George e o Segredo do Universo

No começo desta semana eu terminei de ler o livro George e o Segredo do Universo, de Lucy e Stephen Hawking. É um livro infanto-juvenil para ajudar a crianças e adolescentes a entender um pouco mais sobre o Universo em que vivemos.

Sempre fui fascinado por questões relacionadas ao estudo e a observação do espaço. Acho até que quando criança já sonhei em ser astronauta. Um dia ainda vou sacar a grana e comprar um presentinho como este aqui pra mim.

O livro conta a história de George, um garoto humilde, filho de pais que preferem viver harmonicamente com a natureza e que sonha em ter o seu computador. Um dia ele descobre um vizinho que tem um supercomputador, o Cosmos, o mais poderoso do mundo. Desde então sua vida muda completamente e ele vai viver experiências inimagináveis através do espaço sideral e do Sistema Solar.

O livro é bacana por que envolve George em uma história recheada de física e, mesmo assim, não é difícil de ler, pelo contrário, é muito agradável. É o livro ideal para ajudar crianças a partir dos 10 anos a entender melhor sobre gravidade, formação do mundo, o universo, as leis da física e muito mais sobre ciência. E isso tudo acompanhado de uma boa história, com uma trama inteligente e bem fundamentada. Várias fotos em alta qualidade ilustram as partes do livro dedicadas à explicação de conceitos do universo, são fotos de nebulosas, sistemas solares, galáxias e muito mais. Eu mesmo, que me considero bastante esclarecido sobre o básico e até mesmo alguns conceitos intermédiarios sobre física e o universo, aprendi um bom punhado de coisas novas com esta leitura.

Outra coisa bem legal são as ilustrações do artista Garry Parsons, que ajudam a orientar a leitura e dá um ar infanto-juvenil ao livro. As imagens de Garry levam o leitor mais para “dentro” da história e são muito bem feitas. Verdadeiras obras primas para uma obra prima. Veja ao lado uma das ilustrações.

E George ainda faz o Juramento do Cientista, que diz:

“Juro usar meu conhecimento científico para o bem da Humanidade. Prometo jamais causar dano a pessoa alguma na minha busca de sabedoria. Serei corajoso e atento a minha busca de maiores conhecimentos a respeito dos mistérios que nos cercam. Não usarei o conhecimento científico em proveito próprio, nem cederei aos que procuram destruir o maravilhoso universo em que vivemos. Se eu quebrar este Juramento, que a beleza e a maravilha do universo permaneçam eternamente ocultas para mim.”

No blog Roedores de Livros tem outra resenha legal sobre este livro.

Heroes – Angels and Monsters [Review]

Na terça-feira eu assisti ao 5º episódio da 3ª temporada de Heroes e ao 11º episódio da 5ª temporada de Stargate Atlantis. Sou viciado em séries de TV estadunidenses. Principalmente das séries que tratam de ficção científica, quadrinhos e ação. Atualmente eu acompanho Heroes, Stargate Atlantis, Eureka, The Sarah Connor Chronicles, Lost, Battlestar Galactica e 24 horas. Destas aí as minhas prediletas são Lost, Heroes e Battlestar Galactica. Prometo em breve fazer um review gigante de Battlestar Galactica e de Stargate Atlantis.

O episódio desta semana de Heroes chamou-se “Angels and Monsters”. Desta vez vou fazer comentários sobre o episódio e não contá-lo cronologicamente, como fiz com os anteriores. Confira o que rolou (contém spoilers).

Este foi um episódio mais centrado. Não teve a confusão do vai e vem no tempo como nos outros e esclareceu algumas dualidades de personagens. Sylar por exemplo, está mesmo resistindo ao seu ímpeto de matar para roubar poderes. No começo do episódio, Peter chega a sua cela e discute com ele, depois quebra o pescoço do cara quando a mãe deles chega. E aí já vemos os efeitos da habilidade de Sylar em Peter, ele tenta cortar a cabeça da mãe, mas é impedido por Sylar, que se mostra preocupado com ambos. Mas uma coisa é certa, Peter está cada vez mais forte e agora entende muito bem todos os seus poderes. Por isso Sylar era mais forte que ele, mas agora, que ele também tem a habilidade de entender tudo, vai ficar impossível de se deter.

