The YouTube Oscar goes to…

Os melhores videos de 2006 foram separados em sete categorias e lançados num concurso para escolher os melhores. É o Oscar da web. Até o final de semana os internautas podem votar em seus favoritos entre os 70 selecionados, a votação termina na sexta-feira (23) e o resultado sai na segunda-feira (26). O concurso se chama YouTube Video Awards.

Confira alguns selecionados por categoria (clique nos títulos para ver os vídeos):

Mais criativos
OK GO, here it goes again, vídeo no qual quatro homens fazem uma coreografia utilizando esteiras ergométricas;
Where the hell is Matt?, em que o protagonista realiza uma dança “estranha” em diversos locais do mundo;
Hyperactive, com um jovem que faz um clipe com imagens de seu rosto.

Mais inspiradores
Free Hugs Campaign, um homem segura uma placa com os dizeres “Abraços grátis” pelas ruas;
Heather Martin, uma encantadora menininha se apresenta em um recital;
9 months of gestation in 20 seconds, são mostrados os nove meses de gestação de uma mulher, através de fotos sobrepostas.

Melhores séries
Ask A Ninja: Special Delivery 1 “What is Podcasting?” mostra um rapaz vestido de ninja explicando o que é um podcast;
Chad Vader fala sobre a dura vida do irmão mais novo de Darth Vader, o vilão de “Guerra nas Estrelas”;
Ask a gay man mostra um programa feito por adolescentes que dão conselhos aos espectadores.

Melhor comédia
Smosh Short 2: Stranded conta a história de um homem que se encontra em uma ilha deserta;
Mixed Nuts é sobre uma família que se comunica através de vídeos;
Ben takes a photo of himself everyday mostra fotos diárias de um mesmo homem.

Melhor música
Say It´s Possible, é uma mulher a responsável pela música;
Mr Pitful, um homem aparece cantando;
Pancakes, vídeo sobre como fazer panquecas, a cozinha vira um estúdio fonográfico, e a música é produzida através do som de pratos e panelas.

Melhor comentário
Telling it all part 1 um homem idoso conta a história de sua vida;
This is YouTube at the best, outro homem faz um comentário sobre o vídeo anterior;
Hotness Prevails um rapaz sem roupa reclama do calor.

Mais adorável
Kiwi, que conta a história de um pássaro sem asas que queria voar;
Sleepy Spudgy, no qual um cachorrinho cai de sono no chão;
The Original Cuppycake Video, que mostra uma menina cantando em um microfone.

Do G1

Campanha pela real beleza


Volta e meia nos deparamos por aí com campanhas belíssimas e muito inteligentes. É o caso das últimas campanhas publicitárias da Dove, em especial a mais nova delas. A Campanha Pela Real Beleza, que incentiva as meninas e mulheres a se aceitarem e, assim, buscar a beleza que há em cada uma delas.

Logo na página inicial do site, a Dove diz a que veio: “Dove acredita que é possível mudar a maneira como as meninas e mulheres se sentem.” E o site mostra também o resultado de uma pesquisa que revelou:

90% das mulheres entre 15 e 64 no mundo inteiro querem mudar pelo menos um aspecto da sua aparência física, sendo que o peso é o primeiro no ranking.
67% das mulheres entre 15 e 64 evitam atividades sociais por se sentirem mal com sua aparência, como por exemplo, expressar uma opinião em público, ir à escola, ir ao médico.

São dados extremamente interessantes e que levaram a empresa a repensar toda a sua forma de se comunicar com seu público. É como disse certa vez um professor meu no MBA: “O mundo é composto em sua grande maioria de pessoas gordinhas, imperfeitas, e não de pessoas perfeitas.”

É bem por aí, não dá pra simplesmente ignorar o grande filão dos produtos e fazer uma comunicação como se todas as mulheres fossem lindas e maravilhosas. O que a Dove fez foi só dizer a verdade. Algo como: olha, você não é perfeita, sabemos disso, mas temos produtos que vão te ajudar a sentir-se mais bela e confiante em si mesma. Veja o filme no começo deste post e irá entender a minha colocação.

E depois de ver este vídeo, alguns vão pensar que é loucura colocar só meninas nele. Mas hoje em dia, as adolescentes são mais vaidosas que nunca. E eu acho que existe mais um motivo pra isso, a empresa está dando a estas meninas a possibilidade de crescer mais auto-confiante, forte e feliz consigo mesma. É fantástico! E o melhor, é simplesmente propaganda.

Uma barata no G1

Lá vou eu, tranquilo e calmo, visitar o G1 e com o quê eu dou de cara? Uma barata na tela do PC. E uma barata muito bem feita, por sinal. Quase dava para confundir com uma de verdade. Conheço gente que iria se descabelar ao ver aquela propaganda. Hã! Propaganda? Como assim?

É, isso mesmo. A tal baratinha fazia parte de um anúncio online para o DDD da intelig, n.º 23. A barata aparece andando na tela e depois um chinelo imitação de Havaianas surge e esmaga a coitada. Aí vem sobre o chinelo os dizeres: “DDD sem susto. Ligue 23.” E depois a assinatura da intelig. Só faltou descer algum fluído esverdeado pela tela. Argh!

