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Archive for Junho, 2008
Jogos de Tabuleiro, uma análise social
Jun 12th
Hoje, em plena era do conhecimento, onde vivemos separados por estados, países e continentes físicos, mas que em ambiente virtual assumiram a qualidade de terra sem fronteiras, como podem sobreviver os jogos de tabuleiro, produtos estritamente sociais e tangíveis e que, por isto mesmo, necessitam de interação real?
Após algumas pesquisas e, principalmente por ser eu um jogador de alguns destes jogos, acredito que consegui reunir algumas das características mais marcantes para que eles se perpetuem nos dias atuais.
Jogos de tabuleiro constituem, junto com as cartas e dados, talvez, o grupo mais antigo de jogos mais inteligentes e rebuscados da humanidade. Podem ser simples e ter regras básicas como o jogo de Damas, ou ser mais complexo e exigir muitos cálculos matemáticos, como o Xadrez, mas todos têm em comum a necessidade do relacionamento, da sociabilidade. E acredito que este seja um dos pontos que mais motivam jovens e adultos a aderir aos diversos tipos e formatos destes jogos.
Por algum tempo eu mesmo pensei que se tratava nada mais, nada menos, do que um sentimento geral de nostalgia, mas após alguma reflexão e depois de pesquisar, vi que é muito mais do que isso. Claro que temos uma pitada de nostalgia por trás dos boardgames, mas identifiquei claramente três dos principais motivos que fazem com que este entretenimento ganhe força e cresça em meio a Playstations, Xbox 360, Wii e PCs superdotados que possuem jogos com gráficos e desafios quase inimagináveis.
Motivos para jogar
O primeiro, e principal em minha opinião, é a sociabilidade. Sociabilidade é o que nos leva a viver em sociedade, em conjunto. É a necessidade que temos de estar perto de outros que compartilhem dos nossos desejos e sentimentos.
Com o desenvolvimento das tecnologias da informação, mais pessoas passaram a se isolar mantendo relações virtuais e, com o tempo, a vontade de ter alguém por perto fisicamente, um amigo, irmão, namorado(a), tornou-se mais evidente. É daí então que surgem os grupos, que em grandes metrópoles tornaram-se tribos, numa alusão direta aos diversos e distintos grupos indígenas que viveram em nosso território.
Este motivo é o que faz com que amigos, como eu e alguns dos meus, se reúnam para conversar, colocar as novidades em dia e jogar jogos de tabuleiro. Acho que se fizer um levantamento dos jogos que eu e meus amigos temos, deverei chegar a uma lista com todos os principais e mais famosos jogos já lançados aqui no Brasil. Lembro que temos War I, War II, War Império Romano, Banco Imobiliário, Perfil, Imagem & Ação, Interpol, Jogo da Vida, Uno, e com certeza outros de que não me lembro agora.
Para celebrar o momento de estar com os amigos, alguns grupos criam blogs e sites para divulgar as suas jogatinas e tentar assim, apaixonar alguns novatos nesta “arte”.
O site mais bacana que eu conheço sobre o assunto aqui no Brasil é o Ilha do Tabuleiro, uma verdadeira comunidade virtual que reúne jogadores d e todo o país para discutir, vender, comprar e divulgar seus jogos.
Este site mantém um ranking online e atualizado a todo o momento com os jogos mais populares da comunidade. No momento do fechamento deste post, o ranking estava assim:
1º War – Império Romano
2º Jogo do Quarteto Fantástico
3º 12 Jogos – Super diversões
4º Show do Milhão 1, 2 e 3
5º Jogo Chinês
6º Scotland Yard
7º Barbie e a Magia de Aladus
8º HeroQuest
9º Jogo da Vida
10º Littlest Pet Shop
Na pequisa instantânea que fiz aqui no blog (imagem ao lado) o resultado final apresentou em primeiro lugar o jogo War (sem distinção de tipo), seguido por Banco Imobiliário e Jogo da Vida.
No ranking da Ilha do Tabuleiro, aparece em primeiro uma das variações do War, tendo o Jogo da Vida em 9º e o Banco Imobiliário em 28º.