Já sabíamos que Nikki, Tracy e Barbara tinham habilidades fabricadas em laboratório, mas neste se descobre que o Dr. Zimmerman trabalhava para a Companhia e deu a habilidade de voar do Nathan também! Justo ele que acreditava ser um anjo divino. Acho que com isso suas crenças vão à bancarrota. Depois que a Cia conseguiu a fórmula, um monte de problemas surgiram e foi por isso que a fórmula foi dividida. O problema agora é que Mohinder também criou uma fórmula, bizarra, mas que funciona em parte. E o cara está mesmo se transformando num ser aracnídeo. Até Maya ele prende num casulo!

E lembram o que eu escrevi antes sobre o Linderman estar na cabeça do Nathan. Nada! É o pai de Matt, Maury Parkman, que está plantando as visões na cabeça de Nathan e, também, de Daphne para conseguir reunir um exército de heroes. Está surgindo uma nova Companhia, será que esta vai rivalizar com a original? O mais fantástico é descobrir que esta nova Cia é gerenciada por ninguém menos que o Sr. Petrelli (o pai!). Não dá pra saber qual o poder dele de cara, mas é algo muito poderoso. Ele impõe respeito e obriga todos a fazer o que ele quer. Se acontecer um embate entre estas duas companhias vai ser muito bom. Sr. Petrelli comandando uma e a Sra. Petrelli comandando a outra. Com Sylar de um lado (será que foi por isso que ela o recrutou) e outros poderosos do outro, que terá também Matt.

Ainda neste episódio, enquanto a coisa se desenrola, Claire esta à procura de um fugitivo perigosíssimo do nível 5, Canfield. O cara é capaz de criar buracos negros!!! E o Bennet tenta usá-lo para matar Sylar, mas o cara se mata de desgosto por ter perdido a família por causa dos dois anos preso. E Sylar, mesmo tendo escutado tudo, não faz nada contra Bennet. O cara está mesmo se regenerando. Ou pelo menos quer mostrar isso. Mas ele resistiu a tentar roubar o mega poder do cara. Já pensou poder criar buracos negros? Os europeus construíram o LHC pra tentar fazer algum nanoscópico e o cara abre a mão e bum!, surge um bem ali ao lado.

Meredith (a mãe biológica de Claire) tinha saído atrás dela pra ela não se dar mal na luta contra os fugitivos, mas é ela quem se dá mal. Ela fica presa com Eric Doyle que tem a habilidade de transformar qualquer um em fantoche (pelo menos eu entendi assim). Agora Claire vai ter que salvá-la.

[SUPER SPOILER] Hiro e Ando, claro, se deram mal e perderam o Adam Monroe que foi “preso” pelo Knox. Depois vemos Knox e Daphne no bar, tentando recrutar Hiro para o grupo. Knox manda Hiro matar Ando, porque ele não serve pra eles. E Hiro mata Ando com uma espada bem no coração, sem nem ao menos hesitar. Acho que ele ter visto que Ando o mataria no futuro não fez bem pra ele. Bom, não sabemos mesmo se Ando morre, porque não o vemos mais, mas se ele sobreviver, vai ficar puto com Hiro.

O episódio termina com o Sr. Petrelli dizendo, telepaticamente, ao Maury Parkman, que quer ver Adam no dia seguinte, sem falta. [FIM]

Heroes está tomando um rumo muito bom. Este episódio foi fantástico e deu pra gente descansar de tanto viajar no tempo. Legal vai ser se rolar uma guerra corporativa entre os heores. Mas uma coisa é certa, são tantos personagens que o negócio tá ficando complicado de entender. A cada episódio vemos uns dois novos.

Smallville (8ª temporada) – Episódios 1, 2, 3 e 4


Enfim, Smallville está se tornando a série de TV sobre a vida do Superman. E não somente sobre o Superboy, como foi até agora. Uma pena que, com a saída de atores como os que representam Lex Luthor e Lana Lang (Michael Rosenbaum e Kristin Kreuk), a série perca personagens são importantes para a trama. Espero que os produtores consigam manter a qualidade que alcançaram com estes primeiros episódios, que não foram espetaculares, mas que já desenrolam bem a trama entorno, principalmente, de Clark Kent e Lois Lane. Clark está se tornando (até que enfim!) um adulto de verdade e temos a Liga da Justiça mais presente do que nunca. Os resumos não serão tão completos como os de Heroes, justamente para não contar todos os detalhes dos episódios. Mas ainda assim todos contém spoilers.

