Sou um smurf.

Estou cansado. Ontem eu saí do trabalho às 22 horas. Trabalhei 12 horas. Não foi meu recorde por que aqui eu já trabalhei 16 horas seguidas, mas foi cansativo. Aliás, este mês tem sido muito cansativo. Um colega de férias e 80% do serviço dele passou pra mim, isso além do meu que já não é pouco. Acho que esta semana vou esticar pelo menos mais outros dois dias até as 22 horas. Se for preciso, virei sábado. Tudo isso pra agilizar o serviço, desafogar as cobranças e, também, tirar uma grana a mais no final do mês.

Hoje vou tentar sair do trabalho um pouco antes do final do expediente pra ir pegar o meu álbum de formatura. Já se foram quatro meses e eu ainda nem fui pegar. Uma parte é culpa de relaxamento e outra de trabalho mesmo.

Estou sem tempo para continuar o post. Tchau. Tenho mais o que fazer. Hoje eu estou chato, mau humorado e arrogante. Com muita gente me enchendo o saco. Já bati boca com gestor e estou no limite pra mandar alguém ir tomar no c*. Estou azul de tanta raiva.

(Desculpem, apesar de ser verdade isso funciona como um desabafo.)

A Via Láctea
Renato Russo

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso

Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso!
É só hoje e isso passa…
Só me deixe aqui quieto
Isso passa.

Amanhã é outro dia
Não é?

Eu nem sei por quê me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado por pensar em mim.

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou.

Mas não me diga isso!
Não me dê atenção!
E obrigado por pensar em mim…

É tetra, é tetra, é teeetra!

E viva a Azurra, que derrubou do salto alto e fez os azuis abaixarem o nariz. Um monte de gente dizendo que a França tinha que ganhar só pra Itália não encostar no Brasil em número de títulos. Pra mim isso é um motivo bobo demais pra se dizer torcedor da França. Eu vesti a carapuça italiana e parti para a torcida. O jogo foi duro, mas a Itália assim como o Brasil, depois de 24 anos e nos pênaltis, sagrou-se tetra campeã mundial de futebol.

Fiquei muito feliz. Sempre achei o povo italiano muito parecido com o nosso povo. Na alegria, na vida, na comida até. Parabéns à Itália. Eu lembro bem do dia do nosso tetra. Foi uma alegria imensa ver o Brasil ganhar desta mesma Itália que agora leva a copa. Comemorem amigos italianos, comemorem muito.

E o Zidane, hein? Que decepção. Depois de uma copa primorosa, jogando muito e deixando muita gente boquiaberta com seu futebol, faz uma merda daquelas ontem. Eu queria saber o que o Materazzi disse a ele para que ele perdesse a cabeça e desse aquela cabeçada estúpida que lhe rendeu o cartão vermelho mais merecido da competição.

E depois disso ele ainda é eleito o melhor jogador da copa. Na boa, ele jogou muito, mas não se pode premiar alguém que faz algo como o que ele fez. Era pra Canabarro levar essa Bola de Ouro e não Zidane.

(…)

Fim de semana a mil por hora. Sexta reggae com amigos e amigos. Sábado recepção à Marcelinha, que retornou da Disney e no final da noite boteco com meus primos. Ontem era pra eu ter ido ao Maria da Praia (Biu, desculpas mil!), mas acabei arrastado pra casa de um amigo e não consegui sair de lá antes do final do jogo. À noite, reggae na Ribeira e depois enfim fui pra casa. Mas mesmo depois de tudo isso, estou com uma sensação estranha de que não fiz nada nos últimos dias. Estranho isso, né?!

Sorria, você está em um blog da Bahia.

Enfim, depois de dias feios, hoje o Sol nasceu brilhando e o céu está azul, com algumas nuvens, mas ainda assim belo. Vou agilizar os mais diversos processos no trabalho e correr para o abraço à noite. É que hoje tem encontro da Diretoria. OoêêêêÊêêÊÊêêê! Estou com uma saudade estratosférica destes amigos mais que amados. Gaby, Thi, Paup’s, Sarmento, Bssa, Paty e Daniel, além de mim of course! Vamos a um japa-japa delicioso e agradabilíssimo no Itaigara.

Amanhã vou trabalhar o dia inteiro, mas no fim do mês isso será recompensado. E Marcelinha chega da Disney. Estamos mais que ansiosos por revê-la e doidos para dar um big beijo e abraço naquela amarela linda.