Um dos blogs mais legais que conheço é o Jogo de Tabuleiro, onde vários amigos apresentam suas rodadas dos mais diversos jogos. Vale a pena conhecer.
O segundo motivo é a educação. Alguns jogos são criados para antes mesmo de entreter, educar. E praticamente todos eles são educativos. Uma vez que estimulam capacidades espaciais, matemáticas, estratégicas, de memória e raciocínio lógico dos competidores.
No livro Pai Rico, Pai Pobre um dos exemplos citados como importantes para o aprendizado financeiro, é um jogo de tabuleiro. Conhecido como Cashflow (sem versão nacional) o jogo, composto por duas pistas, objetiva ensinar aos participantes a sair da pista interna, chamada de “Corrida dos Ratos”, e alcançar a pista externa, denominada “Pista de Alta Velocidade”. Através de cálculos financeiros à moda Banco Imobiliário, os jogadores tentam ficar ricos, mas para isso precisam superar obstáculos e aprender com os erros para chegar à Pista de Alta Velocidade, que é por onde os ricos na vida real circulam.
O terceiro motivo, que ganhou novos atores nos últimos anos, é o negócio. Não bastasse as empresas fabricantes e os criadores dos jogos lucrarem, encontrei um exemplo bastante interessante de forma de negócio que conta com o sucesso dos boardgames para se desenvolver e crescer.
Os mais conhecidos fabricantes de jogos desta natureza aqui no Brasil são a Grow e a Estrela, com alguns outros concorrentes não tão expressivos. A Grow leva o seu negócio tão a sério que é possível pedir, através do seu site, muitas vezes sem custo, peças de reposição e cartelas de regras dos jogos que negocia. Há também informações sobre eventos e alguns jogos online como Super-Trunfo e Lince.
Há também empresas que desenvolvem jogos corporativos sob encomenda. É o caso da SB Jogos, que cria jogos para servir de brindes, para treinamentos específicos e, por que não, como brinquedos.
Mas o melhor exemplo que encontrei foi a Ludus, que é um bar paulistano que conseguiu unir os jogos de tabuleiro ao seu negócio e tornou a sua verdadeira essência. O bar tem cardápio de jogos e até mesmo um tabuleiro de xadrez gigante, que fica no pátio em frente à entrada principal. Eles também mantêm um blog e um álbum no Flickr, onde dá para ver que o lugar está sempre bem movimento. É legal ver que iniciativas assim, atípicas e provenientes de uma boa idéia tem mercado para crescer no Brasil.
Depois de ver tudo isso sobre o momento atual dos jogos de tabuleiro e suas tendências, espero que você também passe a acreditar que nem sempre é só nostalgia ou saudosismo que movem o mercado de determinados produtos ou serviços. É sempre bom estar atento e procurar descobrir o que pode estar por trás de uma nova tendência. Quem sabe assim você constrói uma boa idéia sobre o assunto, passa a aprender mais e, até mesmo, pode ganhar uma boa grana com o que antes não acreditava de fato.
Depois de ler tanto, você merece um bom link para relaxar. Então clique aqui e divirta-se com alguns jogos de tabuleiro online.
Dia Mundial do Meio Ambiente
Jun 5th
Que tal fazer algo simples como plantar uma árvore? Ou então assinar este abaixo assinado ou este outro aqui para ajudar na luta em prol da Amazônia?
Ou então, que tal fazer algo diferente, comprar uma muda de alguma árvore nativa de sua região e plantá-la na calçada de casa? Sei, você provavelmente não terá espaço na calçada de casa para plantar uma árvore, afinal sua calçada deve ser completamente pavimentada, o que torna impossível tal ato.
Então está bem. Se não dá para plantar ou lutar com suas próprias mãos. Clique nos links acima e, pelo menos hoje, não deixe o seu dia passar em branco, e sim, em verde.
Mais alguns links pró Amazônia: Greenpeace Amazônia, Portal Amazônia e SOS Amazônia.
A idéia original para este post veio daqui.