Episódio 1 – Odyssey

A sétima temporada terminou com Clark lutando com Lex na fortaleza do Ártico e é lá que esta começa. A nova tutora da LuthorCorp, Tess, chega ao Ártico para tentar encontrar Lex. Sua equipe encontra algo no gelo, mas a Liga da Justiça entra em ação e detona tudo para recuperar o que está soterrado, que é apenas o casaco de Clark. Ninguém sabe o que aconteceu a ele. Clark está sem poderes trabalhando num campo de trabalhos forçados na Rússia (?!) e depois de tentar fugir, Oliver o “compra” dos seus atuais mandatários. Já no avião eles começam a pensar no que fazer para salvar Chloe, que está presa numa estação de Lex e que, sem saber, ajudará os vilões a encontrar representantes da Liga. Até que ela, agora super inteligente depois do ataque sofrido por Braniac, descobre que está sendo enganada e tenta fugir. Neste episódio Clark está sem poderes e Oliver é obrigado por uma droga a matá-lo, mas o Caçador de Marte o leva até o Sol, o que faz seus poderes retornarem e os do Caçador se esgotarem, salvando assim o Superman da morte. Chloe é salva junto com os demais da Liga pelo próprio Oliver, após se recuperar do efeito da droga.

Episódio 2 – Plastic

Neste episódio descobrimos mais sobre a habilidade de Chloe e conhecemos o novo personagem, o bombeiro Davis Bloome, que no futuro será ninguém menos que Apocalipse, aquele que, nos quadrinhos matou o Superman!!! Será que teremos briga feia na série? Tomara! Também conhecemos Bette, uma afetada por meteoro que desenvolveu pirotecnia e que será, um dia, usada pela LuthorCorp. É, dos quatro, o episódio mais chato até agora, só serviu mesmo para apresentar personagens e desenvolver a habilidade de Chloe. No mais, passa tranqüilo. Clark começa a trabalhar no Planeta Diário, como parceiro de Lois Lane.

Episódio 3 – Toxic

Aqui iremos descobrir como Oliver se tornou o Arqueiro Verde e de onde vem Tess, a nova tutora da LuthorCorp. Eles se encontram por acaso, Oliver havia se perdido dois anos antes numa ilha deserta e ela havia sido seqüestrada, mas o barco precisa parar na ilha para reparos, e eles se encontram. Oliver salva a ambos e eles fogem deixando os seqüestradores na ilha. O título é por causa de uma planta que tem um mega veneno. Isso tudo se passou no passado e agora Oliver está intoxicado novamente, mas ninguém sabe o antídoto, e vemos o seu passado como se fosse um sonho. No fim, Clark o salva ao achar, com a ajuda de Chloe o antídoto. O bombeiro revela a Chloe que também tem um segredo. Tem mais coisa que acontece, mas é bem melhor assistir. ;)

Episódio 4 – Instinct

Este foi o melhor! Clark dando amassos em Máxima e Lois toda enciumada. Opa! Eu disse Máxima? Isso mesmo. Ela, a personagem dos quadrinhos, a rainha de sei lá qual mundo, aparece quando o cristal que Tess acha no Ártico é acionado e envia um sinal mundo afora. Ela vem para encontrar o seu predestinado e quer Clark pra si. Quando ela chega sai pegando tudo quanto o que é homem, mas seu beijo é fatal para os humanos e ela deixa um rastro de corpos pelo caminho. A ruiva é uma beijoqueira danada. Por fim, ela acha Clark e eles dão um amasso daqueles no Planeta Diário. Mas aí Lois chega, fica puta de ciúmes e Clark fica todo encucado e se manda atrás dela. Só que Máxima agora quer matar Lois por que sentiu algo no ar entre eles. Depois de muita destruição, Clark manda ela de volta pra seu planeta ao acionar o seu bracelete.

Fim dos reviews.

Eu repito, a série está fantástica e quem não assistir é a mulher do padre. Clark vai pegar a Lois a qualquer episódio e só falta mesmo ele voar e colocar a capa pra tudo se completar. Só acho mesmo um saco ainda não termos visto ele voar e nem ter de volta logo a Kara, a Supergirl, que está presa da Zona Fantasma. Quando será que ela vai voltar?