Fala sério? Susto mesmo foi ver que alguma agência criou algo como isso e, pior ainda, ter a certeza de que o anunciante aprovou a veiculação. Séra que eles quiseram usar o asqueroso inseto de nome “barata” para dizer que o DDD deles é mais barato? Ou será que fui eu quem viajou com essa interpretação?

Minha opinião é que ficou, nada mais, nada menos, que péssimo. Aliás, há muito tempo não vejo um anúncio ou propaganda da intelig de que se valha a pena comentar positivamente. Desse jeito a Embratel e a Oi Fixo só terão sempre o que comemorar.

Ferrari World

A Ferrari será concorrente da Disney. É, meu caro leitor, isso mesmo que você leu. A Ferrari, famosa escuderia italiana da F1, está construindo um imenso parque temático no Golfo Pérsico. O empreendimento será financiado pelos sheikis de Abu Dhabi, que desembolsarão uns meros US$ 40 bilhões. A família de Abu Dhabi é dona de 5% da Ferrari e o parque será criado para dar suporte turístico a região. Até o aeroporto será reformado, ao custo de US$ 6,8 bilhões.

O parque terá 24 atrações, entre estas uma montanha-russa ao estilo F1, além de praias artificiais, clubes, restaurantes, marinas, golf, teatro, lojas de luxo, um circuito pra você correr de Ferrari :D , etc. A data prevista para a inauguração é em 2009.

Mas afinal este não é o primeiro dos empreendimentos Ferrari longe do seu core competence. A marca possui relógios, perfumes e outros produtos de luxo incorporados ao seu leque de produtos. E tem instalado algumas Ferrari Store em lugares cada vez mais distintos. A última fora lançada nada menos que no Catar. Parece que a escuderia italiana gosta mesmo de petróleo, ou melhor de petrodólares.

As lojas da marca, ventem roupas, sapatos, brinquedos, chaveiros e outros acessórios, tudo com a marca Ferrari escrita. Em breve, esta planejado o lançamento de outra loja na ilha multi-milionária Pearl-Qatar. Existem atualmente várias lojas da Ferrari, bem como em Hangzhou na China e Shanghai, além da de Las Vegas. É a força da marca.

Post compilado daqui, daqui e daqui.

Os reacionários nostálgicos e os divorciados

TELEANÁLISE – Malu Fontes

A morte do garoto carioca João Hélio, arrastado pendurado em um carro durante um assalto, serviu para trazer aos telejornais, sobretudo os de linha editorial mais sensacionalista, uma horda de reacionários defendendo as mais duras medidas policiais e jurídicas. Os reacionários são sempre nostálgicos. Acham, estão convencidos disso e querem nos convencer, que, no passado, o mundo era um lugar absolutamente aprazível, feito de manhãs cantantes, muita paz, generosidade e fraternidade entre os homens.

Já que, para eles, o presente tornou a vida e o mundo um inferno, é preciso intervir com força armada e leis duras para que voltemos a um suposto passado idílico. Mesmo que, para isso, tenhamos de instituir, inclusive, a pena de morte. Os mais contidos não chegam a defendê-la. Fixam-se na tese de que a solução para a violência é entupir as cadeias de garotos imberbes. Garotos que o Estado brasileiro, mais ocupado com seus dutos da corrupção, não consegue educar, não consegue sequer tirar das ruas.

MORTOS – Embora sempre se considerem espertos, os reacionários parecem ingênuos. Acham que , por decretos, desses que autorizam o Estado a ser ainda mais violento e burocrático, vamos resolver todas as mazelas sociais do país. Talvez por conveniência, costumam não enxergar nem muito além nem muito aquém de suas teses. Ninguém viu, por exemplo, nesses dias de intenso debate sobre redução da maioridade penal ou sobre a defesa da pena de morte, um reacionário desses de plantão nos telejornais ou nas revistas eletrônicas televisivas atacando uma autoridade governamental pela sua incapacidade de retirar das ruas um exército de crianças famintas, maltrapilhas e pedintes , dessas com as quais cruzamos em cada sinal de trânsito.

Quem é capaz de adivinhar onde esses meninos e meninas estarão, em um futuro breve, a persistir o imobilismo do E stado? São três as opções mais prováveis: mortos (vítimas da própria violência social da qual são produto), presos (improdutivos e consumindo recursos retirados pelo Estado de cada cidadão) ou cometendo violência nas ruas. Aqueles que escaparem dessa triangulação previsível terão desafiado e vencido a lógica natural de suas vidas.

MANOEL CARLOS – Outra característica dos reacionários é a tendência à comoção quando ela atinge pessoas de uma melhor condição social. Nos últimos anos, o Rio de Janeiro, por exemplo, assistiu a incontáveis crimes, chacinas, envolvendo gente muito pobre, cujos cadáveres são transportados em carrinhos de mão e não raro são esquartejados. Dificilmente essas mortes motivam passeatas na zona Sul da cidade, dessas nas quais se soltam pombos brancos e que têm suas imagens incorporadas às tramas politicamente corretas de Manoel Carlos.