Esta semana minha sala aqui no trabalho foi inteiramente reformulada e, com isso, eu ganhei uma janela ao lado do micro. Todo mundo adorou a mudança e não faltaram elogios. Vou logo avisando: decorador é o pai! Hahuahuahua! Eu sou eficientizador de ambientes. A foto é um dos ângulos da vista da minha janela.

Recebi o texto abaixo hoje pela manhã e fiquei maravilhado com a sua mensagem. Como o que é bom (nem tudo, hein gente!) a gente divide com os amigos, deixo ele aqui para vocês também.

Tenha um(a) amante
Dr. Jorge Bucay – Psicólogo
(Tradução do original “Hay que buscarse un amante.”)

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também os que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro ou os mais diversos achaques.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico conclusivo: “Depressão”, além da inevitável receita do antidepressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que elas não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que elas precisam de um AMANTE!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: “Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!” Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: AMANTE é “aquilo que nos apaixona”.

É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.

É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Podemos encontrar o nosso amante em nosso parceiro, que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto… Enfim, é “alguém” ou “algo” que nos faz “namorar” a vida e nos afasta do triste destino de “ir levando”. E o que é “ir levando”? Ir levando é ter medo de viver.

É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, ingerir pílulas multicoloridas, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionada cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo, e se contentar com a incerta e frágil ilusão de que amanhã, talvez, possamos realizar algo. Por favor, não se contente com “ir levando”; procure um amante, seja também um amante e um protagonista de SUA VIDA… Acredite: O trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver; por isso, e sem mais delongas, procure um amante…

A Psicologia, após muito estudar sobre o tema, descobriu algo fundamental:
“PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA.”

“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”
Fernando Pessoa

Desabafo: Eu quero MSN no trabaaaaalho! Saco!

Para o alto… E avante!

Só o basicão não dá

Os últimos onze meses têm sido estranhos para mim. Estranhos porque eu mudei como nunca. E mudei sem perceber, como que por osmose uma racionalidade nunca antes tida, apoderou-se de meu coração e o deixei envolver por isso. Onze meses é o período mais longo que passo sozinho desde o longínquo ano de 1997. Isso mesmo. Em quase dez anos, este é o meu maior período solteiro. O mais foda é que estou me acostumando a esta condição. Eu, que sempre fui de envolver facilmente, de amar loucamente, tornei-me enfim rocha. Depois de um noivado, dois namoros de mais de um ano, outros dois mais curtos, além de alguns longos casos e uma amizade colorida, agora sou rocha. Não sei o que é ter taquicardia de amor e frio na barriga há muito tempo. Agora, o fato mais interessante disso tudo é que tenho tido boas oportunidades ultimamente. Acho que minhas relações têm amadurecido muito e, com isso, as chances de alguém me apaixonar tornaram-se diminutas. E tornaram-se assim por que eu mesmo me tornei mais exigente. É como na propaganda do Banco Real, que diz que só o “basicão” não dá. É preciso oferecer mais, mesmo porque eu sei tudo o que tenho a oferecer e agora vivo como uma balança, pesando tudo em busca de equilíbrio. Enquanto esta balança pender para um dos lados, o amor será difícil. Difícil, não impossível. Ando de alma limpa e coração aberto para isso. Permito-me ficar, beijar e fazer amor. Na hora em que alguma mulher conseguir tomar meu coração para si, voltarei a ser o original Léo. O Léo das flores, das ligações intermináveis, da demora em desligar o telefone, das mensagens sem hora e do amor explosivo típico do legítimo escorpiano que sou. Enquanto isso vou tocando o coração com a cabeça ao invés de tocar a cabeça com o coração. Até quando eu não sei.

Feito para você

Eu preciso registrar aqui a minha imensa alegria com a nova campanha do banco feito para você. Precisa dizer o nome do banco? Claro que não. A campanha fala que ele é o banco com a marca mais valiosa do país, que trabalha para todos os brasileiros e blá, blá, blá. Mas o bom mesmo é que o nome do banco nunca é citado e o VT não é assinado. Ainda assim zilhões de brasileiros sabem qual é a instituição. A plástica do VT, com objetos sempre laranjas no tom do da marca do banco, as cenas lindas e uma boa fotografia completam o clima alto astral e vivo da campanha. Adorei.

A campanha anterior já era estupidamente fantástica. O Itaú está piscando para você. Várias agências da cidade pareciam boates, com luzes diversas piscando igualzinho ao VT. Fantástica e inteligente.