A renovação política de Salvador


Alguns candidatos, do alto de sua prepotência e ego, se acham eternamente elegíveis. Não percebem eles que o povo começa a tornar-se crítico e a buscar alternativas àqueles feudais políticos de antigamente. Alguns anos atrás vereadores se elegiam e dificilmente saiam da câmara novamente. Isso mudou e muito em Salvador. Dos atuais 41 vereadores, apenas 46% conseguiram se reeleger, ou 19 deles. Os outros 22 vereadores ou perderam nas urnas ou perceberam que não teriam chances e nem disputaram o pleito. É uma mudança significativa para uma capital como Salvador. E o mais interessante é que praticamente todos os novos eleitos são políticos “virgens”, ou seja, os partidos terão que ralar muito para tornar as suas novas crias políticos de fato. Se compararmos os vereadores eleitos em 2004 com os vereadores eleitos em 2008, teremos a real noção da mudança. Muitos vereadores “de carreira” cairam fora da lista de eleitos.

Dos que se reelegeram, alguns mais que dobraram seu número de votos, como o Alan Sanches, que teve 7.427 votos em 2004 e agora recebeu 15.206 aprovações, deve estar fazendo um bom trabalho, mesmo que seja de marketing político. Fora este e um ou outro caso, praticamente todos os demais reeleitos tiveram menos votos. Ou isso foi culpa do maior número de candidatos (só do meu bairro tinham 18 concorrendo!) que foram quase 900 para 41 vagas neste ano ou o povo realmente não está tão satisfeito com seus vereadores.

Ainda temos alguns candidatos que se elegem sem ter a mínima idéia do que é ser vereador e de qual é o trabalho de um parlamentar, mas eu ainda tenho fé de que isso um dia irá mudar. O caso mais célebre desta eleição é o do candidato Leo Kret, travesti que foi dançarino de pagode de uma banda local e que fez relativo sucesso entre as classes mais populares da cidade. Ele foi eleito com incríveis 12.861 votos, o que fez dele o 4º vereador mais votado para a câmara de Salvador. Ele diz que vai lutar pelos direitos dos homossexuais, dos artistas e do “povão”. Espero que todos os críticos estejam errados e que tenha uma boa atuação parlamentar. Na última sexta-feira saiu uma pequena entrevista com ele no Jornal da Metrópole e o jornalista fez uma pergunta intrigante para Leo Kret. Ele perguntou qual banheiro o parlamentar irá usar na câmara, se o masculino ou o feminino. A resposta foi interessante, ele disse que é “socialmente uma mulher” e que já usa banheiros femininos e que vai continuar a usá-los. Daí eu acho que pode vir a primeira confusão do mandato, é esperar para ver.

Já na briga pela prefeitura, pela primeira vez desde que eu me entendo por gente, o DEM (ex-PFL) não disputa o segundo turno. Isso demonstra uma verdadeira mudança política regional. Dois anos atrás, quando Wagner se elegeu governador no primeiro turno, a euforia foi gigantesca para os partidários do PT. Naquele momento alardeou-se a queda do chamado Carlismo e a maior derrota política do então senador ACM. A cena dele cabisbaixo tornou-se ícone daquela eleição.

Desta vez a disputa está rachando aliados. De um lado do ringue temos Geddel Vieira Lima, que anseia tornar-se o novo coronel da Bahia apoiando João Henrique, e do outro Wagner, que quer consolidar a força do PT local com a eleição de Pinheiro. No meio disso tudo temos Lula, que não pode rachar com o PMDB de Geddel por causa do seu apoio nacional e que não pode deixar o PT desamparado correr o risco de perder a eleição. Como este embate vai terminar eu não sei, mas o produto de tudo isso será, sem dúvida, uma Bahia e uma Salvador cada vez menos dominada por um ou outro grupo político. Cada vez mais autônoma. Quase como sendo terra de ninguém. Se isso é bom ou ruim, só o tempo dirá.

Propaganda Política de Guerrilha em Salvador

A campanha política aqui em Salvador, mal recomeçou e o bicho já anda pegando por aí afora. Os dois candidatos que disputam o segundo turno, João Henrique do PMDB (15) e Walter Pinheiro do PT (13), ajudaram a poluir a nossa cidade com suas “belas” pinturas em muros e paredes de todos os bairros possíveis e imagináveis. Eles e todos os outros candidatos a vereador e a prefeito enfeiaram (cagaram mesmo!) toda a cidade. Mas isso pra mim é culpa do TSE, que proibiu o uso de outdoors e permitiu que fosse possível colocar banners, placas e pintar muros e paredes por aí.

