadores. Já éramos conquistados. Pelo sexo primeiro, para depois quem sabe, pelo amor.
Leonardo Araújo, 23 de fevereiro de 2006.
Tenho alguns contos e poemas e percebi que eles ainda não estão aqui neste blog, só nos antigos que eu tenho arquivado. Relendo isso eu percebi também que preciso voltar a escrever. Espero que gostem.
Motor 2.8 VPowerXTechTurboCross
Nov 4th
Escrever o quê? Não sei. E até tenho pensado nisso nestes últimos dias. Mas tá difícil. Juro que tem até mesmo um post pela metade salvo como rascunho, mas não consegui terminá-lo. Acontece não é?! Afinal eu não sou problogger e, justamente por isso, não vou ficar arrumando “novidades” pra encher linguíça por aqui. Já assisti o episódio 6 de Heroes, outros de Smallville e de Eureka, Merlin, Stargate Atlantis e etc. e nem por isso estou com saco de escrever sobre eles. Hehehe.
Só sei que no próximo domingo é meu aniversário e eu ainda não sei em qual barzinho me reunir com os amigos no sábado a noite. Estou aceitando sugestões… E presentes, claro! Já ganhei uma sandália estilo franciscana linda, que minha namorada me deu e me dei de presente ontem a noite uma promoção do Submarino. Adoro estas promoções. Três livros, sendo que um deles é triplo, ou seja, seriam cinco volumes de histórias do autor paulistano André Vianco.
Eu já havia lido dois livros dele, O Senhor da Chuva (seu primeiro romance) e Os Sete (o de maior sucesso) e há tempos vinha querendo comprar algum novo, aí surgiu esta promoção. Comprei Turno da Noite + Vampiros do Rio Douro vol. 1 e 2 (Grátis). O Turno da Noite reune os volumes Os Filhos de Sétimo, Revelações e O Livro de Jô e os outros dois são livros complementares da história. Tudo custava R$ 159,00 mas saiu por R$ 69,90 com frete grátis. Eu conferi na concorrência online e o preço era esse mesmo!
André Vianco, para quem não teve ainda a oportunidade de ler nenhum de seus livros, escreve histórias de terror. Eu não considero o seu terror, um terror no estilo mais clássico da palavra, pois tem muita ação e a forma como ele escreve torna o enredo bastante envolvente. Se você gosta do gênero, leia O Senhor da Chuva. Depois dele você certamente irá ler outros livros do autor. Eu acho de verdade que este livro merecia tornar-se uma super produção para o cinema.
Para comemorar os 28 anos vou sair com os amigos no sábado, dia 8 e no domingo, meu aniversário, irei almoçar com a família num programa mais caseiro.
Mudando de assunto. Um amigo aqui do trabalho me passou este vídeo aí abaixo e eu achei tão legal que resolvi colocar aqui para que, quem ainda não viu, possa assitir. É de uma parte de uma entrevista no Programa do Jô. Não sei o nome do imitador, mas ele é muito bom. É a encenação do Motoboy.
Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks – último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.




















