Vinte e poucos anos

Os vinte e poucos anos são quase sempre uma maravilha para o jovem adulto, época de descobertas, um pouco mais de dinheiro na mão, mais liberdade, faculdade, trabalho, entre tantas outras novidades.

Às vezes, nestes curtos anos, alguns realizam o trabalho de uma vida e, por outras poucas vezes, conseguem viver desse trabalho por toda a vida adiante. Muitos trabalham duro para acumular bens ou experiência, outros apenas vivem a vida pelas curvas da estrada logo adiante e há ainda os que se dedicam a passar bem pela década, para chegar ainda mais fortes na seguinte.

Não há modelo ideal, puritano, perfeito. Há vidas e vidas. Caminhos e caminhos. O importante é tirar o melhor do caminho que você escolheu ou para o qual foi impelido. Não sei se é tristeza, mas sinto algo quando vejo alguém, um jovem adulto, que conheço e/ou mesmo desconhecidos, que encontraram a pepita, o diamante bruto, limparam um pouquinho com cuspe e jogaram de volta na lama, por não entender o valor ou, simplesmente, na pior das hipóteses, por escutar alguém dizer que isso era o que deveria ser feito, seja pelo motivo que for.

Não tenho a petulância de julgar ninguém por seus atos ou escolhas, mas quando vejo boas ideias e boas iniciativas serem jogadas no ralo por ideologias ou pela falsa sensação de poder, fico um tanto frustrado. O título desse post é “Vinte e poucos anos” porque é na faixa de idade que mais vejo pessoas jogando fora ou destruindo boas oportunidades para a vida. É óbvio que tem quem o faça aos trinta e poucos, quarenta e poucos e por aí vai, mas é aqui onde a maioria dos exemplos que tenho visto se acumulam. Assim como há pessoas que o fazem dito estrategicamente, confesso que gostaria de ser apresentado a este tipo de estratégia, que não conheço.

Casos de jovens que conseguem a façanha de encontrar o filão ideal para um projeto, um site de conteúdo, um perfil social, um aplicativo, uma fábrica de coxinhas ou uma mini gráfica rápida com um nicho específico de mercado, mas se deixam dominar por promessas de quem já viveu vinte e poucos, trinta e poucos, quarenta e poucos, cinquenta e poucos anos ou mais, e creem que, ao segui-lo irão garantir a próxima década – ou mais – por osmose. Como se o mundo não desse voltas. Como se as portas hoje fechadas por quem deveria mantê-las abertas, tornem-se a abrir mais à frente, como mágica ou magnetismo.

Como diria um grande sábio brasileiro: “A vida vem em ondas. Como um mar. Num indo e vindo infinito.

#OsÚltimos5Anos e #Daquia5Anos

Eu não sei o que vai acontecer daqui a alguns minutos, quiçá dias ou meses, mas sei o que já aconteceu até aqui e tenho boas ideias do que pode acontecer daqui em diante. É sobre isso que quero falar.

SOL

Este ano, 2013, tem sido, de longe, o mais incrível em minha vida por diversos fatores. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que é bastante cansativo, mas é empolgante e isso é um baita combustível pra seguir em frente. Comecei o ano sendo formalizado em um novo trabalho, numa agência bacana, com uma equipe boa e bons jobs. Foram muitos os projetos aprovados e muitos mais ainda os recusados ou reprovados. Cada um dos que ia pra rua era uma vitória e cada um dos que ia pra gaveta era um aprendizado e uma oportunidade de colocá-lo na rua em outro momento para outro cliente ou até para o mesmo.

Em fevereiro nasceu Miguel, meu – até o momento – primeiro filho. Não dá pra descrever a emoção de tê-lo nos braços na sala de parto ou mesmo a que sinto ao chegar em casa e vê-lo abrir um imenso sorriso banguela pra mim.

Em agosto consegui, com dois sócios, começar a tirar do papel um projeto pessoal no qual acredito muito. O projeto já está a pleno andamento e no próximo mês começa a ser programado. É a certeza de que vou perder muito sono, mas estarei fazendo algo em que acredito, em que aposto. E este vai ser apenas o primeiro. Já tenho ao menos três outras boas ideias prontas para sair do campo das ideias para a execução.

Esta semana vi a campanha da Johnnie Walker, chamada #Daquia5anos, que convoca as pessoas a se imaginar como estarão em 5 anos. Pois bem, a campanha me fez pensar não só no futuro, mas principalmente no passado, nos últimos 5 anos de minha vida. Cara, quanta coisa mudou.

Há pouco mais de 5 anos eu pedia demissão de um emprego fixo de quase 7 anos, em uma grande empresa. Uma verdadeira loucura para a grande maioria das pessoas que conheço. Minha família ficou em choque, colegas de trabalho acharam uma doideira largar a estabilidade de lá pela loucura do mercado. E foi mesmo uma doideira. Eu já tinha quase 7 anos cuidando do serviço que me confiavam e, permitam-me dizer, com muita competência, batendo metas atrás de metas, ano após ano. Pra se ter uma ideia, a meta do meu último ano enquanto trabalhava lá era algo como quase três vezes a meta do ano anterior. Era como se passasse de 100 aos 300, simplificando a coisa. Saí de lá faltando uns vinte dias pra terminar o ano, com mais 95% da meta maluca alcançada e o restante em execução. Causar esse ponto de ruptura em minha vida me fez ver novas possibilidades, novos horizontes. Parece clichê, mas é a pura verdade. E eu faria de novo e de novo e de novo.