Acho que seria muito mais inteligente, melhor para a economia e menos feio para a cidade, se fossem autorizados apenas a colocação de placas e cartazes de tamanhos determinados e o uso de outdoors. Este último, sinceramente, eu não entendo o porquê é proibido.

O fato é que com tamanha liberdade, desde que com uma autorização do proprietário (que pode ser comprada por R$ 10 ou outra merreca), os políticos podem pintar seus nomes e números “a torto e a direito”.

Mas eis que o marketing de guerrilha chega à guerra política pela prefeitura de Salvador. Meu primo e aspirante a Jornalista, Hilton Souza, fez as fotos que ilustram este post e que deixam bem claro como as coisas devem esquentar e muito na briga neste segundo turno das eleições municipais. Em um muro onde estava pintado “Pinheiro 13″, lê-se agora “Pinheiro 15″. Sabendo-se que 15 é o número de João Henrique, só dá pra crer que os seus partidários estão sendo, no mínimo, anti-éticos ou guerrilheiros de primeira. Veja a imagem.

Acontece que isso não iria ficar barato e, algum tempo depois, já se via uma placa de Pinheiro (ao lado de Wagner e Lula) logo acima do 15 de João. Fico com uma dúvida que compartilho com vocês. Será que os partidários de Pinheiro não pintaram o 13 de volta de propósito? Será que deixaram lá para que o povo visse que estão tentando enganá-los? Ou será que não tinham tinta mesmo? Fica a dúvida.

Particularmente acho um tiro no pé fazer algo assim. Claro que não é um tiro tão forte como o que a equipe de ACM Neto deu no pé dele ao taxá-lo de menino (leia aqui). Ainda assim acho que é um tiro no pé por que dá margem para que Pinheiro use isso durante a campanha e vire o jogo ao seu favor, fazendo desta “peça” uma símbolo nestes últimos dias e usando-a como apoio contra o adversário. Garanto que dá pra fazer um pequeno arraso com isso. Bom, é esperar para ver os próximos capítulos desta novela da vida real que é a campanha pela prefeitura de Salvador.

PS.: Este post tem como objetivo tratar dos aspectos referentes à propaganda política e não deve servir como influência eleitoreira.

Heroes Villains – Episódios 1, 2, 3 e 4

Este vai ser um post longo, muito longo. Se você ainda não assistiu a nenhum dos quatro primeiros episódios do terceiro volume de Heroes, e não quer ser surpreendido por relevações sobre o que aconteceu até aqui, pare a leitura deste post agora mesmo, pois eu vou contar tudo.

[contém spoilers] Três semanas atrás estreou nos Estados Unidos o volume três do seriado mais hype depois de Lost, Heroes. O primeiro episódio “A Second Coming” veio com um brinde, o segundo episódio “The Butterfly Effect”.

Episódio 1 – A Second Coming

A confusão começa logo no primeiro episódio com Claire e Peter no futuro e ela tentando matá-lo. Ninguém sabe o que Peter fez de tão grave, ou que ameaça ele representa, e isso vai continuar sabe lá até quando. No final do segundo volume, Nathan está para declarar ao mundo os seus poderes e alguém atira nele antes disso, foi o Peter, do futuro, para evitar a desgraça mundial que a revelação traria. Neste episódio aparece Nathan depois de uma recuperação milagrosa, que ele credita a Deus e fica todo religioso.

Claire, no presente, está assistindo o socorro ao pai biológico pela TV sem poder fazer nada por que Peter, o do presente (é confuso, eu sei!), mandou que ela não saísse de casa. De repente, quem aparece para visitá-la? Sylar! E aí rola a maior confusão na casa dos Bennet e no fim ele rouba a habilidade de Claire, coloca o coco da cabeça dela de volta e ela se recupera. Mais uma boa descoberta. Sylar não come cérebros. Claire perguntou se ele não iria comer o dela e ele disse que era nojento. Ele apenas estuda o órgão e aprende a habilidade. Depois disso ela fica toda confusa, perguntando se ele não vai matá-la e ele diz algo como: “coitadinha, nem se conhece. não sabe que é imortal?” E depois completa, com cara de satisfação: “hum… e suponho que eu agora também seja”. Foda demais essa parte.

