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Archive for Junho, 2008
Cine animação
Jun 30th
Neste final de semana assisti a três fantásticos filmes de animação. Dois deles da Disney/Pixar e a terceira, uma belíssima animação japonesa do aclamado diretor Hayao Miyazaki, que conquistou o Oscar de Melhor Animação de 2003 e também o Urso de Ouro do Festival de Berlim.
São três filmes que recomendo para um bom final de semana ou para um momento de relaxamento e descanso.
Ratatouille




É um ótimo filme, mas que possui um contexto mais infantil que os outros dois que citarei, e que, por isso mesmo, é bastante aceito e adorado por crianças. A história é rica e bem amarrada, o trabalho gráfico é primoroso e aqui eu descado a cena em que Remy, o rato protagonista, e sua família fogem através do rio e caem na correnteza da rede de esgoto. O realismo em que a água corre, todos os respingos e quedas d’água dão ujm efeito sensacional a esta cena. Para mim, o principal elemento neste filme é a sua construção gráfica. Mas vale também pelo enredo e pela diversão.
A Viagem de Chihiro





Este é um filme mais cabeça. Que reune ficção e magia, numa hisória fantástica, passada em mundo fantástico, e repleta de lições de determinação, paixão e amor ao próximo. É um filme para assistir com calma, de preferência sozinho, no escuro e em silêncio. Só assim dá para curtir todos os elementos contidos na história. Sem contar que, mesmo não sendo uma animação 3D, o desenho é maravilhoso.
Wall•E





Já havia lido algumas boas críticas deste filme quando fui assistí-lo ontem. A hisória é maravilhosa, cheia de paixão, com um bom toque de humor e com algumas belas lições. A Pixar, como sempre, arrebentou ao criar este longa. Todos os detalhes são perfeitos. Se uma pedra é super aquecida, ela fica bastante vermelha, quase como lava vulcânica, se Eva (assista para saber quem é!) voa e rompe a barreira do som, escutamos o som e vemos de forma bastante real o momento em que isso acontece. É, até agora, o mais cotado e bem colocado para vencer a disputa pelo próximo Oscar.
Fica a dica destes três belos filmes para o seu próximo final de semana.
Também na Casa do Galo
Jun 25th
A partir de hoje, e quinzenalmente às quartas-feiras, meus artigos podem ser lidos também na Casa do Galo, um dos grandes blogs/sites sobre propaganda e marketing da web nacional.
Clique na imagem abaixo para ir à Casa do Galo e ler o meu artigo de estréia.

Viva a São João!
Jun 20th
É São João, minha gente! Para quem não é daqui do Nordeste esta data pode não representar muita coisa, mas é para nós é uma grande festa. Recomendo aos que vierem ou ficarem em Salvador, dar uma passada no Pelourinho, pois o governo do estado fez um trabalho magnífico e o Centro Histórico está muito bonito e com diversas atrações de peso. Vai ser uma festa e tanto.
Eu vou fugir da capital para a cidade de Castro Alves, que fica 187 km distante de Salvador e é terra natal de toda a minha família. Vai ser muito bom por lá também. Então, desejo a todos um ótimo São João. Divirtam-se!!! Eu volto na próxima semana, depois da terça-feira.

Decoração junina do Terreiro de Jesus, no Pelourinho, Salvador-BA.
O que esperar?
Jun 18th
A enquete de hoje do globoesporte.com pergunta: O que esperar do Brasil contra a Argentina? “Raça e vitória” ou “Mais uma decepção”
E vejam só o resultado, agora há pouco às 9h45, quando dei o meu voto.