A minha mudança, na época, foi bem radical. Saí de uma grande empresa para uma ONG que atuava com projetos de sustentabilidade para empreendimentos hoteleiros de pequeno porte em todo o país, com inclusão socioeducativa para jovens de baixa renda, além de projetos de desenvolvimento de destinos turísticos e arranjos produtivos locais. Nem preciso dizer o quanto aprendi. Foi foda enquanto durou.

Em seguida, mais um trabalho corporativo, coordenando a comunicação de um grupo de empresas de engenharia civil e ambiental, com filiais do Norte ao Sudeste do Brasil. Uniformizei a comunicação inteira do grupo, de Manaus a Arapiraca, entre tantos outros lugares. Uma doideira boa sem limites. E foi aqui que o mercado me mostrou que, além de ser bacana, dá as suas rasteiras. Em época de vacas magras, sobra quase sempre pra comunicação. Sobrou pra minha área, que deixou de existir no grupo.

Fui, mais uma vez, pra um trabalho bem diferente. Já prestava consultoria para uma empresa de educação e treinamento profissional e fui convidado a me juntar a equipe. Empresa pequena, startup, e com um trabalho muito bacana. Foi mais de um ano de viagens pelo Nordeste levando os cursos da empresa, além de trabalhar na montagem do projeto que hoje se tornou o foco da empresa, os cursos digitais online, ao vivo e sempre atualíssimos.

Quando saí fisicamente de lá, passei mais de um ano trabalhando como freelancer, atendendo a este último cliente e outros. Foi a época mais bizarra e difícil dos meus últimos 5 anos. Depois de alguns poucos meses nesta rotina, já estava deprimido. O dinheiro dava pra pagar as contas numa boa, mas eu não estava feliz. Trabalhar em casa definitivamente não é pra mim, pelo menos não totalmente em casa. O home office é ótimo pra tirar a gente da loucura do trânsito do dia a dia, mas péssimo para alguém como eu, que gosta de ter pessoas por perto para trocar ideias e até mesmo dar alguma risada. Foi quando surgiu uma oportunidade, através de uma amiga – a qual sou bastante grato, diga-se -, e pude vir para onde trabalho oficialmente desde o começo do ano.

Além de todos os trabalhos, nos últimos 5 anos eu casei, comprei meu apartamento e passei a viver com Simone, e agora também com Miguelindo.Se os últimos 5 anos deram e deixaram, 2013 foi definitivamente a cereja do bolo (embora eu deteste cereja). O trabalho que pude realizar e o desafio de criar um novo ser, junto com minha esposa, dificilmente terão páreo. Mas eu vou me coçar pra que venham tantas coisas novas pela frente que isso tudo de 2013 se torne fichinha um dia.

Bem, pelo visto meus próximos 5 anos serão tão emocionantes quanto foram os últimos 5. Agora, em setembro, no fim desse inverno baita chuvoso em Salvador e a uma semana do início da primavera, vem mais uma novidade, mais um novo desafio.

A partir da próxima semana estarei em um novo trabalho, com novos clientes, colegas e problemas a resolver. Não tenho dúvidas de que vai ser muito bom. As pessoas são inteligentes, alguns bem jovens – e empolgados -, e isso tudo é ótimo para dar aquele ânimo, aquela sacudidela necessária. Além do novo trabalho, tem o projeto pessoal, do qual falei que estou tirando da gaveta com dois sócios. Temos muitas expectativas em torno dele, do que ele pode vir a se tornar em algum tempo. E tem ainda os outros projetos que tirarei da gaveta, muitos deles já bem organizados, prontos pra começar a andar.

Com tudo isso fica a certeza de que os próximos 5 anos vão ser foda no trabalho e na vida também. Sempre no bom sentido, claro. Miguel, meu filho, vai crescer e soltar muitos “porquês?”, vai começar na escola, ir à praia, andar de velotrol e bicicleta, cair, chorar e rir muito, fora outras tantas descobertas que passaremos juntos. Quem sabe se ele terá um irmão ou irmã, não é Simone? Se tiver, em 5 anos já terá 2 ou 3 anos? Será “moreninho(a)” como Miguel ou gazo(a) como a mamãe ou loiro(a) como o papai eram quando criança? São muitas questões e momentos esperando para serem vividos.

Miguel

Eu quero fazer tanta coisa, tenho tantas ideias – pra família, trabalho e negócios -, que às vezes é difícil até mesmo pensar em como começar. Só de negócios eu quero montar uns três. Um bar temático inédito é uma das ideias. O fato é que as ideias estão saindo do papel e o ponto de ruptura de tudo isso foi aquele pedido de demissão, pouco mais de 5 anos atrás, aquela ação considerada uma doideira por quase todos a meu redor. É engraçado pensar, depois destes anos, em como algo assim pode ser tão transformador.