Já Hiro e Ando estão naquela mesmice de sempre, aventuras interessantes transformadas em comédia. Agora Hiro é presidente da companhia que herdou do pai e ganha a missão de proteger uma parte de uma fórmula (a fórmula química para dar poderes a qualquer um). Ele deveria mantê-la no cofre, mas dá uma de idiota, tira de lá e é roubado pela versão feminina do Flash, Daphne. Aí Hiro vai ao futuro ver o que acontece depois do roubo da fórmula e vê Ando soltando um raio pelas mãos contra o Hiro do futuro, matando-o. Depois rola uma explosão nuclear, mas Hiro volta ao passado antes de morrer. Ele fica puto com o Ando do futuro e passa a desconfiar do amigo. Mas o amigo mesmo assim vai acompanhá-lo na busca pela fórmula.

Mohinder está lá, tentando fazer algo pra ganhar habilidades e dizendo a Maya o contrário, que quer ajudá-la para retirar a sua. O cara faz uma fórmula doida e consegue ficar fodão, igual ao Homem-Aranha, forte e subindo pelas paredes.

Alguns personagens não apareceram ainda, como Mônica, aquela que aprende tudo o que vê. Matt, metido a besta, descobriu que foi Peter que atirou em Nathan, mas isso sem saber que era Peter do futuro (“Peter F” daqui em diante), e olha que na hora dos disparos o Peter do passado (“Peter P” daqui em diante) estava ao lado dele, enfim, como ele descobriu eu não sei. Aí o Peter F manda ele pra o meio da África.

O Peter F, para corrigir os erros cometidos pelo fato de ter vindo para o presente, prendeu o Peter do presente no corpo de Jesse, um prisioneiro da companhia que tem a habilidade de tornar a sua voz supersônica, detonando tudo pela frente.

Episódio 2 – The Butterfly Effect (adorei este título)

Começa com Claire desorientada com as informações que Sylar lhe passou e por ele ter lhe roubado a habilidade. Ela tava mesmo era precisando de psiquiatra, de tão aloprada que tava, coitada. Descobrimos, enfim, a habilidade de Ângela Petrelli, ela tem sonhos premonitórios, ou seja, sonha o futuro possível ou não de acontecer. No sonho ela vê o Peter F e eles conversam sobre o Efeito Borboleta, em que, como no filme homônimo, mudar algo no passado pode mudar totalmente o futuro.

Lembra do Mohinder fodão, neste episódio ele dá um trato na Maya. Pega ela de jeito e creu. Algum tempo depois uma erupções surgem em sua pele e ele começa a sentir os efeitos colaterais da fórmula.

Matt, fodido debaixo do solzão da África, já tá tão doido que chega a conversar com uma tartaruga. Aí aparece um cara que pinta o futuro (como Isaac, lembram?) e que o ajudará a descobrir o seu caminho.

Depois, na Companhia, Elle (a elétrica) tá lá conversando com o pai, Bob, e tentando convencê-lo a deixá-la ir atrás de Sylar, que ela havia deixado escapar no fim do segundo volume. Só que Sylar, escroto, vai até lá mata Bob e vai atrás dos outros superperigosos do nível 5. Lá ele espera Elle, porque ele quer o poder dela. Mas Bennet havia sido liberado e mete bála nele, só que o cara agora é imortal, volta, desmaia Bennet e começa a cortar a cabeça de Elle. Aí ela fica nervosa e explode como uma bomba elétrica, o que nocauteia Sylar e abre todas as demais celas, deixando os outros vilões (daí o nome da série) escaparem. Bennet tranca Sylar numa cela e precisa correr atrás dos outros fugitivos. Lembrando que o Peter do presente está no corpo de um deles, do Jesse. E ele não pode contar para os outros. Ele liga pra Nathan e tava deixando um recado quando outro fugitivo desliga o telefone e o chama pra ir embora. Um dos caras tava queimando uma mulher viva no posto de gasolina.

Hiro e Ando estão na merda, procurando Daphne e seguindo ela com um GPS (essa parte é grande e chata, assista). Depois vemos a Tracy Strauss (irmã trigêmea de Nikki) detonar sem querer um repórter que a estava seguindo com um video de Nikki que o cara achava que era ela. Ela não sabia que tinha essa habilidade e quase enlouquece. Ela trabalha para o governador Malden, que convida Nathan pra uma vaga no Senado no lugar de sei lá quem.