É, pelo visto a Seleção não está passando muita confiança para os torcedores. Eu sei que o Palmeiras não merece perdê-lo, mas acho que o melhor lugar para o Luxemburgo é lá, comandando os canarinhos. Dunga não está com nada.
Deve ser por causa dos altos e baixos que a Nike paga à nossa seleção US$ 12 milhões/ano, enquanto paga à França US$ 63,3 milhões/ano.
Tá, eu sei que não é por causa dos altos e baixos, é por incompetência mesmo. De negociação. Se não for isso, o que explica o fato de um clube, como o Manchester United, mesmo repleto de tradição, receber mais de US$ 35 milhões/ano, enquanto a seleção brasileira recebe um terço disso? Vai saber.
Veja mais sobre estas cifras clicando aqui.
Jogos de Tabuleiro, uma análise social
Jun 12th
Hoje, em plena era do conhecimento, onde vivemos separados por estados, países e continentes físicos, mas que em ambiente virtual assumiram a qualidade de terra sem fronteiras, como podem sobreviver os jogos de tabuleiro, produtos estritamente sociais e tangíveis e que, por isto mesmo, necessitam de interação real?
Após algumas pesquisas e, principalmente por ser eu um jogador de alguns destes jogos, acredito que consegui reunir algumas das características mais marcantes para que eles se perpetuem nos dias atuais.
Jogos de tabuleiro constituem, junto com as cartas e dados, talvez, o grupo mais antigo de jogos mais inteligentes e rebuscados da humanidade. Podem ser simples e ter regras básicas como o jogo de Damas, ou ser mais complexo e exigir muitos cálculos matemáticos, como o Xadrez, mas todos têm em comum a necessidade do relacionamento, da sociabilidade. E acredito que este seja um dos pontos que mais motivam jovens e adultos a aderir aos diversos tipos e formatos destes jogos.
Por algum tempo eu mesmo pensei que se tratava nada mais, nada menos, do que um sentimento geral de nostalgia, mas após alguma reflexão e depois de pesquisar, vi que é muito mais do que isso. Claro que temos uma pitada de nostalgia por trás dos boardgames, mas identifiquei claramente três dos principais motivos que fazem com que este entretenimento ganhe força e cresça em meio a Playstations, Xbox 360, Wii e PCs superdotados que possuem jogos com gráficos e desafios quase inimagináveis.
Motivos para jogar
O primeiro, e principal em minha opinião, é a sociabilidade. Sociabilidade é o que nos leva a viver em sociedade, em conjunto. É a necessidade que temos de estar perto de outros que compartilhem dos nossos desejos e sentimentos.
Com o desenvolvimento das tecnologias da informação, mais pessoas passaram a se isolar mantendo relações virtuais e, com o tempo, a vontade de ter alguém por perto fisicamente, um amigo, irmão, namorado(a), tornou-se mais evidente. É daí então que surgem os grupos, que em grandes metrópoles tornaram-se tribos, numa alusão direta aos diversos e distintos grupos indígenas que viveram em nosso território.
Este motivo é o que faz com que amigos, como eu e alguns dos meus, se reúnam para conversar, colocar as novidades em dia e jogar jogos de tabuleiro. Acho que se fizer um levantamento dos jogos que eu e meus amigos temos, deverei chegar a uma lista com todos os principais e mais famosos jogos já lançados aqui no Brasil. Lembro que temos War I, War II, War Império Romano, Banco Imobiliário, Perfil, Imagem & Ação, Interpol, Jogo da Vida, Uno, e com certeza outros de que não me lembro agora.
Para celebrar o momento de estar com os amigos, alguns grupos criam blogs e sites para divulgar as suas jogatinas e tentar assim, apaixonar alguns novatos nesta “arte”.
O site mais bacana que eu conheço sobre o assunto aqui no Brasil é o Ilha do Tabuleiro, uma verdadeira comunidade virtual que reúne jogadores d e todo o país para discutir, vender, comprar e divulgar seus jogos.
Este site mantém um ranking online e atualizado a todo o momento com os jogos mais populares da comunidade. No momento do fechamento deste post, o ranking estava assim:
1º War – Império Romano
2º Jogo do Quarteto Fantástico
3º 12 Jogos – Super diversões
4º Show do Milhão 1, 2 e 3
5º Jogo Chinês
6º Scotland Yard
7º Barbie e a Magia de Aladus
8º HeroQuest
9º Jogo da Vida
10º Littlest Pet Shop
Na pequisa instantânea que fiz aqui no blog (imagem ao lado) o resultado final apresentou em primeiro lugar o jogo War (sem distinção de tipo), seguido por Banco Imobiliário e Jogo da Vida.
No ranking da Ilha do Tabuleiro, aparece em primeiro uma das variações do War, tendo o Jogo da Vida em 9º e o Banco Imobiliário em 28º.
Um dos blogs mais legais que conheço é o Jogo de Tabuleiro, onde vários amigos apresentam suas rodadas dos mais diversos jogos. Vale a pena conhecer.
O segundo motivo é a educação. Alguns jogos são criados para antes mesmo de entreter, educar. E praticamente todos eles são educativos. Uma vez que estimulam capacidades espaciais, matemáticas, estratégicas, de memória e raciocínio lógico dos competidores.
No livro Pai Rico, Pai Pobre um dos exemplos citados como importantes para o aprendizado financeiro, é um jogo de tabuleiro. Conhecido como Cashflow (sem versão nacional) o jogo, composto por duas pistas, objetiva ensinar aos participantes a sair da pista interna, chamada de “Corrida dos Ratos”, e alcançar a pista externa, denominada “Pista de Alta Velocidade”. Através de cálculos financeiros à moda Banco Imobiliário, os jogadores tentam ficar ricos, mas para isso precisam superar obstáculos e aprender com os erros para chegar à Pista de Alta Velocidade, que é por onde os ricos na vida real circulam.
O terceiro motivo, que ganhou novos atores nos últimos anos, é o negócio. Não bastasse as empresas fabricantes e os criadores dos jogos lucrarem, encontrei um exemplo bastante interessante de forma de negócio que conta com o sucesso dos boardgames para se desenvolver e crescer.
Os mais conhecidos fabricantes de jogos desta natureza aqui no Brasil são a Grow e a Estrela, com alguns outros concorrentes não tão expressivos. A Grow leva o seu negócio tão a sério que é possível pedir, através do seu site, muitas vezes sem custo, peças de reposição e cartelas de regras dos jogos que negocia. Há também informações sobre eventos e alguns jogos online como Super-Trunfo e Lince.
Há também empresas que desenvolvem jogos corporativos sob encomenda. É o caso da SB Jogos, que cria jogos para servir de brindes, para treinamentos específicos e, por que não, como brinquedos.
Mas o melhor exemplo que encontrei foi a Ludus, que é um bar paulistano que conseguiu unir os jogos de tabuleiro ao seu negócio e tornou a sua verdadeira essência. O bar tem cardápio de jogos e até mesmo um tabuleiro de xadrez gigante, que fica no pátio em frente à entrada principal. Eles também mantêm um blog e um álbum no Flickr, onde dá para ver que o lugar está sempre bem movimento. É legal ver que iniciativas assim, atípicas e provenientes de uma boa idéia tem mercado para crescer no Brasil.
Depois de ver tudo isso sobre o momento atual dos jogos de tabuleiro e suas tendências, espero que você também passe a acreditar que nem sempre é só nostalgia ou saudosismo que movem o mercado de determinados produtos ou serviços. É sempre bom estar atento e procurar descobrir o que pode estar por trás de uma nova tendência. Quem sabe assim você constrói uma boa idéia sobre o assunto, passa a aprender mais e, até mesmo, pode ganhar uma boa grana com o que antes não acreditava de fato.
Depois de ler tanto, você merece um bom link para relaxar. Então clique aqui e divirta-se com alguns jogos de tabuleiro online.