Não tenho absolutamente nada a ver com a campanha da Jhonnie Walker (mas eu passo fácil meu endereço se eles quiserem mandar um Gold ou Blue Label, #fikdik), mas ela me motivou a escrever este post. E eu não escrevo tanto assim faz muito tempo.

Com isso eu pergunto, e você? Qual o seu ponto de ruptura? Como foram os últimos e como serão os seus próximos 5 anos? Os meus foram e vão ser foda.

A delícia de se tornar mãe – post da mamãe

Ontem o meu pequeno completou seis meses. Como passou rápido! Aquele pequeno ser que me deixava toda emocionada ao se movimentar dentro da minha barriga nasceu e conseguiu transformar um amor que já era imenso em um tamanho que nem sei expressar. Costumo dizer que é um amor tão grande que chega a doer.

Estes meses foram de muitas descobertas para Miguel na sua linha de desenvolvimento e para mim claro, como mãe e cuidadora. Aquele choro forte e continuo da sala de parto não traduziu o que ele é desde que veio para o meu lado. Sempre se mostrou um bebê calmo, tranquilo e nada chorão e isso ajudou muito a mamãe.

Nos primeiros 3 meses a rotina é mais pesada o acordar de 3 em 3 horas para amamentar me deixava cansada o corpo não estava acostumado, mas também não me traiu. Apesar de às vezes as lágrimas caírem pelo cansaço eu tive uma excelente recuperação, não tive fissura na amamentação e consegui desde o inicio cuidar de Miguel.

Ontem também completamos um ciclo muito importante, a amamentação exclusiva pelos seis meses. Amamentar inicialmente não é fácil e é por isso que muitas desistem. Mas informação é tudo! Então, você que quer ser mãe se informe! Não existe leite fraco, a criança não precisa de nada além do seu leite durante estes 6 primeiros meses de vida. E uma coisa é certa, o poder de produzir o alimento do seu próprio filho nos torna muito poderosas, amo amamentar! Agora vou começar a oferecer alimentos sólidos a Miguel, mas ele já tem um estoque de leite materno no congelador para continuar tomando, mesmo com meu retorno ao trabalho.

A maternidade me trouxe novas amizades, aprendi muita coisa nova, desmistifiquei algumas e mudei de opinião em várias coisas. As mudanças de opinião foram muito importantes, pois me levou a repensar várias outras questões, tomadas de decisões e conselhos dados no dia a dia. Ser mãe é morder a língua várias vezes. Rsrsrs. Fazemos muitas coisas que dizíamos que não iríamos fazer.

Ahh a parte mais gostosa? Ver as conquistas do pequeno no dia a dia, o primeiro sorriso, o virar de bruços, o rolar, a descoberta das mãos e pés, bater palminhas… A gente só precisa cuidar e dar amor para receber um sorriso de retorno, uma carinha safada balbuciando os sons da sua linguagem e ter um olhinho vivo te seguindo pela casa.
Não tem como não acreditar na existência do divino, o mundo materno é infinitamente mágico e inexplicável.

Links para ajudar novas e futuras mamães:
Grupo Virtual de Amamentação (GVA)
Baby Center

Seis meses de muito amor e alegria – post do papai

E ontem Miguel completou seis meses de vida. Muita coisa rolou desde a última postagem por aqui, então este post vai ser para mostrar algumas fotos dos últimos meses. Aprendemos muito com ele a cada dia e ele tem se desenvolvido maravilhosamente bem. É uma alegria imensa acordar e vê-lo sorrir pra gente. Graças a Deus a mamãe conseguiu amamentar exclusivamente nestes seis meses. Agora é hora de uma nova etapa, os sólidos. Hoje já teve uma bananinha delícia. Fiquem com fotos dos seis “mesversários” de Miguelindo. :D

O próximo post vai ser da mamãe, ainda sobre os seis meses. :)

Fala aí, Miguelindo!

Muito tempo sem vir aqui, né? Mamãe Simone até escreveu um post, mas o papai relapso não encontra de jeito algum o texto. Vou pedir pra ela reenviar pra publicar, mesmo com um baita atraso. :(

Bom, o post de hoje é pra deixar três vídeos, feitos em momentos distintos, de Miguel conversando com a mamãe e comigo. O menino é retado e até responder perguntas claramente ele já faz. Ah, garoto! Vai longe! rs

Agora o terceiro vídeo, o mais recente. Prestem atenção à pergunta que a mamãe faz aos 1:32 e vejam a resposta de Miguel aos 1:36. :D

Muito legal assistir a estes três vídeos em sequência pra perceber a mudança dele. Mudou tanto na carinha, que antes era mais bochechuda, quanto no “vocabulário”. Hoje ele é um verdadeiro tagarela que grita a plenos pulmões para a felicidade dos papais corujas.