Noah e a mãe de criação de Claire chamam a mãe biológica dela pra tomar conta da filha deles enquanto o pai vai à caça. Peter F entende que suas escolhas vão ter consequências graves e tentará consertar tudo. No fim, a maior surpresa até agora desde o começo de Heroes, Sylar é irmão de Peter e Nathan, tio de Claire e filho bastardo de Ângela. Isso mesmo, a maior doideira assaz. Ângela que contou a ele e, de quebra, ainda deu pra ele uma mulher que tinha a habilidade de descobrir tudo do passado de algo ou alguém só com o toque. Tenho certeza que isso foi proposital e com o objetivo de transformar Sylar. Veremos.

Episódio 3 – One of Us, One of Them

Repararam que o título se refere ao clássico Os Três Mosqueteiros? Neste episódio vemos Claire sendo treinada por Meredith, que dá uma canseira na imortal. Todo o que Claire quer é ir atrás de Sylar e detonar ele, como ninguém sabe. Aqui é que começa a transformação que fará a doce cheerleader do passado tornar-se uma vingadora de primeira.

E não é que Sylar ficou todo mole depois que a Ângela contou que é sua mãe e deu “de comer” pra ele. Ela, que assumiu a Cia com a morte de Bob e demitiu Elle, coloca Sylar como parceiro de trabalho de Bennet. Isso! O pai de Claire fica azoado, mas no fim aceita. Os outros fugitivos tomaram um banco de assalto só para chamar a atenção de Bennet. Knox (que tem a habilidade de se fortalecer com o medo dos outros), Jesse (Peter) e os outros estão à espreita. Lá eles tomam as rédeas da situação se passando por U.S. Marshals, Noah Bennet entra no banco e é feito refém. O bicho pega e Peter, no corpo de Jesse (e ainda não sabia qual era a habilidade que podia usar) grita pra Knox não machucar Bennet, aí ele descobre a super voz e o tempo para (sem acento por causa das novas regras do português). Foi o Peter F que chegou. Ele libera o Peter P do corpo de Jesse e os dois se teleportam para o futuro. Aff! Lá no banco o bicho vai pegar pra Noah, mas Sylar o salva e ainda rouba (não fica claro) o poder de Jesse, mas depois vemos Jesse sendo trancado no nível 5. Ou ele roubou e salvou o cara com um pouco do seu sangue (que agora também é regenerador) ou eu não entendi nada.

Ao que parece o Haitiano está com a outra parte da fórmula, mas Daphne vai roubá-la também, depois de sacanear Hiro e Ando, que haviam derrubado o Haitiano da escada. Depois o Haitiano prende os dois e os leva para a Cia.

Tracy Strauss está querendo respostas e, na busca, encontra o sobrinho Micah. O pivete sabe que ela não é Nikki e, depois de um papo, ele busca o histórico de nascimento delas para ver se ela acha algo no passado. Elas nasceram no mesmo lugar e vieram ao mundo através do trabalho do Dr. Zimmerman. Quando ela o encontra ele diz que ela é especial, que mudou o DNA das três irmãs e diz que a criou. Ela quase congela o homem tentando tirar umas respostas dele, mas provavelmente o Haitiano havia apagado as memórias dele.

No fim vemos que Matt continua na África. Com a ajuda do novo pintor do futuro (qual o nome dele?) ele decide descobrir sobre o seu futuro para tentar mudá-lo. Do Nathan só se sabe que ele já assumiu o cargo de senador e que há um Linderman na cabeça dele. Será que pirou? Que nada.

Episódio 4 – I am Become Death

Esse episódio deu um nó geral na minha cabeça. Tive que assistir duas vezes pra entender o vai e vem entre passado, presente e futuro.

Suresh está se transformando em alguma coisa que ainda não se sabe o que é. Ele tá fortão e nervosinho e por isso quebra o pau do nariz de um cara que tá batendo na esposa e grita com Maya. Matt está sonhando e vendo o seu futuro, meio que parece que este episódio é pra ser visto como se ele estivesse vendo.