Nem parece banco

Outro banco que me encanta com seus VT’s é o Unibanco. Sempre jovem e dedicado. Uma campanha invejável e com uma identidade muito bem definida. Adoro as séries de desenho, todas bem divertidas e inteligentes. Dou meus parabéns e aplaudo de pé. De fato, como diz o slogan, nem parece banco.

Avante Azurra!

Esse negócio de o Brasil e Portugual terem perdido para a França nas quartas e semifinais da Copa, têm feito crescer em mim um sentimento anti-francês intenso. Mas calma, não é contra o povo francês, é só contra a seleção deles mesmo.

Por isso, neste domingo eu serei italiano até o último minuto do jogo. Rumo ao Tetra!!!

(…)

PS.: Fazia muito tempo que eu não comentava propagandas aqui no blog, vou voltar a fazê-lo.

JWRL

Bem, aqui está o blog de volta à ativa. Um dia e meio offline por causa do provedor, mas é a vida e o deles está guardado.

Ontem teve os aniversários de Xandão, minha prima Daiane e meu primo Nilson. Parabéns a todos! Encontrei meus primos na barraquinha do Imbuí e, depois de umas brejas, dirigi-me ao Tijuana onde estavam Xandão, Mila, Mila, Ivan e tantos outros amigos. Lá a bebida era Red Label. Aí já viu né?! Esbaldamos-nos em whisky, demos risada e não cantamos parabéns. Isso porque Xan não gosta e, se não gosta, não contrariamos ele. No final da noite ainda fui parar na casa de minha prima. O bom de tudo é que umas doze e pouca já estava em casa, assim hoje acordei como se nada tivesse acontecido.

Nossa amiga Tata está em Barcelona desde a segunda e já nos mandou notícias. Está bem e feliz. Ainda bem.

No mais, até mais.

Soluções, às vezes, são soluços grandões.

De tudo, o pior é não poder folgar quarta-feira à tarde. A seleção de Parreira foi eliminada. A dele, quero deixar bem claro. Outros 179.999.999 brasileiros teriam colocado uma outra escalação em campo, mas quem manda é o bundão com cara de cú, então que se foda! E como na nossa linda Confederação Brasileira de Futebol só tem babaca e ladrão, é bem capaz dessa anta e dos dinossauros que andam com ele continuarem. Corja! Bonito mesmo foi ver nossos irmãos patriotas gritando para os jogadores, em especial para Cafu: pipoqueiro! Pipoqueiro! Adorei!

Não vou dizer que não me abalou, pois seria mentira. Mas dez minutos depois, com o copo cheio de whisky, as coisas já estavam mais tranqüilas. Sou português até o fim! Nossos 10.000.000 de irmãos de lá, agora podem contar com mais 179.999.999 irmãos de cá. Parreira não conta. Ele é tudo, menos brasileiro. Se for brasileiro, só pode ser uma anta. Aí, tudo bem, eu deixo.

E eu quero Portugal X Itália na final. Mesmo sabendo que a barra vai ser dura pra azurra, eu quero. Mesmo vendo os alemães fazendo uma bonita festa, quero outra final, sinto muito por eles. Seria lindo ver Felipão campeão do mundo novamente. Ah! Seria muito bom ver a cara dos trogloditas da CBF depois disso.

Assisti ao jogo na casa dos tios de Mila, Tata e Fá. Galera imensa. Muita cerveja, whisky, comida, gente bonita, alegria e animação. Além de duas plasma 42 polegadas. Pena que o Brasil saiu, senão iria rolar mais algum reggae desses. Hehehehe!

(…)

Ontem foi a despedida de Tata. É, depois de dias e dias de farra para nos despedirmos, chegou a hora do embarque e Tata cruzou o Atlântico. Acho que pra muitos, inclusive pra mim, a ficha ainda não caiu de fato. Vou sentir falta dela. Uma pessoa boa, pra cima e divertida. Alice, para nós amigos. Enfim, espero que Barcelona seja tudo o que ela sempre sonhou e que ela consiga o que quiser por lá. Fibra e determinação sabemos que ela tem. Estiveram presentes para a despedida eu, Mila, Fá, Xandão, Camile, Ivan, Biu, além dos parentes de Tata, primos, primas, tios e pais.
Boa sorte, Tata.

(…)

E nos próximos dias, tudo o que é verde aqui no Atômico tornar-se-a vermelho, que junto com o amarelo são as cores oficiais do blog. Aguardem. Em breve cores originais de volta e, quem sabe, uma cara nova também.