Pequim não quer marketing de emboscada
Jun 4th
Saiu hoje no Blue Bus a seguinte nota:
Pequim – Proibido o uso de ‘marcas’ nas roupas de torcedores
14:44 Os organizadores dos Jogos Olimpicos de Pequim querem banir o marketing de emboscada, aquele no qual marcas que nao sao patrocinadoras oficiais encontram oportunidades para aparecer, às vezes roubando a cena de uma marca concorrente que pagou para se associar ao evento. Nas Olimpiadas deste ano, sao mais de 60 patrocinadores oficiais, diz o Wall Street Journal, e os esforços do comitê organizador sao detalhistas. Ontem, em meio às medidas anunciadas, a organizaçao informou que proibirá grupos de torcedores de usarem uniformes ou roupas com marcas dentro dos locais de competiçoes. A restriçao vale para nao patrocinadores e para patrocinadores também. Os chineses querem criar estádios ‘clean’. 04/06 Blue Bus
E eu acabei de mandar um e-mail para o site perguntando: E o que acontece se 100 ou 1000 torcedores forem contratados por uma Nike da vida para ir ao estádio vestidos com camisas lisas de cor amarelo fósforescente e sentarem em posição estratégica de modo a formar o logotipo da marca? Eles irão coibir isso como?
Eu acho que não adianta, sempre há alguém que descobre como fazer um buzz em grandes eventos.
PS.: Usei a Nike como exemplo, mas não sei se a marca patrocina os Jogos Olímpicos.
Qual teu destino, turista?
Jun 2nd
A primeira enquete que lançei aqui no blog perguntava: “Dos 11 mais visitados destinos turísticos do país, qual você gostaria de conhecer?”
Foram 25 respostas e resultado final, que deixou o destino Santa Catarina em primeiro com 20% dos votos, não me surpreendeu de verdade. Em segundo lugar vieram Paraná e Rio de Janeiro, que era o estado que eu acreditava que teria a maior aceitação, principalmente por ser o segundo, logo atrás de São Paulo, dos destidos turísticos nacionais em número de turistas.

A Ponte Colombo Sales (à esquerda) e a Ponte Hercílio Luz (à direita). Elas ligam a Ilha de Santa Catarina ao continente.
Veja abaixo os números referente ao total de turistas que cada um dos onze estados citados na pesquisa aqui no blog receberam em 2007.
São Paulo – 7.500.000
Rio de Janeiro – 7.150.000
Bahia – 5.635.000
Minas Gerais – 4.200.000
Paraná – 3.900.000
Espírito Santo – 3.500.000
Pernambuco – 3.500.000
Santa Catarina – 3.150.000
Rio Grande do Norte – 2.187.000
Goiás – 2.060.000
Ceará – 1.968.000
Total de todos os estados* – 56.572.000
Claro que o resultado desta enquete não tem nada de completo em termos estatísticos, mas pode dar uma pequena pista do que vem acontecendo. A busca por um destino como Santa Catarina, pode se caracterizar pelo fato do estado ser bem desenvolvido, com cidades organizadas, bom trânsito e bom transporte público, ao contrário do que temos hoje em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e etc.
Os dados apurados pela revista Exame me deixaram espantados com a posição tranquila em que a Bahia se coloca entre os principais destinos nacionais. O estado é lindo e tem excelentes pontos turísticos, mas eu não esperava que a vantagem em relação ao quarto estado, Minas Gerais, fosse tão significativa. Será o resultado das políticas de incentivo ao turismo que o estado vem praticando ou será fruto maior da chegada dos grandes empreendimentos hoteleiros por aqui? Fica a questão.
* Turistas nacionais e internacionais recebidos pelos 26 estados e o Distrito Federal.
Fonte: pesquisa instantâna do blog e revista Anuário Exame de Turismo 2007-2008.
(…)
A nova enquete, já online no blog, pergunta:
“Gosta de jogos de tabuleiro? Qual destes é seu predileto?”
Deixe a sua resposta e clique em “Vote”. Em breve um novo post comentando o resultado e fazendo um link bacana com algo do mercado.




