A morte de João Hélio acendeu um movimento reacionário no país e o que não tem faltado na TV são telespectadores excitados pedindo, em programas policialescos, a pena de morte, a tortura e atitudes na linha lei de talião. Na mesma semana em que isso ocorre, o mundo da política e da Igreja Católica iniciaram um outro debate que também caiu no fosso reacionário: a defesa do presidente Lula pelo uso da camisinha e a reação imediata da Igreja Católica.

DIVORCIADOS – Não bastasse a reação da Igreja por aqui, em escala mundial outra pérola reacionária surpreendeu muitos: o Papa Bento XVI, num retrocesso, atacou sem meios-termos os divorciados. Classificou os segundos casamentos com a singela adjetivação de “praga social”. E os católicos mais carolas que se debrucem sobre o latim, língua defendida pelo Papa para a celebração da missa. E depois há quem não consiga entender porque as catedrais da fé e seus tele-evangélicos madrugadores são sucesso de público. Mas como vivemos numa miscelânea de discursos non sense, o melhor de tudo é assistir a essas normas papais contra os divorciados nos telejornais e, no intervalo comercial, vermos um show da capacidade do catolicismo de se adaptar à lógica moderninha e nada reacionária: o anúncio do espetáculo Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém (PE), é impagável.

Ao mesmo tempo em que anuncia Francisco Cuoco como um Herodes improvável e Grazielle Massafera como uma Maria Madalena louraça-gostosona, exibe um boneco de uma marca de palha de aço (a mesma que patrocina o BBB7) dançando desengonçado no papel de patrocinador, convidando-nos a rir do mercadinho da fé que, com uma variação aqui e outra ali, é tudo muito parecido: tudo é business e performance em nome do divino. Para coroar o anúncio, uma marca de peixe congelado, com nome de deus grego e ilustrado por um desenho medonho, brada: “o pescado da paixão”. Mais risível, impossível.

Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado em 18 de março de 2007.

Assalto no Beach Stop

Ninguém merece começar a semana com notícias ruins, mas vou ter que contar esta experiência que vivi ontem a tarde. Havia marcado com alguns amigos para nos encontrar no Beach Stop, um bar e restaurante legal, com boa comida e a preços razoáveis que fica na Boca do Rio, em frente ao Aeroclube. Ao chegar ao local, dois amigos, Marcela e Ivan, já estavam na área interna e com ar condicionado do restaurante. Lá possui três ambientes, dois externos e um interno. Conversamos e esperamos os demais chegarem. Tudo ia bem até que: assalto!

Ouvimos a palavra menos desejada naquele momento. O restaurante estava sendo assaltado, três ou quatro ladrões roubaram tudo dos clientes que estavam nas áreas externas e nós só estávamos esperando a nossa vez. Quando percebi que era um assalto, retirei todos os cartões da carteira e escondi tudo, escondi também a bolsa da minha namorada, retirei o chip do celular pra ter o que dar aos ladrões, mas, por Deus, eles não entraram na área interna e não assaltaram a nós e às outras dezenas de pessoas que lá estavam.

A polícia, meia hora depois, ainda não tinha aparecido. E olha que foram dezenas de ligações para o 190 e muitas com sucesso. Mais uma vez percebi o quanto estamos nas mãos destes marginais e completamente inseguros.

Nunca havia passado por uma situação destas e, confesso, é muito ruim. Mesmo não tendo sido assaltado, é muito ruim. Tivemos que amparar uma senhora, demos água de coco para ela e também para uma das minhas amigas, que estava aos prantos. Muitas mulheres choravam e muita gente havia sido roubada.

Agora vem a outra parte interessante da história. O garçon que veio receber o pagamento da nossa conta, nos disse na maior tranqüilidade, como se aquelas palavras fossem simples, que era a segunda vez que estes mesmos ladrões roubavam à luz do dia o restaurante. Se ele é meu funcionário e eu descubro isso ele seria demitido sem pestanejar. Tudo bem que o coitado não tinha como saber que estava falando com quatro publicitários, uma jornalista, um designer, uma secretária executiva e um conhecido e conceituado tatuador da cidade, mas ele não devia nunca ter dito aquilo. Naquele momento quaisquer possibilidades de voltar algum dia ao Beach Stop se esvaíram completamente. E mais, ele prejudicou e muito a imagem da empresa.

Até nessas horas da pra perceber a diferença que faz um funcionário bem treinado. E eu aqui, até nessas horas consigo pensar em marketing. Afe!

Por Deus, só quem saiu ferido dessa situação foi a empresa, que depois de ser assaltada uma vez não tomou providências para assegurar aos seus clientes o direito de chegar e sair bem do restaurante. Eu é que não volto nunca mais lá.

PS.: O site só mostra imagens e dados do restaurante de Stella Mares, pois este da Boca do Rio é mais novo e não chegou a ir para internet. Veja sobre ele aqui.