Já no futuro, depois de ter evaporado do banco, os Peters chegam juntos a um futuro onde qualquer um que pode pagar tem habilidades. É gente voando, correndo e o escambau pelas ruas. Ele conta que isso vai causar um colapso e que este povo não está pronto para ter habilidades. Aí o bicho pega mais uma vez. Claire aparece e mata o Peter F. O Peter P foge e dá uma porrada com uma tampa de lixo no Haitiano. O Peter F queria convencer o Peter P de que só com a habilidade de Sylar ele conseguiria evitar isso. Uh!

Nesta Cia do futuro, Knox, Claire e Daphne saem à caça do Peter P. Nathan escolhe a escivaninha dele (isso mesmo! :P ) e diz ao Linderman da sua cabeça que ele não vai escutá-lo.

Aí o Peter P vai visitar o coisa Suresh e descobre lendo a sua mente onde Sylar está. Dá pra ver numa cena que a mão de Mohinder está cheia de escamas. Ele realmente se transformou em algo. Peter, já na Costa Verde, encontra Sylar e descobre que ele é seu irmão e que tem um sobrinho. (Sylar pai de família?) Sylar se nega a explicar a Peter P qual é a sua habilidade até que Peter P faz ele pintar o futuro e ele pinta um mundo destruído. Aí ele diz a Peter P pra consertar o relógio quebrado e diz que terá também a fome de novas habilidades.

Agora fica tudo maluco. Daphne tá casada com Matt, tem uma filha e os dois cuidam de Molly. A mãe Daphne consegue com Molly o paradeiro de Peter P e, junto com Claire e Knox, partem para lá. Rola uma briga entre Daphne e Peter P, outra entre Gabriel (Sylar não quer mais ser chamado como antigamente) e Knox e o filho de Gabriel morre. Então o cara se esquenta e… Buuuuum! Explode como uma bomba nuclear detonando toda a Costa Verde e matando 200.000 pessoas. Só Claire, ele e Peter P se salvam. Daphne sai correndo, mas é atingida e chega em casa morrendo.

O presidente (estamos 4 anos no futuro) Nathan e a primeira-dama Tracy falam na TV do incidente. Na confusão, Claire prendeu Peter P (como eu não sei depois daquela explosão) e agora o está torturando. Chega o presidente Nathan e põe todos pra fora. Mas aí Peter lê a mente dele pra ver as intenções e a fome da habilidade de Gabriel o ataca. Ele começa a cortar a cabeça do irmão, mas desiste assustado e volta ao seu tempo, o passado. Ele volta já na cela do Sylar e o suspende pelo pesçoco pra conta ao seu “mais novo” irmão que tem a habilidade dele e que a usou para descobrir como salvar o mundo. Sylar caçoa dizendo que então ele tem “a fome”, mas ele diz que vai usá-la diferente.

Depois vemos Matt acordar e o seu guia dizer que ele tem que achar o seu próprio caminho, seguindo um animal que será seu amuleto sei-lá-o-quê. Ele começa a seguir (pasme!) uma tartaruga. É um imbecil mesmo. É nesta hora que Dahpne chega e cai em seus braços. Hiro e Ando que antes tentaram fugir e não conseguiram, agora são interrogados por Ângela, que escalda geral o Hiro e diz que só ele tem “a chave” para resolver o problema da perda das duas partes da fórmula.

A chave é uma pessoa. E é ninguém menos que o outro imortal, Adam. Hiro, com a ajuda de Ando, o desenterra e aí vem uma cena massa. Ao abrir o caixão, Adam olha pra Hiro, pega em seu pescoço e diz: Hiro seu filho da… E termina o episódio com um “Continua” na tela.

Fim dos reviews.

Eu confesso que a espera estes meses todos está valendo a pena. O seriado voltou realmente arrasando e está me satisfazendo, mesmo que me deixe meio perdido às vezes. Os novos personagens e suas habilidades são legais, algumas respostas que queríamos há tempos foram dadas e Peter está se tornando o super fodão que deve ser. Claro que nem tudo é perfeito e algumas partes foram chatas, como estas do Matt e as últimas de Hiro, apesar de importantes para a trama.

Achei na internet algo legal e resolvi trazer pra cá para compartilhar. É uma paródia de Heroes, chamada Zeroes e que trás pessoas com habilidades fora do comum, mas nada mágicas como as do seriado original. Assista. É bem legal.

Zeroes